Um erro, distracção ou esquecimento no projecto de requalificação do pavilhão municipal de Vila Praia de Âncora levada a cabo pelo anterior executivo camarário, o qual importou em mais de 450.000€, co-financiado em 85% pelo FEDER, está a colocar dificuldades à prática desportiva de duas modalidades.
Monta e desmonta
O problema foi constatado pelo C@2000 no final do jogo de hóquei em patins da passada semana, realizado neste gimnodesportivo, quando responsáveis pela secção de hóquei em patins do Ancorense removeram dos buracos feitos no piso, as tabelas que tinham sido utilizadas no jogo, de modo a alargar a área de competição para a modalidade de futsal.

Isto sucede repetidamente, porque se registou uma falha no cálculo da área necessária para cada uma das modalidades desportivas.
Joaquim Caçador, um dos responsáveis pelo hóquei ancorense, referiu-nos que a área de jogo para esta modalidade se encontra regular. O problema prende-se com a do Futsal que requer um espaço maior. São necessários mais 90 centímetros para que a situação fique regularizada, pelo que a solução é "montar e desmontar" as tabelas e tapar os buracos em que os prumos das tabelas encaixam de modo a permitir que a Associação de Riba d'Âncora (ARA) possa aqui treinar e realizar os seus jogos oficiais de Futsal.
Defeito comunicado ainda ao anterior executivo camarário
Paulo Alvarenga, técnico da ARA há mais de 12 anos, confirmou-nos as dificuldades que enfrentaram na pré-época e no início dos jogos, porque as tabelas para a prática do hóquei estavam montadas para a prática desta modalidade, cujo reinício de actividade teve lugar algumas semanas antes das eleições autárquicas.
O treinador da ARA lamentou que tanto os seniores, como as femininas tivessem sido obrigados a partir para a época 2013/14 "sem terem feito um treino em campo normal", porque com as tabelas do hóquei, "o campo (para a prática do Futsal) perde as linhas de marcação", o que impedia treinos e jogos, dado ser impossível "marcar cantos, livres e bolas fora".
Paulo Alvarenga precisou que "as linhas de marcação do campo de futsal estão por debaixo das tabelas, além de que o ângulo redondo do hóquei é muito grande e apanha uma parte grande dos cantos do campo do futsal".
Este problema foi comunicado logo no mês de Setembro ao anterior executivo camarário, confirmou-nos este técnico veterano de uma modalidade com prática regular há 13 anos, ao contrário do hóquei que acaba de ser relançado.
Buracos "tapados com umas rodelas"
"E agora é um grande problema para esta câmara resolver", reconhece Paulo Alvarenga, porque como forma de desenrascar então o problema, as tabelas são removidas no final dos jogos de hóquei, os buracos em que encaixam "são tapados com umas rodelas", o que não impede o futsal.
Segundo nos foi referido, este esquecimento de que o futsal também era praticado neste pavilhão, poderá custar aos cofres do município cerca de 12.500€.
Tentámos obter uma apreciação desta situação da parte do novo presidente do executivo municipal, tendo-nos referido Miguel Alves que já lhe tinham feito chegar queixas desta situação, a qual se encontrava em apreciação e de modo a apurar responsabilidades.