No texto entregue à vereação -acompanhado de diversa documentação-, Valdemar Patrício estranha que só mais de dois anos após a constituição da cooperativa que sucedeu à Escola Tecnológica, se tenham "apercebido" da sua existência.
Igualmente se interroga pelo facto de terem tido conhecimento do funcionamento da referida COOPETAPE em Setembro de 2001 e "tardado três meses a elaborar o documento apresentado".
Valdemar Patrício nega ainda que as instalações onde funciona o pólo de Caminha tenham passado para a posse da escola -permanecendo propriedade da autarquia-, bem assim rejeitando "qualquer estatuto de protecção" para com este estabelecimento de ensino.
Deu como exemplos a disponibilidade e aquisição de terrenos para a construção da Escola Básica 1,2 de Vila Praia de Âncora, o eventual co-financiamento da construção do Centro de Recursos Multimédia na EB 2,3/S de Caminha e o investimento de 300 mil contos na "requalificação
do parque escolar concelhio" já em curso.
Esclareceu ainda que o subsídio de cerca de 16 mil contos atribuído à ETAP e aludido pelo PSD, se referia à comparticipação relativa ao ano de 2000, resultante de um protocolo celebrado em Junho de 95, tendo em vista a beneficiação do edifício do antigo Internato Silva Torres, obra comparticipada em 40% pela autarquia.
A avalização de um empréstimo de 20 mil contos à ETAP, de igual forma foi confirmada pela autarca socialista, fruto de uma deliberação camarária unânime de 20 de Dezembro de 1990.
Por último, Valdemar Patrício recusa o desconhecimento da situação do relacionamento Escola/Câmara invocado pelo PSD, uma vez que, "em todo o momento, estiveram perfeitamente conscientes, das votações que fizeram", acrescentando ter sido montada uma "lamentável encenação, em vésperas de campanha eleitoral, imprópria de quem tem a obrigação de contribuir, com factos, para a estabilização social do concelho e para a credibilização do regime democrático".
O vereador Abílio Silva questionou ainda o presidente da câmara sobre o papel da câmara na criação da ETAP, sendo-lhe respondido que a actual vereação nada teve a ver com a sua fundação, ocorrida em 1989.
TERRENOS PARA PISCINA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA
A vereação camarária debruçou-se a analisar exaustivamente um pedido de loteamento junto à R. Alexandre Herculano, em Vila Praia de Âncora, entregue pela empresa "Ancoratur",
Embora a viabilidade do empreendimento não tenha sido posta em causa por ninguém, o assunto tornou-se polémico pelo facto de ser vontade da câmara e Junta de Freguesia de V. P. de Âncora, instalar em parte dessa área a piscina municipal, de modo a ficar situada junto do parque escolar.
Mas, essa vontade não se concretizou, pela impossibilidade de obter financiamentos que garantissem a negociação dos terrenos e a construção desse equipamento, como informou Valdemar Patrício.
Assim, como a reunião decorreu em vésperas do próximo acto eleitoral, foi decidido adiar a deliberação até à próxima sessão camarária, altura em que já deverá estar eleito o futuro presidente da câmara, e que será convidado a estar presente e a apreciar o assunto conjuntamente.
AMBIENTE DISPOSTO A SUBSIDIAR ESTUDO
As fortes chuvadas ocorridas em Outubro último, ocasionando prejuízos elevados em Cristelo, Moledo e Vila Praia de Âncora, deu lugar a que de um encontro do vereador Casimiro Lages, responsável pelo Ambiente, com o Director Regional do Ambiente, saísse a promessa de obter um financiamento para a elaboração de um estudo que indique as intervenções a operar na rede de águas destas freguesias, de modo a terminar com os problemas existentes.
PRAÇA DA REPÚBLICA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA COM OBRA ADJUDICADA