www.caminha2000.com - Jornal Digital Regional - - Diário - Director: Luís Almeida

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Seixas

Projectos para a margem do rio Minho

Casa paroquial poderá albergar peregrinos

Junta pretende organizar um evento mensalmente

Sugerida a revisão do protocolo da Casa Ventura Terra

Seixas parou no tempo nos últimos anos e a necessidade de recuperar esse tempo perdido é premente.

No decurso da última assembleia de freguesia, foi notória essa vontade, expressa na análise de vários problemas que afectam a freguesia - muitos, há já longos anos, como é o caso da marginal entre os dois cais - e na apresentação de vários projectos.

Entre os cais de S. Bento e S. Sebastião existe a possibilidade de ser instalado um viveiro junto à doca, em colaboração com a Associação de Pescadores, espaço este que continua a ser um quebra-cabeças para a autarquia, face ao seu assoreamento e perigosidade que representa. A somar ao abandono deste refúgio de barcos de pesca e da náutica de recreio, regista-se a existência águas fétidas que urge detectar e eliminar. A autarquia seixense admite ser "um caso bicudo mas que urge resolver".

A Marinha vai proceder à recuperação e reutilização do antigo posto de fiscalização, informou Rui Ramalhosa, presidente da Junta, pelo que qualquer outra finalidade anteriormente delineada para esse espaço deverá ser colocada de parte.

Luz nas barracas de pesca

Dotar as barracas dos pescadores com electricidade, conforme alguns pedem, não parece ser consensual, nomeadamente porque entre ligar a luz pública a estes cubículos de armazenagem de aparelhos de pesca ou instalar um contador em cada um deles, vai uma grande diferença e nem todos desejam pagar.

Outros não consideram prioritário dotar de luz as barracas, mas antes melhorar a iluminação pública ou rever os preços da concessão destes espaços, cujo apuro (taxas) reverte para a câmara, o que é considerado "ilegal" pela junta.

A hipótese de ser atribuído um subsídio aos pescadores de forma a minorar os custos com o pagamento da ligação da electricidade foi rejeitada pela Junta e por Fernando Catarino. Consideram ser ilegal atribuir um subsídio a uma actividade económica, no que foram corroborados por um pescador presente, Dionísio Rua, ao apelidar de incorrecto subsidiar uma actividade económica, em detrimento de todas as outras.

Este pescador entende ser mais urgente resolver o problema da obrigatoriedade de declarar um mínimo de 4.000€ de venda de meixão por safra, para a obtenção da licença de pesca no na seguinte.

Neste espaço privilegiado da ribeira Minho, poderia ser criado um espaço para autocaravanismo, segundo sugeriu o delegado Rui Santos, enquanto que a Junta não descarta a hipótese e instalar um polidesportivo descoberto junto ao Cais de S. Bento.

A Junta informou que a limpeza deste espaço (marginal) passará a ser executado pela câmara, de modo a terminar com os equívocos do passado, levando Fernando Catarino a referir que espera que se perca a mania de apenas efectuar a limpeza antes das assembleias.

Repor a parte de lazer que foi retirada pela ASAE (o parque infantil existente por detrás da Capela de S. Bento poderá ser deslocado, eventualmente para a marginal) e projectar a ligação até Pedras Ruivas, continua na mente dos autarcas e câmara. Neste local poderá ser instalada uma marina e insistiu-se para que o Iate Clube de Caminha proceda à recuperação do antigo posto da Guarda Fiscal, de acordo com protocolo celebrado com a Junta e Câmara.

Dentro desta área de proximidade com o rio, foi chamada a atenção por parte de Fernando Catarino, para o estado de degradação de um edifício que ameaça ruir, em S. Sebastião. O mesmo encontra-se à venda, segundo foi dado a conhecer, mas insistiu-se na sua perigosidade.

Na Renda, existe uma situação idêntica, foi referido nesta reunião.

A Junta deu ainda conta que tinha procedido à regularização das águas pluviais na Rua da Boalheira e à reparação da ligação do empedrado (betumar) no túnel de S. Sebastião.

Em Coura, a existência de águas residuais a escorrer junto a um muro para a Estrada das Faias, voltou a merecer discussão - tal como sucedeu noutras reuniões -, assim como na Barrosa de Cima.

A possibilidade de adaptação da Casa Paroquial a um albergue de peregrinos ganha força no seio dos autarcas seixenses. A existência de uma estrutura com o mesmo nome em Caminha não merece grande apreço, conforme transpareceu nesta reunião, face às condições de que dispõe.

"Reactivar Seixas"

Dos contactos estabelecidos com a Câmara Municipal, tendo em vista delinear o futuro da freguesia para este ano e próximos, resultou a ideia de realizar um evento mensal na freguesia, quer de âmbito, cultural, recreativo, desportivo ou religioso. Neste sentido, a Junta vai promover uma reunião com todas as associações e instituições de Seixas, na tentativa de estabelecer um calendário de iniciativas, a que darão a designação de "Reactivar Seixas".

Face ao abandono a que continua votada a Casa Ventura Terra, Câmara e Junta encetaram a sua limpeza, ganhando força a possibilidade de revisão do protocolo estabelecido pela câmara anterior com a Associação Ventura Terra.

Para o próximo ano, Seixas conta receber 35.000€ da Câmara Municipal, autarquia a quem foi pedido mais saneamento para esta freguesia.


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