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Semanário - Director: Luís Almeida

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Bloco questiona Governo sobre agressão do Comandante da GNR a representantes do BNG

No dia 28 de março, as vereadoras Patricia Marinho Rodríguez e Eva Gonzalez Pérez e o vereador Xosé Antón Outeiro González, eleitos do Bloco Nacionalista Galego (BNG) no concelho de Salvaterra do Minho, Pontevedra, foram agredidos, retidos e identificados pela GNR durante um protesto pacífico, quando decorria um ato organizado pelos municípios de Salvaterra e de Monção para celebrar os vinte anos da inauguração da ponte internacional que une as margens galega e portuguesa do rio Minho.

Segundo notícias, a GNR, com o objetivo de impedir uma manifestação pacífica, chegou mesmo a arrastar pelo chão uma das vereadoras do BNG presentes, agindo de forma violenta, causando-lhe ferimentos e contusões numa mão e na cervical, que a obrigaram a ir ao Centro de Saúde.

O BNG reagiu em comunicado, acusando a "atuação policial de absolutamente desproporcionada" e de ter sido empregada uma "violência desnecessária contra um protesto pacífico dos vizinhos e vizinhas que denunciavam o uso propagandístico de uma iniciativa empresarial de grande importância para o desenvolvimento e criação de postos de trabalho na autarquia". Além disso, os vereadores em questão apresentaram queixa contra o Comandante da GNR de Monção.

Ora, esta atuação desproporcionada da GNR contra autarcas galegos, assentando, segundo testemunhos, na interrupção violenta de um protesto pacífico com evidentes contornos políticos e perante forças policiais galegas que não intervieram, deve ser integralmente avaliada e esclarecida.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Administração Interna, a seguinte pergunta:

1. Tem o Ministério conhecimento desta situação?
2. Considera o Governo aceitável que eleitas e eleitos do Estado vizinho possam ser alvo de uma intervenção policial manifestamente desproporcionada?
3. Que medidas serão tomadas para averiguar os motivos de uma atuação desta natureza?

BE de Monção


CORDEIRO À MODA DE MONÇÃO

Na Páscoa, este prato tradicional, com nome ousado, está presente na mesa dos monçanenses e nos restaurantes do concelho. A sua confeção, em alguidar e levada ao forno de lenha, vem de tempos muito recuados e atravessou gerações de cozinheiras monçanenses, encontrando-se em fase de certificação.

Em período de Páscoa, a população de Monção envolve-se nas diferentes iniciativas religiosas e festeja, no seio familiar ou com os amigos, a essência desta época dedicada à morte e ressurreição de Jesus Cristo. À mesa, como manda a tradição, não falta o Cordeiro à Moda de Monção, conhecido localmente como "Foda à Monção".

A sua confeção, em alguidar e levada ao forno de lenha, não só recupera o saber dos nossos antepassados como lhe adiciona um pouco de arte, carinho e profissionalismo das atuais cozinheiras. Neste momento, procede-se à certificação deste prato, trabalho da responsabilidade da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

O nome brejeiro ou artístico, digamos assim, como é conhecido o Cordeiro à Moda de Monção, reflete bem o caráter afável, folião e bem-disposto dos monçanenses. E porquê "Foda à Monção"? A história vem de tempos muito recuados. Reza assim:

"Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando o levavam para a feira queriam vendê-lo pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água.

Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos "sacos de água" e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: que foda!

O termo tanto se popularizou que o prato passou a designar-se, por estas bandas, como foda. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas, como a Páscoa, ouvir dizer: Ó Maria, já metes-te a foda?"

Municipio de Monção


PREVENÇÃO DOS MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA

Ao longo deste mês, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Monção preparou algumas iniciativas de sensibilização da comunidade para a temática. Entre estes, destaca-se a colocação de um laço gigante na fachada da Casa do Loreto, serviços técnicos e administrativos da Câmara Municipal de Monção

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Monção, com o apoio da Câmara Municipal de Monção, a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco e as Comissões de Proteção do Distrito de Viana do Castelo, associa-se à iniciativa "Prevenção dos Maus-Tratos na Infância" que decorre, a nível nacional, durante o mês de abril.

Desta forma, a CPCJ de Monção agendou algumas iniciativas direcionadas para a sensibilização da comunidade local para a problemática dos maus tratos na infância, bem como para o exercício de uma parentalidade positiva nas famílias sem recurso à violência verbal ou física.

Entre as atividades propostas, destaca-se a colocação de um laço azul gigante na fachada da Casa do Loreto, serviços técnicos e administrativos da Câmara Municipal de Monção. Colocado em local privilegiado do centro histórico, visa alertar e envolver a comunidade nesta questão.

Além da distribuição de um panfleto com a história do laço azul, elemento essencial da campanha, junto das instituições, serviços públicos e estabelecimentos comerciais, está também prevista a afixação de cartazes e mupis em diferentes locais do concelho.

Ao longo do mês, a CPCJ de Monção vai desafiar todas as pessoas a criarem e utilizarem o seu próprio laço azul. A sessão de encerramento decorrerá no dia 28 de abril, em Viana do Castelo, contando com a presença, entre outras personalidades com responsabilidades em matéria de infância e juventude, do Presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens, Armando Leandro.

Municipio de Monção


AUTARCAS DE MONÇÃO E MELGAÇO ALERTAM PARA OS NOVOS DESAFIOS DO ALVARINHO

Manoel Baptista e Augusto de Oliveira Domingues aconselharam produtores a apostarem na inovação e no aproveitamento dos mecanismos de apoio afetos ao futuro quadro comunitário de apoio como forma de superarem os novos desafios de competitividade do vinho Alvarinho. Ideias lançadas na abertura da conferência "Alvarinho de Monção e Melgaço - O desafio da competitividade", realizada na passada sexta-feira, na Casa da Cultura de Melgaço. Autarca monçanense aproveitou o encontro para esclarecer a posição da autarquia no "acordo do Alvarinho": "Quero dizer-nos que a posição da Câmara de Monção foi consensual com as empresas do meu concelho. Reuni com os seus representantes, ouvi com muita atenção, pedi a opinião de gente ligada ao setor, e decidi em conformidade".

Na abertura da conferência "Alvarinho de Monção e Melgaço - O desafio da competitividade", realizada na passada sexta-feira, na Casa da Cultura de Melgaço, os autarcas de Melgaço e Monção, Manoel Baptista e Augusto de Oliveira Domingues, alertaram os presentes para os desafios emergentes do vinho Alvarinho em questões como a produção, comercialização e investimento.

Ambos salientaram a necessidade de os produtores de ambos os concelhos apostarem na inovação e criatividade, bem como no aproveitamento dos mecanismos de apoio que serão disponibilizados no âmbito no novo quadro comunitário de apoio.

O autarca de Monção aproveitou a conferência para esclarecer a posição da autarquia no "acordo do Alvarinho": "Quero dizer-nos que a posição da Câmara de Monção foi consensual com as empresas do meu concelho. Reuni com os seus representantes, ouvi com muita atenção, pedi a opinião de gente ligada ao setor, e decidi em conformidade".

Augusto de Oliveira Domingues sublinhou que continuará a pugnar pela qualidade do vinho Alvarinho e aproveitou para convidar os produtores de Melgaço e exporem os seus rótulos no Museu do Alvarinho, inaugurado no dia 28 de fevereiro, e a participarem na Feira do Alvarinho, com data marcada para os dias 3, 4 e 5 de julho.

Com moderação de Luís Costa, editor da revista Wine, e de José Emílio Moreira, ex-presidente da Câmara Municipal de Monção e Grão-Mestre da Confraria do Vinho Verde Alvarinho, a conferência juntou enólogos, críticos de vinho, investigadores, docentes e responsáveis de projetos inovadores neste setor.

Municipio de Monção


AUTARCAS DEFENDEM LEGISLAÇÃO ESPECIFICA PARA PARTILHA DE SERVIÇOS DE SAUDE E PROTEÇÃO CIVIL

Monção e Salvaterra de Miño potenciaram relacionamento com a assinatura de protocolo de geminação. Cerimónia, realizada no sábado, englobou ainda descerramento de placa alusiva ao 20º aniversário da ponte internacional, batizada com o nome João Verde/Amador Saavedra, em homenagem aos dois poetas.

Os municípios de Monção e de Salvaterra de Miño estão mais unidas e empenhadas num futuro comum. No âmbito das comemorações do 20º aniversário da ponte internacional, batizada com o nome de João Verde/Amador Saavedra, em homenagem aos dois poetas, foi assinado, no passado sábado, um protocolo de geminação com cooperação em diferentes setores.

Neste documento, passo fundamental na criação da Eurocidade Monção Salvaterra de Miño, estabeleceu-se um acordo de princípios entre as duas localidades, contemplando as principais áreas de interesse comum em setores como cultura, desporto, empreendedorismo, proteção civil, saúde, ordenamento do território, e valorização do património natural.

Na cerimónia, presidida pelo Secretário de Estado de Negócios Estrangeiros e Cooperação, Luis Campos Ferreira, e o Vice-Presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda Valenzuela, os autarcas raianos reivindicaram uma legislação específica para serviços partilhados nas áreas da saúde e na proteção civil.

Augusto Domingues referiu que o combate a incêndios dos "soldados da paz" monçanenses em Salvaterra de Miño e a frequência de serviços de saúde em ambos os lados da fronteira devem ter enquadramento jurídico para que possam decorrer de uma forma natural e sem constrangimentos.

O Alcalde de Salvaterra de Miño, Arturo Grandal, tem a mesma opinião: "A ponte é uma rua. As pessoas convivem em harmonia, deslocando-se, nos dois sentidos, para fazer compras, aceder à cultura e praticar desporto. Falta darmos o impulso necessário para que esta partilha seja realmente efetiva nas áreas da saúde e proteção civil".

Sobre esta possibilidade, o governante presente, Luis Campos Ferreira, esclareceu que as pontes, tais como as amizades, devem ser cuidadas e valorizadas. Como tal, adiantou, se for entendimento dos dois povos reforçar a união existente, o governo português estará recetivo a qualquer abertura para que isso aconteça.

Além da partilha de equipamentos como piscina, biblioteca e museus e serviços de saúde e proteção civil, o protocolo de geminação focaliza-se na dinamização empresarial e promoção do emprego como forma de garantir escala e rentabilização económica. Outra das vertentes deste "casamento" será o recurso a programas comunitários transfronteiriços.

Municipio de Monção

Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
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Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
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