Anabela Dias é a primeira presidente da recém-criada Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento de Escolas Coura e Minho, cujo acto de constituição decorreu na passada Quinta-feira no auditório da EB 2,3/S de Caminha, sede do agrupamento.
Esta advogada espera a colaboração de todos e pretende "começar a trabalhar pelos nossos filhos", após se ter empenhado na criação de uma associação que engloba a totalidade das escolas públicas, correspondendo assim ao desafio lançado pela anterior direcção e presidente da AG da associação que apenas abrangia os alunos da EB 2,3/S de Caminha.
Anabela Dias, na sua primeira intervenção como máxima responsável pela nova estrutura associativa, não quis deixar de agradecer a todas as associações de pais que abdicaram do seu orgão escolar, a fim de criar uma única plataforma representativa de todos os graus de ensino, bem como aos pais que acederam a incluir a direcção.
"Data histórica"
Perseguindo este objectivo há cerca de três anos, Maria Esteves, directora do agrupamento, definiu o aparecimento da associação como uma "data histórica que mexe com a nossa sensibilidade", num momento em que o agrupamento deve constituir uma "família que não funciona só com um elemento", antes sendo formados pelos orgãos de direcção e as duas associações (de estudantes e de pais).
Esta directora louvou a associação de pais que terminara ao seu mandato, bem como o seu representante no Conselho Pedagógico, formulando votos de felicidades aos novos responsáveis e manifestando a sua disponibilidade de colaboração.
"Estou feliz"
Felicitações aos pais que "vão dar a cara pelo agrupamento" surgiram igualmente da parte de Filomena Cruz, presidente do Conselho Geral do Agrupamento Coura e Minho, recordando o ano lectivo de 1981/82 quando presidia ao Conselho Directivo da escola a pugnou pela criação daquela que viria a ser a primeira associação da então apenas Escola Preparatória.
Filomena Cruz disse estar "feliz" com a criação da nóvel associação de uma escola que é o lugar onde "os alunos passam a maior parte dos seus dias", sublinhou, realçando a sua importância para a obtenção de muitos dos objectivos pelos quais irão pugnar, porque, precisou, "nós (professores) somos funcionários do ministério, mas, vós, não".
"Hoje fez-se história"
"Há condições para que o agrupamento esteja mais respaldado dos ataques que o ensino público está a ser alvo", declarou Fernando Lima, acabado de sair das funções de presidente da assembleia geral da extinta associação e seu representante no Conselho Pedagógico.
Após agradecer a Anabela Dias o "esforço titânico" desenvolvido para constituir a novo associação, reforçou a ideia de que o governo "atende mais depressa à pressão dos pais do que da própria escola", daí a sua importância, concluiu, sem que antes apelasse à colaboração com a direcção deste agrupamento.
"Momento importante"
"Entendemos que não queríamos continuar com o modelo anterior", disse João Pinto, presidente da direcção cessante, atendendo à existência de um agrupamento vertical que "funcionou", reconheceu.
Admitiu que a sua presença nesse acto se impunha por ser um "momento importante", após as dificuldades surgidas para a criação dos estatutos enquadrados num parâmetro legal, pelo facto de haver dois agrupamentos no concelho e mais do que uma associação de pais.
Seguiu-se um elogio a Anabela Dias pela sua dedicação na definição dos estatutos, da qual resultou o convite (e aceite) para presidir à primeira direcção, classificando-o como um "acto corajoso" e "fantástico" pelo bem da própria escola.
Antes de agradecer a todos os que colaboraram com a sua direcção, dirigindo-se aos novos responsáveis, destacou que "terão muitas dificuldades, mas, grandes compensações".