Jornal Digital Regional
Nº 549: 23/29 Jul 11
(Semanal - Sábados)






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Câmara indeferiu prolongamento
do horário dos bares da Rua Direita
durante a Feira Medieval

A vereação caminhense, por unanimidade, no passado dia 20, decidiu indeferir um pedido de alargamento do horário nocturno de funcionamento dos bares da Rua Direita no decorrer da Feira Medieval, solicitado pela Associação "Noite Serena".

O pedido tinha sido entregue há cerca de um mês.

Durante o verão, os bares podem estar abertos até às 3 horas da madrugada, e no inverno o horário é reduzido em uma hora, mas os dez bares do centro histórico de Caminha alegam que não podem sobreviver com um funcionamento tão restrito.

Acrescentaram que "a vida nocturna" contribuiu para eleger Caminha como "uma das movidas mais famosas do norte de Portugal", a qual não se encontra dissociada do demais turismo, incluindo a hotelaria e o comércio local.

Júlia Paula, presidente da Câmara de Caminha, defendeu que hoje em dia, "não há condições para alterar o horário", devido "ao respeito que tem de haver pelos outros", numa referência aos moradores, em relação aos quais os bares "devem merecer a sua confiança".

A autarca pede "um esforço" aos donos dos bares para que aproveitem as obras de recuperação da Rua Direita previstas para dentro de algum tempo e em que a circulação ficará condicionada, e procedam à insonorização e adaptação dos seus comércios.

O representante dos bares, Pedro Gomes, admite colaborar "se nos derem condições", frisando que perante o cenário de crise generalizada, não será fácil efectuar investimentos significativos.

Recorde-se ainda que a presença da associação "Noite Serena" na última sessão da Assembleia Municipal, foi aproveitada para sensibilizar os deputados para a importância turística da "noite" caminhense, de modo a que possa "co-existir com as actividades comerciais diurnas".

Atente-se que os habitantes têm denunciado a diversas entidades (incluindo a câmara), a forma como estes comércios vêm funcionando, cuja legalidade contestam, a par dos barulhos causados pela música, actos de vandalismo e desordens na via pública com origem nos seus frequentadores.

Aproveitar o Programa Pólis

A possibilidade de aproveitar o desenvolvimento do programa Pólis que prevê a reabilitação da frente ribeirinha de Caminha, motivou a vereadora da oposição Teresa Guerreiro a sugerir a criação de um espaço para os bares junto ao rio Minho, de modo a evitar os conflitos com os moradores que apenas reivindicam o descanso.

A existência de "vários constrangimentos a nível do ordenamento do território", a sua localização na Rede Natura e a necessidade de concordância de Espanha para que se intervenha na margem portuguesa, obrigaria a que a revisão do Plano Director Municipal (em curso, registe-se) "enquadrasse essas valências", anotou a presidente do município.

Júlia Paula aproveitou para dissertar sobre este tema, lamentando "a forma desordenada como tudo aconteceu", a existência no passado de "mais discotecas em espaços sem grandes impactos", a par da "concepção" actual de bar que "mudou muito", garantiu, ao apostar numa "percussão impactante" que incomoda os moradores.

Alvarás sempre a rodar

Embora manifestasse contentamento pelo aparecimento da associação, a autarca social-democrata frisou também que uma das dificuldades em dialogar com os proprietários dos bares se prendia com a sua constante mudança, procedendo ao averbamento dos alvarás de uns para os outros com facilidade, desde que os senhorios o consintam, bem como às próprias "contradições" entre eles.

Assegurou que tem reunido com os bares, Junta de Freguesia de Caminha e moradores a fim de encontrar uma solução para os ruídos produzidos pela música alta, atendendo a que a fiscalização camarária apenas existe até às 17H30, competindo à polícia actuar a partir dessa hora.

JUNTA DE FREGUESIA DE CAMINHA

Horário de Atendimento ao Público
De 2ª a 6ª Feira - 9-12H e 14H30-19H

Telf: 258922713