Nas tormentas da crise
O pais foi às eleições,
Nem agua fresca, nem frise,
Os débitos são aos milhões.
Dizem que quem mais ordena,
E o povo, por prova foi quem votou,
As eleições passam, ficam as penas,
O défice do estado não se apagou.
Não ha milagres, so para os crentes,
Até porque os credores não são liberais,
Outros partidos outras vozes insistentes,
Temos que apertar o cinto e gemer aos ais.
Honrar as facturas, dirão os novos gestores,
Com as mesmas gestões e o mesmos acepipes,
O poder autêntico (invisivel) age nos bastidores,
Em meu e teu nome faz imposições sem limites.
Vem depois falar, ao Zé, os ministros,
Parte visivel do iceberg arrombador,
Aos quais se juntam deputados com apitos,
Numa feira aperguadora e sem podôr.
"Portugueses é preciso pagar as dividas,
Tereis de trabalhar do nascer ao pôr do sol,"
Mas quem são os responsaveis destas ilicitas,
Despesas, nas quais o povo jamais teve contrôl.
O emprego desaparece, as familias não tem mesa,
A miséria alastra-se irreverente e sem perdão,
Anos de dôr e sofrimento, nas caras é so tristeza,
Os responsaveis andam giros, nesta imensa solidão.