Ali para os lados da minha terra,
Ja não navegam historicas caravelas,
Os ventos sopram, mingua e pobreza;
Ao som da trombeta das avarezas.
Noutros tempos navegava a dureza,
Para ganhar pão e algum alimento,
Peixe ou carne, tudo era incerteza,
E trabalho so se havia provimento.
Os tempos andaram de roldão,
Vivemos por outras costuras,
Foi época de farto empanão,
E hoje so vivemos amarguras.
Mas, caravelas trarão novas alvoradas,
E ai, gritaremos juntos, unissonantes,
Tocaremos presto, notas asseveradas,
De operas auspiciosas e universalisantes.