A Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho considera um "presente falso" a agregação das duas freguesias a quem o Governo atribuiu mais competências, mas sem a correspondente transferência de verbas.
Miguel Gonçalves, presidente destas duas freguesias agregadas contra a sua vontade, apresentou o Plano de Actividades e Orçamento para este ano à Assembleia de Freguesia, baseado num "investimento realista" e que corresponde sensivelmente ao somatório de verbas do ano anterior das duas juntas.
Como este início de mandato coincidiu com a criação da nova "unidade administrativa", os autarcas que se encontram a gerir a junta têm "consumido" muita da sua actividade em tarefas burocráticas, pelo que não descartam levar a cabo uma revisão orçamental já em Abril, quando possuírem dados mais consistentes das verbas com que poderão contar.
Atendendo à época do ano, foi dada prioridade à limpeza de linhas de água, estradas e bermas, a par de terem apoiado as festas escolares de Natal, e organizando ela própria (Junta) uma festa no Valadares com a participação de diversas associações locais e entidades com pólos de ensino no seu território.
Face a algumas interpelações dos delegados da oposição do PSD sobre beneficiações anunciadas e obras que estiveram em curso mas que se encontram paradas, Miguel Gonçalves pediu "calma", ao referir que ainda só tinham dois meses de gestão autárquica. Mas quanto à obra do mercado municipal iniciada dias antes das eleições e que agora se encontra suspensa, Miguel Gonçalves disse que não se conformava com o abandono do projecto de recuperação de toda a marginal, incluindo a construção de um novo mercado.
Acrescentou que estava preocupado com o atraso da obra do parque de estacionamento na Av. Saraiva de Carvalho, e chamou a atenção para a "coerência" que considerou necessário existir entre esta obra e a que chegou a estar prevista para o Largo da Escola Velha.
Tendo Severino Sousa (PSD) incluído no lote de situações a exigir actuação, a antiga Central de Camionagem da Fonte da Vila, o líder do executivo chamou a atenção para a dificuldade legal da mudança de finalidade do edifício cedido para esse fim, e que agora se pretende para acções sociais e outras.
Projectos para 2014
Com vista às acções contempladas no Plano de Actividades/14, aprovado com os cinco votos do PS e três abstenções do PSD, a Junta pretende implementar o Orçamento Participativo e reunir regularmente com a população, manter em funcionamento as duas sedes de junta, criar uma Assembleia de Jovens, participar no projecto do "Ano Luciano Pereira da Silva" por iniciativa do Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha, disponibilizar um serviço de acesso à Internet em horário pós laboral e criação de um site autárquico.
A Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho pretende ainda intervir no plano social, na cultura e identidade.
Embora a autarquia tenha que assumir "muitos encargos com pessoal", espera poder candidatar-se a programas comunitários que permitam concretizar alguns dos projectos previstos.
A terminar a sessão, Vítor Couchinho (PSD), pediu que lhe fosse fornecida informação sobre a situação financeira da Junta de Freguesia de Caminha à data da entrada em funções do novo executivo agregado. Estes documentos serão apresentados no mês de Abril, anunciou Miguel Gonçalves.
"Novas ideias" para a freguesia, foi o apelo final de Amílcar Almeida, presidente da AF, a todos os delegados.