Jornal Digital Regional
Nº 549: 23/29 Jul 11
(Semanal - Sábados)






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Vilar de Mouros

Acta de assembleia demorou uma hora a ler

Membro da Junta queria que delegados anunciassem previamente assuntos a questionar

Tractor comprado com votos do PSD

Já fazem história as polémicas ao redor das actas das assembleias de freguesia de Vilar de Mouros, tendo como principal protagonista o trânsfuga do PS João Barreiros, secretário da mesa, e sob quem recai elaborar estes documentos.

Na última sessão deste orgão autárquico, este delegado voltou a trazer a acta escrita, não a disponibilizando previamente aos seus pares ao não incluí-la na demais documentação da reunião, optando por lê-la na ocasião, demorando cerca de uma hora, dado que a pormonorizava à exaustão.

Esta decisão gerou forte polémica, agravada pela sugestão do secretário da Junta, Filipe Lages, outro trânsfuga do PS aliado ao PSD, que pretendia que as actas apenas contivessem as deliberações produzidas nas reuniões.

A par da oposição (CDU e PS) ter contestado o facto de estar a intervir em matéria que é da competência da assembleia, a restrição sugerida também não foi do seu agrado. Um delegado do PSD também não concordou com outra proposta de Filipe Lages, em nome da Junta de Freguesia, que pretendia que os membros da assembleia apresentassem previamente as questões a colocar ao executivo. Com o seu voto, José Maria Barros inviabilizaria a proposta, dado que CDU e PS também se opuseram a este controle prévio, depois de muita discussão e a totalidade da assembleia estar praticamente de acordo de que seria incorrecto viabilizá-la.

A aquisição de um tractor pelo preço de 35.000€ (segundo as contas da CDU, após ter em conta os juros ao longo de cinco anos), suscitou outra controvérsia, com a oposição a contestar a aposta do executivo local face ao diminuto volume de obras em perspectiva e aos custos da máquina em tempos de contenção, conforme salientou a socialista Sónia Torres, aconselhando a que a junta recorresse aos préstimos da câmara municipal.

Contudo, Filipe Lages, substituindo a presidente Sónia Fernandes nesta assembleia, precisou que a decisão fora devidamente ponderada, atendendo à grande extensão da freguesia para levar a bom termo as limpezas. Referiu ainda que a máquina agrícola adquirida pela junta anterior não poderia ser conduzida pelo respectivo funcionário, dado não estar habilitado para tal, pretendendo colocá-la como moeda de troca pela compra do tractor e recebendo 5.000€ por ela, pelo que o negócio ficaria pelos 23.800€.

O funcionário existente seria substituído por pessoal cedido pelo Instituto do Emprego.

A Junta de Freguesia anunciou a colocação de uma barreira metálica à saída da escola primária de modo a evitar que as crianças se dirijam directamente para a estrada.

Neste capítulo de informações prestadas à assembleia, a junta referiu que a partir de 29 de Julho se iniciará a recuperação do Largo do Casal tendo em vista a o Festival Energie de 21 de Agosto.

Afiançou que haverá transportes de autocarros para o "non-stop", será criada uma zona de mercadorias e estacionamentos e que todos os moradores maiores da freguesia disporão de entradas libres no recinto, sendo proibido abrir bares e colocar tendas de comidas e bebidas no exterior.

Este tipo de espectáculos não mereceu grande aceitação por parte da CDU, revelando Amélia Guerreiro que a anterior junta já tinha declinado este tipo de eventos pelas implicações que arrastaria, enquanto que José Maria Barros sugeriu que os idosos da freguesia fossem transferidos para hóteis enquanto durassem os concertos e a música nocturna.

JUNTA DE FREGUESIA DE VILAR DE MOUROS

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