Jornal Digital Regional
Nº 576: 25 Fev a 2 Mar 12
(Semanal - Sábados)






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Executivo camarário reconfirma
que projecto Pólis está suspenso

Apenas protecções da orla costeira
se mantêm

Conforme o C@2000 referiu na edição anterior, o Programa Polis para o litoral de Caminha foi suspenso pelo Governo, onde se previa um investimento de 11 milhões de euros.

No total, os Polis para os concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Esposende envolviam verbas no valor de 80 milhões de euros, em que os municípios contribuiriam com 25% do capital social da Sociedade Polis, tendo Caminha já comparticipado com a primeira das cinco prestações previstas, revelou o vereador Mário Patrício no decorrer da última reunião camarária, em resposta a um pedido de informação feito pelo socialista Jorge Miranda.

Mário Patrício garantiu que o dinheiro investido pela município nesta primeira tranche serviu para elaborar projectos e sondagens que poderão ser aproveitados futuramente, no caso de o Polis poder vir a ser recolocado na agenda política do Governo, se as condições económicas do país melhorarem.

O autarca social-democrata confirmou ainda que apenas será dada continuidade aos polis já iniciados e quanto aos demais, apenas apostarão na prevenção e defesa da orla costeira.

No caso do município caminhense, as intervenções deverão centrar-se no reforço das dunas dos Caldeirões, zona de Stº Isidoro e Camarido.

Embora o vereador Flamiano Martins tenha referido que a Sociedade Polis vai continuar - dando como exemplo a continuação dos trabalhos em curso em Esposende -, no caso de Caminha, onde ainda não se iniciou qualquer projecto, a ministra do Ambiente já deu a conhecer que o Estado não irá concretizar qualquer deles, quer neste município, quer em qualquer outro, aconselhando as câmaras a tentar obter fundos através do QREN.

O vereador acrescentou que vão reunir as câmaras afectadas por estas medidas, de modo a avaliar o que poderão fazer.

De entre os projectos em carteira e que agora se encontram suspensos, constam o Plano de Pormenor das Camboas, em Vila Praia de Âncora; renovação da Marginal de Caminha; Ecovia do Atlântico desde Esposende até Lanhelas e Vilar de Mouros pelo rio Coura, rio este (e também no Âncora) onde se previa limpar o seu leito, plantar árvores e reforçar as suas margens através de acções ambientalmente sustentáveis até ao cais do Pego, em Venade.

Os pinhais do Camarido e Gelfa também serão afectados pelos cortes orçamentais, atendendo a que estavam previstos, no primeiro, a instalação de rede de saneamento até ao campo de jogos "Morber" e foz do Minho e melhoria dos acessos, o que deveria igualmente suceder no estádio "Paulino Gomes". Em ambos os pinhais, pretendia ainda a câmara concentrar todo o estacionamento em dois únicos espaços.

Esgotos continuam a ir para o Minho

Continuam a existir alguns focos de contaminação ao longo da Marginal de Caminha, revelou o vereador Jorge Miranda, ao apontar duas situações, uma junto ao cais, e outra na extremidade norte da avenida. O vereador da oposição chegou a apontar como uma forma de eliminar estas situações, a concretização do projecto de reorganização da marginal no âmbito do Polis, mas, como se viu, tudo ficará para as calendas.

No entender de Flamiano Martins, os cheiros provenientes das descargas existentes no foz do rio Minho "já são um problema antigo", admitindo prenderem-se com a acumulação de algas e folhas.

Mário Patrício foi mais além e prometeu averiguar o que se passa através de uma análise da situação, atendendo à existência de duas centrais elevatórias da rede de esgotos nesta avenida.