"Ou nos resignávamos, ou apostávamos na limpeza do cais", justificou desta forma Miguel Alves, presidente do Município caminhense, a intervenção que vai custar 72.000€ aos cofres do Município, destinada a remover a areia acumulada há mais de dois anos à volta do cais de atracagem português.
O autarca explicou à vereação reunida no passado dia 1, que "ninguém quis pagar" a operação de dragagem iniciada há uma semana, com recurso a uma draga espanhola que vem extraindo os inertes e depositando-os junto ao topo norte da marginal da vila.
Havia um ano que o barco se encontrava imobilizado e o Município mostrou-se disposto a inverter esta situação, depois do fracasso de uma pequena draga colocada há uns meses atrás na entrada do cais, mas manifestamente insuficiente para atingir os objectivos que lhe eram propostos: abrir um canal que permitisse a navegação do barco.
Ontem, Sexta-feira, pelas quatro horas da tarde, aproveitando a maré, o "Stª Rita de Cássia" regressou à sua rotina, embora ainda de forma condicionada, atendendo a que a limpeza do canal será retomada após a Páscoa, pelo menos durante mais uma semana, o que obrigará a uma nova paragem.
Com o objectivo de "galvanizar as pessoas" e atrair os utentes deste serviço público, durante o corrente mês, as viagens serão gratuitas.
O PSD congratulou-se com o reinício da actividade do transbordador, apesar dos condicionalismos ainda existentes, e Liliana Silva perguntou se o Município de Guarda tinha comparticipado nos custos da dragagem.