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Reunião camarária

Presidente da Câmara diz que estiveram 25.000 pessoas na passagem do ano

PSD desvaloriza

Reportagem Fotos Passagem do Ano

A primeira reunião camarária de 2016 permitiu à vereação tecer comentários ao programa de Natal desenvolvido pelo Executivo, designadamente o da passagem de ano.

No entender de Miguel Alves, presidente da Câmara, a programação natalícia "foi um momento particularmente feliz para o concelho de Caminha".

Após citar alguns dos pontos mais salientes destes últimos 40 dias de festejos, incluindo a tarde da TVI em directo, entre as 15 e as 20 horas no dia 31; os concertos do Orfeão de Vila Praia de Âncora e o de Ano Novo, pela Banda de Lanhelas, no Valadares, o autarca considerou uma "boa aposta" a frase escolhida para atrair pessoas no fim de ano: "Caminha- o local onde o Norte passa o ano".

O mau tempo que se vinha registando nos dias prévios, teve uma aberta na tarde-noite de fim-de-ano, o que permitiu um réveillon com cerca de 25.000 pessoas no Terreiro de Caminha.

Estas apreciações não agradaram à vereadora Liliana Silva (PSD), duvidando dos números divulgados por Miguel Alves e dizendo que não houve qualquer novidade em relação aos festejos de fim-de-ano do passado. Acrescentaria que transmissões televisivas, sempre aconteceram.

O presidente do Executivo não se conformou com as palavras da edil "laranja", dizendo não se recordar de ter existido alguma vez uma transmissão em directo no dia 31, nem da presença de 25.000 pessoas a assistir à passagem de ano, ou de uma programação tão boa.

A vereadora da oposição decidiu ainda evidenciar preocupação pelo lançamento de fogo-de-artifício do cimo da Torre do Relógio, temendo que o monumento ficasse danificado.

A utilização da torre medieval pelos fogueteiros não é nova, como é conhecido, e Miguel Alves considerou que a empresa (do concelho) em causa lhes dava garantias de cumprimento de todos os requisitos.

Ferry-boat ganhou dinâmica

Não se ficou por aqui a vereadora social-democrata, e criticou o facto de ter sido autorizado a dispensa de aquisição de bilhetes no ferry-boat no final do ano, garantindo que tal decisão deveria ter sido tomada pela vereação, e não por despacho do presidente.

Miguel Alves justificou a decisão, de modo a "potenciar a dinâmica de aproximação" entre as duas margens a que se vem assistindo desde que o barco voltou a navegar em meados do ano passado.

Avançou com números: Entre Abril e Dezembro, compraram bilhetes na bilheteira de Caminha, 61.000 passageiros (embora entre Abril e Junho, a carreira fluvial tenha funcionado com horário reduzido) e, no cais da Pasaxe, em A Guarda, embarcaram 53.000 pessoas, no mesmo período de tempo, equivalendo a mais 15.000 utentes do que em todo o ano de 2013.

Reportando-se ao movimento verificado no último dia do ano de 2015, o presidente socialista informou que no sentido A Guarda-Caminha, tinham recorrido a este serviço de transporte 178 pessoas, ao passo que no sentido inverso, 123.

Comparando receitas - embora agora, o apuro da bilheteira de A Pasaxe reverta imediatamente para os cofres do município caminhense -, Miguel Alves revelou que 2015 representara a 2ª receita dos últimos dez anos.

Entrando igualmente na conversa sobre o tema do fim-de-ano, o vereador Flamiano Martins referiu que o que interessava era o que tinha sucedido este ano, atendendo a que sempre houvera promoção do concelho no passado, e, considerou positivo que se reconhecesse que "o concelho deu um salto qualitativo", embora a realidade seja sempre subjectiva, assinalou.

Caixa incomodou vereadora

O episódio da caixa com documentos dos fundos de maneio entregues por Miguel Alves à oposição na última reunião de Dezembro, parece ter irritado a vereadora Liliana Silva.

Esta, surgiu agora a verberar o "espectáculo" dessa sessão, pedindo ao presidente que os "poupasse" dessas actuações, porque o caixote de papelão se encontraria vazio, embora tivesse admitido que tinha documentos do anterior mandato.

Imperturbável, Miguel Alves respondeu que apenas dera seguimento ao pedido da própria oposição.

Recordando o episódio do indivíduo acorrentado no interior das instalações camarárias, Liliana Silva pediu informações sobre o seguimento dado à sua reivindicação, atendendo a que esse munícipe se dirigira ao PPD/PSD, porque a situação (ocupação da via pública) não estaria ainda resolvida.

O vereador Guilherme Lagido deu as explicações pertinentes à edil social-democrata.

Nesta sessão, a vereadora Vanda Pego (PSD) pediu ao presidente do Executivo que em 2016 não voltassem a registar-se atrasos no envio dos documentos das reuniões camarárias, enquanto que Liliana Silva pediu resposta a requerimentos entregues.


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