As obras de recuperação da Capela da Senhora da Agonia iniciaram-se há 10 anos, precisou Vítor Santos, presidente da Assembleia Geral da Associação Profissional de Pescas do Rio Minho e Mar, no decorrer da festa proporcionada no passado Sábado junto a este templo (incluindo uma celebração eucarística), a todos os pescadores que dessa forma assinalaram o seu dia.
Através de peditórios e com os remanescentes das festas da Senhora da Agonia, foi possível reunir 43.000€ ao longo dos últimos anos, cuja quantia foi aplicada no restauro da capela, incluindo o próprio altar (parte em talha dourada) a cargo do artista caminhense Francisco Caldas, substituição da cobertura e do piso, requalificação da escadas para o coro, paredes picadas e caiadas e aquisição de um novo altar para celebrações e um ambão (ambos em granito).
Ana Santos, esposa do pescador Vítor, precisou que a Câmara de Caminha contribuiu nas aquisições das duas peças de culto agora existentes neste espaço de oração e devoção da classe piscatória.
Neste dia de festa com porco no espeto, caldo verde e sardinha assada distribuídos pelos presentes, a celebração da primeira missa após estas obras que se prolongaram no tempo - de acordo com as disponibilidades financeiras - acabou por ser o motivo maior do Dia do Pescador.