Joaquim Seixo, presidente da Junta de Freguesia de Moledo, considera um fenómeno "cíclico" a movimentação de areias por influência das correntes e maresias, na orla costeira desta freguesia, Cristelo e foz do rio Minho.
Contudo, vê com apreensão o sucedido este ano, em que o mar entrou pelo areal adentro ceifando uma considerável extensão do cordão dunar do Pinhal do Camarido, a sul da Ponta Ruiva, arrastando consigo árvores e vegetação rasteira.
"Cheguei a temer que as ondas atingissem o antigo campo de futebol de Cristelo, onde jogávamos quando éramos pequenos", referiu este autarca, enquanto apontava para um dos carreiros existentes entre a vegetação da Mata Nacional do Camarido que dá acesso à praia, com vestígios evidentes da subida do mar neste ponto da costa.
Sabe existirem programas de protecção e recuperação da orla costeira, alguns deles no âmbito do Pólis Litoral Norte, esperando que sejam aplicadas verbas neste ponto.
A situação preocupante é assumida igualmente pela Corema, tendo-nos referido José Gualdino, presidente da associação ambientalista, que o local onde foi instalado um dos bares no passado verão (o segundo, de norte para sul), "em cima da duna", apresenta sinais evidentes de erosão.