Por quantas esperanças,
E por quantas desilusões,
Passamos em vida errante,
Entre enganos e insinuações.
Vivemos e pensamos toda a vida,
Procurando bem-estar e felicidade,
Vivemos de suplicas introspectivas,
Feitas a preceito e fora de banalidade.
Depois de passar o cabo das tormentas,
O barco encosta no porto de salvamento,
Novas esperanças já constam das ementas,
Anuncio de novo dia e um futuro a contento.
O homem tão sofrido, pensa agora em futurista,
Com mudanças exigindo, outro rumo, novas rotas,
Vias sociais augurando esperança e arrimo altruísta,
Para não acabarmos em combates, pelejas e desforras.
Rumemos com intensidade em direcção de novo ideal,
Capaz de alimentar o mais supremo e fundamental anseio,
Pois nada mais será tão belo, tão sibilino, decisivo e capital,
Que o alicerce de construção segura para uma vida com esteio.
Mas estas frases são tão curtas ou tão longas, ao mesmo tempo,
Para quem as ouve e compreende a reacção, o alento introspectivo,
Porque se uns viram à direita, outros à esquerda, e aos quatro ventos,
Será que lhes falta segurança na vida para consolidação do seu destino.