Criado há um ano, o Caminha Iate Clube (CIC) pretende "promover a aprendizagem da vela para todas as idades" e vai estabelecer um protocolo com a Junta de Freguesia de Seixas de cedência do antigo posto da Guarda Fiscal, em Pedras Ruivas, que funcionará como sede e balneários.
Reconhecendo a importância desportiva e turística da náutica de recreio, no próximo mês de Maio será organizada uma regata em colaboração com o Clube de Baiona, prevendo a vinda de 30 veleiros espanhóis até ao interior da barra do rio Minho onde fundearão, sendo os velejadores transportados posteriormente até Pedras Ruivas, procedendo aí à apresentação do projecto de recuperação do edifício.
O arqº António José Guerreiro, sócio fundador do CIC, oferecerá o projecto, cuja concretização dependerá da apresentação de uma candidatura a fundos comunitários.
Catamarans e Optimists permitirão a aprendizagem, nomeadamente dos mais novos.
Na opinião deste velejador, "há uma grande potencialidade no rio Minho que não temos sabido explorar", e que este clube pretende incentivar.
Segundo refere Álvaro Fernandes, presidente do CIC, a existência de um "canal" do rio Minho em Pedras Ruivas, "é uma oportunidade única que se deve aproveitar, devido à existência de vento que sopra do lado de Espanha que impele os barcos para terra", o que cria condições de segurança imprescindíveis às escolas de vela.
Habituados a participar em regatas promovidas pelos clubes galegos, como é o caso de Baiona, em que se inscrevem 1.500 barcos na Regata do Príncipe das Astúrias, os responsáveis do clube caminhense apontam o caminho a seguir, não descurando a criação de uma marina fluvial para barcos de pequeno calado em Seixas, porque dizem ser impossível criar uma marítima no estuário do rio, segundo referiu António José Guerreiro.