pela Polícia Judiciária em Caminha, tendo como alvo a Câmara Municipal, levou certas pessoas a tentar encontrar uma estratégia no âmbito da comunicação de crise, atabalhoada, ensaiando um contra-ataque baseado na corriqueira técnica retórica do complot e da conspiração.
Fizeram-no, numa primeira fase, através do rumor. Mais tarde, um comunicado da Comissão Política Concelhia do PSD Caminha foi mais longe e tentou o impossível, envolvendo a minha pessoa e a Federação Distrital de Viana do Castelo do Partido Socialista, o que repudio e lamento.
Procurou, o comunicado em questão, menorizando porventura a inteligência dos seus destinatários, fazer crer que as operações de busca e apreensão realizadas pela Polícia Judiciária não passam de atos banais, que ocorrem sempre que alguém, identificado ou não, faz uma denúncia.
Dizer que os senhores inspetores da Polícia Judiciária fizeram uma "visita" à Câmara Municipal de Caminha é um eufemismo que jamais ocorreria a alguém sensato.
Procurou-se também inverter o essencial em relação ao acessório, ou seja, dar menos importância à operação da Polícia Judiciária e mais à cobertura mediática, insinuando que os jornalistas não teriam noticiado amplamente a operação se não tivessem sido alertados para a sua ocorrência, o que não deixa de ser também uma crítica deveras injusta aos próprios profissionais da Comunicação Social.
Por último, agitou-se o fantasma do complot. É fácil perceber que uma tal estratégia só teria sucesso se pudesse contar com a cumplicidade da própria Polícia Judiciária e dos jornalistas, o que roça o inimaginável.
A descarada manobra de diversão não me mereceria qualquer comentário, não tivesse a minha pessoa sido contemplada com mais esta difamação, arrastando agora outros nomes respeitados.
Sucedeu o que tinha de suceder - o complot é pura imaginação. Não houve, como se depreende do exposto, qualquer participação minha no sucedido, muito menos enquanto parte de uma esquizofrénica estratégia eleitoral, insinuação que também surge desfasada no tempo.
Tudo é falso e condenável.
Acontece que, também ontem, recebi uma mensagem de sms, mais uma, com linguagem intimidatória e ameaçadora, que facilmente se relaciona com o mau dia vivido na Câmara Municipal.
Dirigi-me hoje mesmo ao Ministério Público do Distrito Judicial do Porto, Departamento de Investigação e Ação Penal, onde foi registado um auto de denúncia, contendo estes e outros elementos.
Não tenho, há mais de dois anos, qualquer relação com a Câmara Municipal de Caminha. Durante quase todo esse período nada aconteceu, a não ser a partir do momento em que aceitei ser testemunha abonatória de uma funcionária do município. É impossível não estabelecer a relação direta entre a circunstância de ser testemunha e o inusitado protagonismo de que ultimamente tenho vindo a ser alvo.
Resta-me acrescentar que encaro este comunicado como um ato isolado e de autêntico desespero, que nem sequer associo ao Partido Social Democrata, onde tenho tantos amigos e onde existe tanta gente de bem.