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GEPPAV assinala uma década de atividade com diversas iniciativas culturais e científicas
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Assinalando os dez anos da sua fundação - em janeiro de 2004, como secção autónoma do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense (CIRV) -, o Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense (GEPPAV) preparou um diversificado programa de atividades para os meses de janeiro e fevereiro de 2014.
O destaque vai para o lançamento, no dia 19 de janeiro, domingo, pelas 11 horas, na sede do CIRV, do IV Caderno do Património Vilarmourense intitulado "Minas e mineiros em Vilar de Mouros no século XX. Exploração de estanho e volfrâmio nas concessões da Fonte Nova e Castelhão", com a particularidade de se tratar de um estudo em co-autoria com a geóloga Raquel Cepeda Alves, investigadora e doutoranda da Universidade do Minho. A edição tem o apoio da Câmara Municipal de Caminha, Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e Direção Regional de Cultura do Norte.
Na mesma ocasião, no espaço da antiga Estufa, será inaugurada pelo Presidente da Câmara Municipal uma exposição retrospetiva da atividade do GEPPAV que tem como maior novidade a primeira apresentação pública de uma importante linha de investigação - "Famílias Vilarmourenses" - que possibilitará a consulta presencial da sua genealogia a todos os que nasceram ou têm relações de parentesco na freguesia. A mostra ficará patente até ao dia 2 de fevereiro, estando aberta às sextas-feiras, das 15 às 19 horas; sábados e domingos, das 10 às 13 horas e das 15 às 19 horas.
Outras iniciativas constantes do programa são uma visita guiada ao património mineiro de Vilar de Mouros no dia 25 de janeiro, sábado, com partida às 15 horas do CIRV - as inscrições, limitadas, podem ser efetuadas pelo telemóvel 962750667 -, a abertura do novo portal do GEPPAV na Internet ( http://www.geppav.com/site/ ) e, com inauguração marcada para o dia 8 de fevereiro, sábado, no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora, a reposição da exposição "José Porto (1883-1965). Desvendando o arquitecto de Vilar de Mouros" que ficará patente até 23 de fevereiro.
"Minas e mineiros em Vilar de Mouros no século XX. Exploração de estanho e volfrâmio nas concessões da Fonte Nova e Castelhão"
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A publicação do IV Caderno do Património Vilarmourense decorre do encontro do GEPPAV, em 2007, com a geóloga Raquel Cepeda Alves que escolhera Vilar de Mouros e a mina de Castelhão (volfrâmio e estanho) como ponto de partida para um trabalho científico e académico, com uma importante vertente antropológica, sobre a mineração na região. Razões diversas foram adiando a edição mas na primavera de 2012 foi retomado o trabalho colaborativo com a geóloga - que, entretanto, concluíra o mestrado sobre a mina de Castelhão e preparava o doutoramento sobre o contexto alargado da mineração na Serra de Arga.
O adiamento do projeto acabaria por se demonstrar virtuoso, permitindo conhecer e estudar com profundidade, documentalmente e no terreno, a outra concessão de Vilar de Mouros no século XX - a da Fonte Nova, na encosta de Marinhas, uma mina de estanho - hoje quase esquecida mas que se viria a revelar a de mais longa duração, da Primeira Guerra Mundial até aos anos 70.
Complementarmente, a pesquisa do GEPPAV foi alargada para outras vertentes da exploração mineira de âmbito municipal, pelo que esta edição inclui o registo de manifestos de descoberta de minas entre 1876 e 1988 no concelho de Caminha, depositado no Arquivo Municipal, pela primeira vez alvo de tratamento documental e publicação.
Em conclusão, a edição de "Minas e mineiros em Vilar de Mouros no século XX. Exploração de estanho e volfrâmio nas concessões da Fonte Nova e Castelhão"
emerge como um trabalho modelar de cooperação entre uma investigadora exterior ao território de pesquisa e uma associação local de estudo e defesa do património. Entre outros propósitos, visa salvaguardar a memória do labor e esforço de pretéritas gerações, bem como alertar para a importância da salvaguarda do património mineiro da freguesia de Vilar de Mouros e do concelho de Caminha.

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