Jornal Digital Regional
Nº 479: 27 Fev a 5 Mar 10
(Semanal - Sábados)






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Vilarelho

Credores avalizam insolvência da Regency

Como se previa, a Fábrica Têxtil Regency, efectivamente, já tinha os dias contados quando a administração pediu a insolvência em final de 2009, apesar de notícias fantasiosas postas a circular posteriormente de que haveria um potencial investidor interessado na sua recuperação

A Assembleia de Credores reunida no passado dia 23 aprovou por unanimidade o relatório do administrador judicial que apontava para a declaração de insolvência desta unidade industrial, encerrada desde o final do ano passado

Francisco Veiga, do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, admitiu após a assembleia dos 194 credores, que "a nossa principal intenção era evitar o encerramento mas foi impossível", restando-lhes agora aguardar pela "sentença de graduação de créditos", em que os 172 trabalhadores actualmente no desemprego (apenas dois conseguiram trabalho após o fecho) reclamam cerca de dois milhões de euros de indemnização, de entre os cinco milhões que a banca e outros fornecedores exigem.

Em tom metafórico, reconheceu que a fábrica criada há 20 anos, "estava transformada num cadáver e, hoje, recebeu a certidão de óbito para ser enterrada".

Esta indústria pertencente ao Grupo Raymond, exportava fatos de homem para Inglaterra e França (os seus principais clientes) e após a declaração de um Lay Off parcial em princípios de Maio do ano passado, acabaria por pedir a insolvência em Dezembro.

O administrador judicial da massa falida baseou o seu parecer de "liquidação do património da insolvente para pagamento de dívidas", no facto de em cada fato produzido a empresa "perder cinco euros", devido à concorrência dos países do Oriente. Face à recusa dos donos "em injectar mais capital", não teria outra saída que não fosse a cessação definitiva da laboração interrompida há dois meses.

Os representantes dos trabalhadores reclamam uma indemnização de 45 dias por cada ano de trabalho, mas o liquidatário judicial deverá apontar para os 30 dias, o que não agrada ao sindicato, tendo apelado aos trabalhadores concentrados junto ao tribunal após a assembleia de credores, que "teremos de ir para a luta" se essa situação se verificar.

De entre os credores, além dos funcionários, constam os bancos BCP (890.000€) e Barclay (600.000€), além de uma empresa suíça.

Aponta-se para depois do Verão a sentença a proferir pela juíza.

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