Jornal Digital Regional
Nº 488: 1/7 Mai 10
(Semanal - Sábados)






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Contestação às portagens aumenta

Previstos mais três desfiles este mês

Vilarelho pede intervenção do Governador Civil

Os Movimentos de Contestação às Portagens prevêem realizar na segunda quinzena deste mês, desfiles automóveis de protesto pela insistência do Governo em portajar as Scuts do Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata a partir de 1 de Julho, concluindo com uma iniciativa colectiva no mês seguinte.

Lamentam que o Governo nunca os tenha recebido, apesar de já o terem solicitado desde princípios de Novembro do ano passado, indignando-se ainda contra o anúncio da introdução das portagens três dias após a realização de uma marcha lenta, o que foi interpretado como uma repesália.

Entretanto, autarcas e dirigentes socialistas do distrito do Porto pedem ao Governo que recue na sua intenção de criar portagens, sugerindo-lhe que cancelem as obras do TGV para Lisboa e uma nova ponte sobre o Tejo, se pretende poupar dinheiro.

E um estudo da responsabilidade da Estradas de Portugal, reconhece que a EN13 não é alternativa ao Ic1.

Igualmente a nível local, depois de Câmara e Assembleia Municipal de Caminha terem aprovado moções de rejeição pela intenção de introdução de portagens, também as freguesias surgem em sintonia.

Vilarelho protesta e aponta motivos

A Assembleia de Freguesia de Vilarelho aprovou por unanimidade uma moção apresentada pelo PSD, "reclamando" junto do Governador Civil "contra a introdução de portagens no traçado do IC1/A28 entre Porto/Viana do Castelo/Caminha, enquanto não forem criadas condições de fluidez do tráfego dentro do próprio distrito e enquanto se mantiverem os estrangulamentos que encontramos em todo aquele percurso pois tal medida contribuiria ainda mais para agravar, a já debilitada economia do nosso distrito, com reflexos muito negativos no depauperado tecido empresarial, onde predominam as pequenas e médias empresas".

Esta moção recorda ainda ao Governo que "os índices de desenvolvimento do distrito se situam abaixo da média nacional", sendo exemplo disso o aumento do desemprego em cerca de 23%, nos últimos seis meses.

Salienta igualmente que a única via alternativa ao Ic1/A28 "é hoje uma via urbana, atravessando inúmeras localidades e encontrando-se pejada de rotundas, passadeiras e semáforos", pelo que "não satisfaz as mínimas condições para viajar em tempo útil, qualidade e segurança", dando ainda como exemplos "muitas estradas de acesso ao interior do distrito", além de "dispormos de um serviço de caminho de ferro (Linha do Minho) pouco mais do que terceiro-mundista".

Os social-democratas, nesta moção de rejeição das portagens, sublinham que existiriam muitas mais razões para excepcionar as portagens neste troço, do que as invocadas noutros trajectos que se livraram dos pagamentos.