A Academia do Vinho Verde e a Estação Vitivinícola Amândio Galhano (EVAG) promovem, durante os meses de Fevereiro e Março, três sessões de formação dedicadas à abordagem teórico-prática de "Plantação e fertilização da vinha".
Com o apoio de várias entidades locais, as acções decorrem na Casa da Cultura de Melgaço a 26 de Fevereiro, na Adega Cooperativa de Amarante e na Fragicoop (Famalicão) a 8 e 15 de Março, respectivamente.
A correcta preparação do terreno e eficaz plantação para produções sustentáveis ao longo de décadas são algumas das directrizes das sessões que se dirigem aos viticultores da Região dos Vinhos Verdes com o propósito de esclarecer procedimentos e fomentar boas práticas.
Com a duração de aproximadamente três horas, a formação conta com a participação de João Garrido e Teresa Mota, da EVAG, e de João Pinto e David Silva, da SAPEC, terminando com uma experiência prática em campo. A participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia em www.vinhoverde.pt/academia/formulario
Recorde-se que a Academia do Vinho Verde realiza, ao longo de todo o ano, acções dirigidas aos viticultores, produtores e consumidores com uma componente pedagógica em áreas tão diversas como a plantação de vinha, enologia, distribuição de produto ou consumo de Vinho Verde.
A Câmara Municipal de Melgaço e a Proteção Civil, após o temporal que se fez sentir nos últimos dias no território, realizaram um levantamento exaustivo de todos os danos, reunindo-se com os munícipes e os presidentes de junta, para sinalizar e limpar as situações mais graves. Deparando-se com um cenário grave, o Presidente da Câmara, Manoel Batista, entende ser necessário adotar medidas excecionais com vista a repor a normalidade das condições de vida nas zonas mais abrangidas por tais acontecimentos.
Manoel Batista afirma estarmos perante "um cenário grave que exige do Governo a declaração da situação de calamidade pública e a consequente consignação de apoio para fazer face à situação vivida em Melgaço e para a qual os recursos financeiros da autarquia são escassos perante a intervenção que se impõe". Pelo que o autarca está a desenvolver todos os esforços junto dos Ministérios da Administração Interna e Agricultura com vista a uma resolução rápida dos problemas que o temporal provocou.
Durante o fim de semana, altura em que o mau tempo fustigou o concelho, a câmara municipal e a Proteção Civil acompanharam no terreno as situações mais graves e tomaram medidas para minimizar danos e acautelar as condições de segurança e de acessibilidade. As freguesias mais atingidas foram Fiães, a União de Freguesias de Chaviães e Paços, Cristóval, Penso, Alvaredo e a União de Freguesias de Vila e Roussas nas quais se registaram inúmeras derrocadas de muros e de taludes, alguns dos quais originaram aluimentos de pavimentos rodoviários e ao consequente corte do trânsito. São muitas as freguesias com acessos condicionados bem como propriedades privadas destruídas com plantações de vinha e outras culturas sem qualquer possibilidade de recuperação e sem qualquer possibilidade de acesso.