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Reunião camarária

PSD trocava tenda das comemorações do 25 de Abril por apoio a um Torneio de Futebol Juvenil

"Tenda custou dez vezes menos do que um comboinho", PS

A vereadora social-democrata Liliana Silva insurgiu-se pelo facto de o executivo camarário não ter concedido um subsídio extraordinário ao Centro Cultural e Desportivo Ancorense, destinado a custear a alimentação e transportes de clubes que iriam participar no VII Torneio de Futebol Juvenil que este clube vai organizar brevemente.

A edil ancorense chegou a interpelar a maioria socialista sobre se era mais importante o 25 de Abril e o aluguer da tenda (pretendeu saber quanto tinham gasto) na qual decorreram a sessão solene e a actuação da cantora galega Uxia, do que o apoio aos jovens, no caso, ao Ancorense.

Executivo actual ainda teve que pagar 6.000€ em atraso

Rui Teixeira, vereador responsável pelo desporto, recordou-lhe que o Ancorense era o clube do concelho que mais dinheiro receberia de subsídio este ano (15.000€), precisamente pelo envolvimento de muitos jovens na competição, em contraste com o que sucedera no ano anterior (de gestão social-democrata) em que apenas tinha sido disponibilizado um subsídio de 12.500€.

Além do mais, foi o executivo actual que ainda teve de transferir 6.000€ para o Ancorense, respeitante ao apoio de 2013, frisou Rui Teixeira, recordando também à vereadora da oposição que o orçamento camarário para este ano sofrera reduções.

"Ainda estamos a gerir aquilo que foi gasto pelo Executivo anterior"

Miguel Alves, presidente do município, recordou aos vereadores da oposição que todos tinham o direito de pedir mais ou menos subsídios para este ou aquele clube.

Mas recordou as contingências em que o município vive, obrigando a um corte geral de 15% no Orçamento/14, do qual se verão ainda obrigados a retirar dinheiro do que "foi usado no passado", numa referência às facturas em débito.

De modo a tirar dúvidas à oposição, Miguel Alves disse que desde que assumiram os destinos do município, "somente 1 a 2% das facturas" correspondiam ao seu mandato.

Acrescentou que "toda a poupança que este Executivo tem vindo a efectuar, ainda não tem quaisquer reflexos no dia-a-dia", porque, prosseguiu, "se nós gastamos menos dinheiro em gasóleo, pareceres, publicidade, isso só se vai reflectir daqui a uns meses, porque ainda estamos a gerir aquilo que foi gasto pelo anterior Executivo".

Assim justificou o autarca socialista as dificuldades que têm vindo a sentir para, entre outras, apoiar todas as colectividades, desportivas ou não.

Recordou que cada pelouro ou actividade tem o seu orçamento definido e, "não é assim tão linear, retirar dinheiro para pôr noutro" , levando-o a concluir que não é pelo facto de se gastar mais ou menos dinheiro com uma tenda, que isso seja importante para se dar mais ou menos dinheiro a uma instituição".

"Tenho pena que haja essa crítica por parte de V. Exª"

Centrando-se no comentário da vereadora à tenda utilizada no 25 de Abril, Miguel Alves assumiu que "o empenhamento do município foi total" na organização das comemorações dos 40 anos desta efeméride, e, "não há nenhum arrependimento em relação àquilo que se gastou para que pudessemos honrar um momento histórico da nossa nação, tornando essa data num momento sublime de comemoração da democracia".

Tentando comparar despesas, Miguel Alves acrescentaria que o que "gastamos com a tenda (impedindo que a chuva afectasse as comemorações), é infinitamente inferior ao que deixamos de gastar com um comboinho entre Vila Praia de Âncora e Caminha e que custava 10 vezes mais e que também decidimos arrumar para fazer face às despesas".

"Tenho pena que haja essa crítica por parte de V. Exª" a esse pormenor da organização dos 40 anos do 25 de Abril, adiantou o autarca, mas, terminou, "nós, mantemos esta prática".


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