Maria Eugénia Gaspar da Cunha, nascida em Lisboa, veio para Caminha muito nova, ainda com seis anos, e aqui se fixou e viveu toda a sua vida, na casa da Cabana, com seus irmãos e tios.
Festejou hoje (Sábado), perfeitamente lúcida, um século de vida na companhia de sua numerosa família que se reuniu em Caminha para assinalar o aniversário.
Uma missa na Igreja Matriz de celebração destes cem anos de vida, no decorrer da qual proferiu algumas palavras em que disse poder "morrer feliz, porque tenho sido muito feliz com toda a minha família".
Teve inúmeras manifestações de carinho e felicitações de todos os familiares que a rodearam no hotel "Porta do Sol", onde decorreu o almoço de aniversário.
Não teve uma vida fácil, pois nem sequer chegou a conhecer o pai, sendo ainda obrigada a gerir a família muito nova quando se encontrava "por fora dos negócios", acabando por ser considerada por todos uma figura "emblemática" da família, como reconheceu seu filho, o médico Damião Cunha, um dos três filhos (dois rapazes e uma rapariga) que teve.
O facto de ser a mais velha dos irmãos, a sua preponderância no seio da família e a sua longevidade, fizeram da D. Eugénia (como é conhecida em Caminha) uma referência obrigatória e congregadora na hora de lhe prestar homenagem ao completar um século de vida.
"O meu pai também foi um Pai Natal da família", comentou Damião Cunha a figura tutelar de que ele se revestira e que sua mãe acabou por herdar.
A aniversariante recorda-se de muitas coisas antigas e ainda neste dia reconheceu todos os familiares que se juntaram nesta efeméride, alguns dos quais já não via há muitos anos.
Disse-nos estar "muito feliz" com a festa proporcionada e espera poder repetir aniversário no próximo ano.
Quanto à sua extensa prole, além dos três filhos, tem 12 netos e 16 bisnetos, um deles, nascido há dias…apenas separados por um século de diferença.