Perante uma interpelação de um jovem morador, Paulo Costa, na Assembleia de Freguesia da passada Quinta-feira, Rui Ramalhosa, presidente da Junta de Freguesia, confirmou que pretende levar por diante as obras previstas mas não concretizadas em 2015, devido à falta de verbas. Para tal, contava com a aprovação do protocolo de apoio às freguesias ratificado na reunião da Assembleia Municipal do dia seguinte, o que se verificou.
Intervenções nas ruas de Venade e Rabusca, e arranjos dos pavimentos em diversas artérias seixenses, incluem-se nas prioridades estabelecidas para este ano.
Este morador perguntou ainda à Junta se possuía algum levantamento de alunos universitários carenciados desta freguesia, de modo a que pudessem vir a ser apoiados.

A Junta manifestou interesse em levar por diante a sugestão e pediu ao próprio morador que os auxiliasse na selecção desses jovens universitários carentes.
Paulo Costa, agradeceu à autarquia seixense a pintura executada na sede da Associação da Juventude de Seixas, e a sua colaboração no transporte de pessoas da freguesia que votaram no projecto de requalificação do antigo posto da Guarda Fiscal de Pedras Ruivas, dentro do projecto do Orçamento Participativo.

Interpelou ainda o Executivo local sobre a situação da plataforma removida da marina, e pediu prazos para a instalação do parque infantil na marginal de Seixas.
A Câmara Municipal está a preparar um estudo da zona envolvente da marina, após o que será decidido se merecerá a pena recuperar essa estrutura, a qual se encontra depositada nos estaleiros municipais.
Quanto ao parque infantil (actualmente, ainda instalado por detrás da capela de S. Bento), ele será deslocado para a beirada do rio, logo que seja levantado o estaleiro de apoio à obra da ecovia ainda em curso, garantiu Rui Ramalhosa.
"Nem para carros, nem para redes"

Ainda respeitante à ecopista, Fernando Catarina, delegado eleito pelo Movimento de Independentes, considerou "um abuso" a colocação de redes de pesca em cima dela, no lugar de S. Sebastião.
A Junta reconhece que esta situação é errada, tal como a passagem de carros sobre a ecovia, ("nem para carros, nem para redes", foi referido), pretendendo, por isso, colocar diversa sinalética no local.
Arrendamento não foi fácil
Uma loja pertencente à Junta de Freguesia encontra-se devoluta há mais de 20 anos, tendo ficado desertos todos os concursos realizados, na tentativa de arrendar esse espaço.
Surgiu agora uma profissional de enfermagem da freguesia interessada em ficar com a loja, mas sugeriu à Junta que a isentasse do pagamento de uma renda mensal de 250€ por um período de 5 anos, tendo em conta "o grande investimento" a que seria obrigada a realizar, de modo a adaptá-la ao fim a que se propõe.
Segundo informou Rui Ramalhosa, a enfermeira pretende prestar serviços na área da sua profissão, incluindo recolha de análises, realização de diversos rastreios à população e outros apoios, incluindo serviço domiciliário.
A Junta entende que seria uma mais-valia e uma comodidade para as pessoas residentes em Seixas, atendendo a que deixariam de se deslocar a Caminha ou outras localidades.
Contudo, o delegado Fernando Catarina colocou algumas reticências ao facto de "estarmos a subsidiar uma actividade económica", e não lhe ser cobrada qualquer renda, "nem que fosse simbólica", independentemente de ser benéfica para a freguesia, sublinhou.
O seu colega Rui Santos foi mais além e suscitou a dúvida sobre a legalidade do contrato a estabelecer sem recurso a um concurso público além de colocar em causa a existência do registo do prédio na conservatória, no que foi contrariado pelo presidente da Junta, prometendo-lhe mostrar o respectivo documento.

No seguimento da discussão e troca de opiniões, a delegada socialista Cátia Borges propôs o pagamento de uma renda mensal de 50€, sendo aprovada a proposta com um voto contra e uma abstenção.
Resta agora à Junta saber se a interessada aceitará a proposta.
Situações a merecer intervenção
As ruas da Barrosa de Cima e da Cabreira voltaram a merecer uma abordagem por parte dos delegados da AF de Seixas, com as necessárias explicações da Junta de Freguesia.

A concentração de águas pluviais e a falta de escoamento na Rua da Barrosa é um problema com muitos anos.
Rui Borges (Independente) perguntou à Junta se estava prevista uma solução, além de referir que o próximo PDM poderá prever para o local novas construções, o que tornará mais premente uma intervenção, a par de haver despejo de fossas - e piscinas na via pública, completou outro autarca.
O tema mereceu bastante discussão sobre a melhor forma de resolver a situação, lamentando Fernando Catarina que dos assuntos discutidos nos últimos dois anos, pouco se tenha avançado, pedindo ao Executivo que se "reveja" a situação.
Rui Ramalhosa esclareceu que já se deslocou ao local, por mais de uma vez, com técnicos camarários, considerando haver necessidade de "mexer" em terrenos particulares, na tentativa de canalizar a água das chuvas que se acumula no caminho e alaga casas.
Criticou ainda o aproveitamento abusivo de certas pessoas que utilizam as bocas de incêndio para encher as piscinas, e a incapacidade da GNR para actuar, neste caso e no despejo de fossas.
Custos atrasam solução
Conforme salientou António Rodrigues, tesoureiro da Junta, apoiado pelo presidente da autarquia e pelo delegado independente, a forma eficaz de resolver os problemas seria a ligação à rede de águas, solução que esbarra com os seus custos, dado que "a falta de ponto" obrigará a uma bombagem dos efluentes.

Na parte de cima da Rua da Cabreira, o piso esburacado e a derrocada de um muro, conforme referiu Rui Borges, e a existência de um monte de areia junto a uma fonte, segundo salientou Rui Vivo (PS), presidente da AF, levaram Rui Ramalhosa a prometer a continuação da obra (2ª fase) nesta artéria, embora alguns casos "não sejam da nossa responsabilidade", frisou, após lamentar que certas situações se arrastem no tempo.
