O empresário e criativo Manuel Freitas revelou numa palestra promovida em Caminha - pela Universidade Sénior, no sábado passado, na esplanada do café Riviera - que "mais de noventa e cinco por cento da ourivesaria e joalharia tradicional portuguesa é produzida na Póvoa do Lanhoso".
Ao longo de cerca de duas horas e meia de conversa, o conhecido proprietário da Ourivesaria Freitas (que foi, recorde-se, objecto de um violento assalto há cinco anos) e impulsionador do Museu do Ouro e, mais recentemente, da Fundação Eduardo Freitas, - seu filho, falecido há dois anos - explicou as origens da ourivesaria tradicional e da filigrana e o seu enraizamento na burguesia abastada e nas classes populares.
Manuel Freitas, economista de formação, ex-Presidente da Assembleia Municipal de Viana do Castelo e antigo líder do PSD no distrito, confessou que gosta de criar peças de joalharia "inspiradas na nossa cultura mediterrânica e celta" e, a propósito do seu percurso, lembrou o etnógrafo vianense Amadeu Costa para deixar claro que foi "uma pessoa que sempre me apoiou", um grande conhecedor da arte de ourar e, sobretudo um amigo e um cúmplice.