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Vila Praia de Âncora

Reconhecido labor do Movimento de Empresários do Concelho

Desassoreamento do Portinho e consolidação dunar prometidos

O contributo do Movimento de Empresários do Concelho de Caminha na concretização dos diferentes eventos que têm vindo a decorrer em Vila Praia de Âncora, mereceu um voto de louvor proposto pelo delegado João Araújo e subscrito por todos os demais eleitos à Assembleia de Freguesia (AF) reunida recentemente.

Carlos Castro, presidente da Junta, subscritor do elogio, anunciou que o seu executivo pretendia oferecer uma placa a esse movimento como reconhecimento pela dinâmica imprimida à vila, mas, considerou que "nada seria possível" sem o apoio financeiro e humano da câmara municipal.

Em princípio de época balnear, surgiram diversos votos para que o verão corra pelo melhor, como é habitual nestas sessões coincidentes com o princípio da época estival.

Os problemas registados na Duna dos Caldeirões no último Inverno e o assoreamento permanente do Portinho subsistem na preocupação dos ancorenses, com reflexo nos órgãos autárquicos de Vila Praia de Âncora.

João Araújo, após elogiar a prontidão do Ministério do Ambiente a responder à intervenção de desobstrução da foz do rio Âncora, pediu que fosse recuperado o acesso à praia junto à avenida marginal, enquanto que José Presa, presidente da AF, interpelou a Junta acerca da reabertura do canal, perguntando se tinha decorrido de acordo com o planeado, juntando-se ainda a outra preocupação expressa pelo seu colega de bacada, no que diz respeito à necessidade de desassorear o Portinho.

Como resposta, Carlos Castro, manifestou a sua admiração pela rapidez imprimida à obra, mercê da coordenação entre ministério e câmara para resolver o problema das águas estagnadas devido ao fecho da foz do rio. Assinalou que as intervenções no concelho de Caminha foram as segundas a executar em todo o país, referindo que a consolidação dunar será executada a partir de Setembro, embora os técnicos pretendam acompanhar com detalhe o que vai suceder com as marés vivas de Agosto, frisou.

Sobre o Portinho, o autarca disse ter falado com Marco António, no decorrer do jantar de homenagem aos ex-autarcas do PSD, tendo-lhe sido garantido que vão tratar do problema do assoreamento e do pontão a norte do porto de abrigo. Pormenorizou que o próprio presidente da Associação de Pescadores, Vasco Presa, lhe falara da viabilidade destas duas obras.

Outro assunto respeitante ao actual período estival, foi o da necessidade de melhorar a iluminação pública, conforme salientou José Presa, levando Carlos Castro a admitir uma "escuridão terrível" nalguns pontos da vila, atribuindo essa situação ao preço elevado das lâmpadas a substituir, a par da constituição dos candeeiros que permitem a entrada de humidade e as consequentes avarias. Por outro lado, o facto de durante o dia se encontrarem ligados diversos candeeiros (situação denunciada por Margarida Fonseca), levou o presidente do Executivo a referir que se farta de enviar e-mails para a EDP-Lisboa, sem grandes resultados.

A necessidade de reajustar a sinalética nas entradas da vila mereceu uma observação de Filipe Fernandes - apos destacar o "bom trabalho" feito na freguesia pelo presidente e sua equipa -, de modo a facilitar a informação aos visitantes.

A sua colega de bancada Margaria Fonseca pediu um cuidado especial na divulgação do património da parte alta da vila (Dólmen e Quinta da Barrosa, Calvário ("está triste", denunciou) e rio Âncora.

Junta e câmara têm dialogado, acentuou o presidente da Junta, nomeadamente através do vereador Guilherme Lagido, atribuindo o problema à falta de pessoal adstrito à sua autarquia. Dos seis trabalhadores, apenas possui um único, referiu, dado que dois acabaram de se reformar e um terceiro saiu.

Admitiu a instalação errada do circuito de manutenção na Barrosa, local onde ainda há obstáculos a ultrapassar para que se possa aplicar um plano de revitalização. Aludiu aos pagamentos devidos a particulares, no seguimento de trocas de terrenos com origem num passado não muito recente. Em referência à limpeza do rio Âncora, admitiu que o empreiteiro que realizou a abertura já tinha retirado muita vegetação do seu leito. Pretende prosseguir a remoção de árvores e galhos, nomeadamente das margens, trabalho que se revestirá de algum cuidado, de modo a não interferir com a qualidade e transparência da água.

Após a Junta e Câmara terem procedido ao alargamento da Rua de Vales, Tiago Castro solicitou informações sobre a 2ª fase desta obra, tendo obtido como resposta que irão iniciar a instalação da rede de águas antes da intervenção.

O piso "caótico" da Rua Lourenço da Rocha e a necessidade de cuidar do espaço verde adjacente, mereceram uma chamada de atenção de João Araújo, vendo confirmado pelo presidente da Junta a execução da reparação do pavimento por parte desta autarquia, câmara e Instituto de Estradas, mas devendo ser previamente remodelada a rede de águas.

A degradação da ponte da Cruz Velha é reconhecida por todos mas, tudo dependerá da remodelação (electrificação) da Linha do Minho, precisou Carlos Castro. Uma eventual subida da ponte (três metros), de modo a permitir a introdução das catenárias, tornará a infra-estrutura demasiado íngreme, embora pareça que existam alternativas a esta modificação que dificultaria a passagem de pessoas e veículos.

Aprovado plano de execução com câmara municipal

A assembleia aprovou com uma abstenção o acordo de execução a celebrar com a câmara municipal, que permitirá à junta receber, no conjunto, 63.800€ durante o corrente ano.

Carlos Castro admite que a verba é exígua mas, a falta de dinheiro e após duas reuniões mantidas com o presidente do Executivo camarário, decidiram aceitar, embora com a promessa de serem compensados com "meios humanos". "É o acordo possível", justificou Carlos Castro, esperando agora que o presidente cumpra com a sua palavra.

Esta sessão permitiu ainda rever o Orçamento de modo a permitir admitir uma auxiliar para o Jardim de Infância, sem que isso represente qualquer encargo para a Junta, e abrir concurso para a admissão de uma segunda funcionária para a secretaria da sede da Junta, antes que o serviço entre em colapso,
devido ao trabalho actual. Filipe Fernandes entendia que a admissão deveria ser por tempo determinado e não indeterminado, como veio a ser aprovado, razão pela qual se absteve.

A oposição socialista voltou a pedir o inventário de bens da freguesia, o que apenas se concretizará após o recebimento de verbas devidas pela obra da A/28, atendendo a que o consórcio construtor ainda não pagou a expropriação de terrenos, levando a que o caso tenha sido entregue a um advogado.


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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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