Jornal Digital Regional
Nº 420: 27 Dez 08 a 2 Jan 09 (Semanal - Sábados)
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SPORTING CLUB CAMINHENSE

Oito décadas de conquistas

A Direcção do Sporting Club Caminhense fez questão de trazer até Caminha a Taça "Salazar", conquistada no ano de 1959 por um "Quatro" formado por Ruy Valença-Timoneiro, Ilídio Silva, José Vieira, José Porto, Jorge Gavinho, todos eles presentes no acto de inauguração de uma exposição que acompanhou a exibição deste troféu em prata avaliado em cinco mil euros, mostra esta que acompanha a vida de conquistas e vitórias do clube de Caminha.

"NOMES QUE FICARAM NA MEMÓRIA DE TODOS"

Júlia Paula, presidente do município caminhense, preferiu citar os remadores pelas alcunhas que sempre os acompanharam enquanto atletas, pois assim eram incitados pelos inúmeros apoiantes de Caminha que os seguiam para toda a parte.

De igual modo se dirigiu no acto protocolar de abertura da exposição patente no Museu de Caminha (por razões de segurança do troféu cedido pela Câmara da Figueira da Foz) até final do ano, a João Gravato, o único membro da Direcção da época em que a taça veio até Caminha, ainda vivo.

Embora a mostra gire à volta deste troféu, o SCC conquistou "muitos outros igualmente importantes" e patentes na exposição, referiu a autarca, segura de que o clube verde e branco "ainda tem muitos mais para conquistar", como sucedeu inclusivamente este ano, reconfirmando-se que "o remo é uma referência do concelho".

Júlia Paula referiu que a par da história que a conquista desta taça seguramente implicou, haverá muitas outras "para contar e reviver essas alegrias".

HISTÓRIAS DE OUTRAS ÉPOCAS

Na oportunidade, começaram a surgir histórias protagonizadas pelas diversas representações do Caminhense, sendo dado como exemplo por Luís Fernandes o demolho de um fardo de bacalhau que o Shell/4 levou consigo para Londres, aquando das Olimpíadas de 48, no interior da banheira destinada à equipa de hipismo.

Este dirigente do SCC (um dos mais emocionados da tarde) aproveitou para prestar homenagem a um dos fundadores do clube, Manuel Fernandes (Mussolini) pela sua persistência à frente dos destinos da agremiação desportiva, a despeito do abandono de muitos dos colegas de direcção.

Jorge Gavinho deu outro exemplo sucedido na prova em que vinham atrás da selecção da Bélgica, quando o timoneiro os incentivou a dar tudo quanto tinham, porque se ganhassem a prova, ela ficaria na recordação dos filhos, o que veio a suceder, embora tivessem chegado à meta sem saber quem tinha ganho, nem onde estavam, tal o esforço despendido.

Outra peripécia verificada logo após a conquista desta taça, sucedeu no salão nobre do Casino da Figueira, onde ela foi entregue aos remadores vencedores que deram uma volta à sala repleta de gente, conforme relatou Ruy Valença, timoneiro deste quatro.

Devendo depois sair da sala, mas como se encontrava um estrado em frente de uma porta, o timoneiro pensou que a que se encontrava do outro lado é que dava para fora, decidindo então entrar nela e indo desembocar nos camarins, sendo forçados a andar com o troféu deitado porque não tinham altura suficiente para o levar de pé, até que passado um quatro de hora chegaram à rua, tendo entrado novamente pela entrada principal, quando os dirigentes já perguntavam a toda a gente para onde é que eles tinham ido.

Um dos problemas com que dirigentes e remadores se debateram depois de terem a taça nas mãos, prendeu-se com a forma de a transportarem para Caminha, recordou Daniel Carneiro, presente neste acto.

Tendo um dirigente (Domingos Matos, já falecido) sugerido que a empacotassem num caixão e a despachassem para Caminha, chegaram a ir saber do preço do ataúde a uma serração, o que Daniel Carneiro considerou na ocasião uma loucura, tendo assumido ele a responsabilidade de a transportar.

Assim sucedeu, tendo-se agarrado a ela na viagem de comboio até ao Porto, com receio de que ela caísse com a trepidação, sendo revezado nesse "abraço" pelos atletas que se empenharam nessa missão de a fazer chegar intacta a Caminha.

Chegados ao Porto, colocava-se a questão de saber onde deixar a taça antes do regresso a Caminha, acabando por prevalecer a ideia de Daniel Carneiro (João Gravato queria colocá-la na própria estação de S. Bento), de a expor na montra do café Astória, enquanto que foram jantar ao Abadia.

No regresso, a polícia tinha sido chamada para colocar em fila as inúmeras pessoas que se postaram em frente do café, na tentativa de apreciarem a Taça Salazar.

Armanda "Salaca", outra das entusiastas da modalidade em Caminha, confirmou durante o diálogo que se seguiu, que era uma das acompanhantes habituais das equipas do Caminhense, quer ganhassem ou perdessem, sempre a gritar na beirada do rio.

"ACORDAI!"

João Gravato recordou a emoção que sentiu quando se encontrava na linha de meta desta prova, ao ver que a proa do Caminhense era a primeira a chegar, e as lágrimas caíram-lhe pela cara abaixo, o que se verificava com a prática totalidade dos que apoiavam este clube.

Baseado nestes factos, pediu aos caminhenses para que criem o "espírito como o que existia nessas épocas, quando este e outros troféus foram conquistados", porque Caminha "continua a ser conhecida lá fora pelo Caminhense", asseverou.

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Mário Garrido expóe caricaturas de Figuras do Futebol, no After Eight, Galeria Bar, na Rua Direita em Caminha.

No âmbito do mundo do Futebol, foram escolhidas três personagens para caricaturar dos três principais Clubes da Primeira Divisão e da Selecção Nacional.

Como homenagem escolheu-se o Eusébio e o Figo, criando-se assim uma universalidade paralela da realidade.

O preto e o branco sobre papel, foram os materiais escolhidos para esta interpretação das figuras de futebol, numa tentativa de através da simplicidade, compreender-mos um pouco mais estes homens que se tornaram icons maiores da nossa sociedade.

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.EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE PINTURA, DE 8 DE NOVEMBRO A 31 DE DEZEMBRO DE 2008, NA GALERIA GUNTILANIS EM VILA PRAIA DE ÂNCORA, CAMINHA.

.INAUGURAÇÃO DIA 8 DE NOVEMBRO DE 2008, SÁBADO, PELAS 16 HORAS.

.AS ARTES DE MÁRIO ALEGRIA, MÁRIO GARRIDO E MÁRIO REBELO DE SOUSA, JUNTAM-SE NA TRILOGIA DOS TRÊS MÁRIOS E MOSTRAM-SE NA EXPOSIÇÃO "O ANO ACABA EM ARTE"...


Museu da Imprensa de portas abertas

O Museu Nacional da Imprensa está aberto nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.

Dando cumprimento a um plano desencadeado logo na abertura, em 1997, no sentido de ter as portas abertas 365 dias ao ano, aquele museu voltará a acolher, nos feriados, os visitantes que queiram desfrutar do “prazer da cultura”, seu lema.

Além de poderem imprimir textos e gravuras, os visitantes irão apreciar várias exposições patentes naquele “museu vivo” da cidade do Porto, designadamente o X PortoCartoon sobre os “Direitos Humanos” (últimos dias). Outras exposições: Cem Revistas de Cinema para Manuel de Oliveira, Miniaturas Tipográficas, O Triângulo da Gravura, Jornais Escolares “Ler na Escola e no Mundo do séc. XXI” e PortoCartoon, o Riso do Mundo, na Galeria Internacional do Cartoon.

Disponível para impressão manual, numa das relíquias do Museu está também uma gravura do frontispício do primeiro discurso sobre a Liberdade de Imprensa, feito por John Milton, cujo 4º centenário do nascimento se celebra em 2008.

Postais com Humor

O Museu Nacional da Imprensa acaba de lançar uma colecção de postais de humor sobre os “Direitos Humanos”. Trata-se do conjunto dos trabalhos premiados este ano, no X PortoCartoon-World Festival, precisamente sobre o tema da Declaração Universal que, há poucos dias, fez 60 anos.

Além dos trabalhos vencedores – de Augusto Cid, Muhittin Koroglu (Turquia); Dalcio Machado(Brasil) e Taeyong Kang (Coreia do Sul) - a colecção de 18 postais apresenta também o cartaz do evento, elaborado pela Presidente da FECO, Marlene Pohle, que este ano presidiu ao Júri internacional do PortoCartoon.

O Museu está instalado na cidade do Porto, a montante da Ponte do Freixo e a cinco minutos da Estação CP/Metro de Campanhã.

Museu Nacional da Imprensa

Orquestra do Norte

Dezembro

Dez.
Terça 2; 19h30
CM - SALA SUGGIA (invertida)
[FOCUS NØRDICO]
DANÇA & ELECTRÓNICA
Produção do EMS (Instituto Sueco de Música Electroacústica)
I
"Isola"
Lise-Lotte Norelius música/electrónica em tempo real
Katarina Eriksson e Håkan Meyer coreografia
Katarina Eriksson e Per Sacklén bailarinos
Johanna Eliasson cenografia
Miriam Helleday desenho de luz
Anders Blomqvist, difusão sonora
"Test card G, 2"
Jalmar Staaf vídeo
"Nova obra"
Mattias Petersson música
Anna Petrini Sub flauta contrabaixo
II
"I tend to forget"
Hanna Hartman música
Gunilla Heilborn coreografia
Katarina Eriksson dança
"Nova obra"
Ivo Nilsson música
Erik Drescher flauta
"Histeria"
Dror Feiler música
Susanne Jaresand coreografia
Katarin Eriksson e Per Sacklén bailarinos
Anders Blomqvist/Josef Doukkali Sincere bildspiel/dvd

Desde 1964, o EMS (Instituto Sueco de Música Electroacústica) desenvolve projectos artísticos na área da electroacústica bem como a sua interacção com outras formas de expressão artística. Nos últimos anos, a sua acção tem contribuído para a internacionalização da música sueca e para a formação de artistas de todo o mundo.

Juntando a dança, o vídeo e a música electrónica, o EMS apresenta um espectáculo musical coreografado com algumas das mais recentes criações levadas a cabo no instituto.

Dez.
Quarta 3; 22h00
CM - SALA SUGGIA
[WORLD]
PEDRO JÓIA E MOURARIA ENSEMBLE

A herança da guitarra portuguesa e dos seus principais intérpretes tem dado origem a reinterpretações virtuosas pelas mãos de Pedro Jóia, um dos mais notáveis guitarristas portugueses. Primeiro foi Carlos Paredes, e agora é a obra de Armandinho que renasce na guitarra clássica em novos arranjos surpreendentes.

Com cinco discos editados em nome próprio, Pedro Jóia regressou em 2007 de um período de quatro anos no Rio de Janeiro, onde colaborou com nomes como Ney Matogrosso, Simone, Zeca Baleiro e Elba Ramalho.

Dez.
Quinta 4; 21h00
‹Clermont-Ferrand, Festival Musiques Démesurées›
SOLISTAS DO REMIX ENSEMBLE
Programa:
Tristan Murail: Vues aériennes
Franz Schreker: Der Wind
Charles Koechlin: Trio
Emmanuel Nunes: Rubato, Registres et Résonances
António Augusto Aguiar: Pandora (improvisação)

Dez.
Sexta 5; 21h00
CM - SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Peter Rundel direcção musical
Christian Lindberg trombone
Programa:
I
Edvard Grieg: Suite Holberg ao estilo antigo
Georg Christoph Wagenseil: Concerto para trombone alto e orquestra
Jan Sandström: Motorbike Odyssey
II
L. van Beethoven: Sinfonia n.º 6 "Pastoral"

Imagine um prado verde, eterno e idílico…
Agora imagine uma potente e barulhenta mota a cortar este cenário ao meio… O ambiente bucólico de duas obras famosas pelo seu ambiente pastoral, a Suite Holberg de Grieg e a Sexta Sinfonia de Beethoven, será intercalado por uma das mais extrovertidas peças do repertório concertante.
Verdadeiramente espectacular pelo sentido dramático e teatral de uma partitura plena de humor, o Motorbike Concerto de Jan Sandström foi escrito para Christian Lindberg, unanimemente considerado como o mais proeminente trombonista da actualidade e responsável por uma verdadeira revolução na popularidade do instrumento.

Breve introdução ao programa às 20:15 no Cybermusica

Apoio: rikskonserter/concertssweden

Dez.
Sábado 6; 12h00
CM - SALA 2
[FOCUS NØRDICO]
[AO MEIO DIA]
Christian Lindberg trombone
Grupo de Metais da ONP
Programa:
Mark-Anthony Turnage: Set to
Toru Takemitsu: Garden Rain
Christian Lindberg: Brain Rubbish
Modest Mussorgski/Elgar Howarth: Quadros de uma Exposição

O trombonista mundialmente mais conhecido, o sueco Christian Lindberg, é o convidado do Grupo de Metais da Orquestra Nacional do Porto e fi gura de cartaz de um programa fascinante. Para além de uma transcrição para metais dos célebres Quadros de uma exposiçãode Mussorgski, o concerto inclui originais escritos por compositores marcantes da actualidade. Christian Lindberg dá a conhecer simultaneamente as suas facetas de virtuoso e compositor.

Dez.
Sábado 6; 18h00
CM - SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
[CICLO PIANO]
LEIF OVE ANDSNES piano
Programa:
I
L. van Beethoven: Sonata para piano n.º 13
Arnold Schönberg: Seis Obras op.19
L. van Beethoven: Sonata para piano n.º 14, "Ao luar"
II
Modest Mussorgski: Quadros de uma Exposição

Leif Ove Andsnes, o intérprete da nova geração mais premiado pelas revistas da especialidade, regressa à Casa da Música com um programa preenchido de obras célebres e dominado pelo tema da fantasia. Se na primeira parte é o ambiente mágico de Schönberg que intercala as chamadas sonatas "quasi una fantasia" de Beethoven, terminando com a Sonata ao luar, a segunda parte é preenchida com a fantástica narrativa dos Quadros de uma exposição de Mussorgski.

Dez.
Sábado 13; 22h00
CM - SALA 2, Cybermusica, BAR 1 e BAR 2
[FOCUS NØRDICO]
CLUBBING

Dez.
Domingo 7; 12h00
CM - SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
[AO MEIO DIA]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Peter Rundel direcção musical
Christian Lindberg trombone
Programa:
Georg Christoph Wagenseil: Concerto para trombone alto e orquestra
Jan Sandström: Motorbike Odyssey

E se de repente entrasse uma mota em palco conduzida por um excêntrico motard?
Não podemos dizer que é isso que acontece neste concerto, mas quase. A mota é personificada no trombone. O motard é Christian Lindberg, considerado o intérprete por excelência do trombone. E quem conhece Lindberg sabe que ele não brinca em serviço. Com o fato adequado à condução mais extrema, vai levar o público numa viagem de mota, que é como quem diz, trombone, alucinante.
Dez.
Quarta 10; 19h30
CM - SALA 2
100 ANOS DO NASCIMENTO DE OLIVIER MESSIAEN
SOLISTAS DO REMIX ENSEMBLE
Programa:
Olivier Messiaen: Quarteto Para o Fim do Tempo

Entre 1940 e 1941, Olivier Messiaen esteve preso num campo de concentração na Alemanha, contando com vários músicos entre os seus companheiros de cárcere. Foi para eles que escreveu o Quarteto para o Fim do Tempo, estreado a 15 de Janeiro nesse local de horror que dava pelo nome de Stalag VIII, a Este de Görlitz. Messiaen atribui a inspiração da peça ao Apocalipse de São João. Uma passagem do livro descrever um anjo que ao descer do céu colocou um pé sobre o mar e outro sobre a terra e "jurou por aquele que vive nos séculos dos séculos, dizendo: não haverá mais tempo, mas no dia da trombeta do sétimo anjo, o mistério de Deus consumar-se-á." Esta é a sua peça mais comovente, não só pelas condições em que foi criada, mas também pela inspiração espiritual que viria a marcar grande parte da sua obra.

100 ANOS DO NASCIMENTO DE OLIVIER MESSIAEN E ELLIOTT CARTER

12 de Dezembro; 21:00 SALA SUGGIA
1ª PARTE
REMIX ENSEMBLE
Stefan Asbury direcção musical
Claire Booth soprano
Jonathan Ayerst piano
Programa:
Elliott Carter: Tempo e Tempi
Olivier Messiaen: Oiseaux Exotiques
Elliott Carter: Réflexions
2ª PARTE
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Franck Ollu direcção musical
Programa:
Olivier Messiaen: Chronochromie

13 de Dezembro; 18:00; SALA SUGGIA
1ª PARTE
REMIX ENSEMBLE
Franck Ollu direcção musical
solistas NN
Programa:
Karin Rehnqvist: nova obra para ensemble e vozes
(estreia mundial; encomenda da Casa da Música)
Elliott Carter: Asko Concerto
2ª PARTE
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Stefan Asbury direcção musical
Programa:
Olivier Messiaen: Et exspecto ressurrectionem mortuorum
Elliott Carter: Three Occasions for Orchestra

Um dia apenas separou o nascimento de Olivier Messiaen e Elliott Carter em Dezembro de 1908. Os dois tornaram-se os músicos mais influentes do seu tempo, na Europa e nos Estados Unidos respectivamente.

O Remix Ensemble e a Orquestra Nacional do Porto associam-se ao longo de dois concertos para dar uma perspectiva alargada da obra de ambos os compositores. Abarcando um largo período composicional e a possibilidade de demonstrar peças escritas para efectivos instrumentais completamente distintos, os concertos contam com a direcção de dois especialistas da música do século XX.

Dez.
Sábado 13; 12h00
CM - SALA 2
100 ANOS DO NASCIMENTO DE OLIVIER MESSIAEN
[AO MEIO DIA]
[PIANO]
Nina Schumann piano
Luis Magalhães piano
Programa:
Olivier Messiaen: Visions de l'Ámen

As Visions de l'Amen são uma das grandes obras do repertório para dois pianos.
Escritas entre 1942 e 1943, estas peças são inspiradas em vários textos bíblicos e foram concebidas como um ciclo. Elas marcam uma nova era no processo criativo de Messiaen na qual o piano se torna o instrumento central e Yvonne Loriod, a discípula com quem viria a casar, a sua intérprete de eleição. Os dois estreariam a peça em conjunto.
Nina Schumann e Luís Magalhães conheceram-se nos Estados Unidos, em Janeiro de 1999, onde ambos estudavam com Vladimir Viardo. Depois de se casarem, formaram um duo que tem desempenhado uma intensa actividade na América, na Europa e em África. Este recital a dois pianos assinala o Centenário do Nascimento de Olivier Messiaen.

Dez.
Sábado 13; 16h00
CM - SALA 2 OU CYBERMUSICA
100 ANOS DO NASCIMENTO DE OLIVIER MESSIAEN
Conferência / Debate: Fé e Criação Artística
Joaquim Azevedo moderador
(Presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa)
Luís Cardoso
(Jovem Compositor em Residência 2008 na CM)
Paulo Tunhas
(Filósofo e Professor Universitário)
Carlos de Pontes Leça
(Consultor do Serviço de Música da Fundação Gulbenkian)
Fernando Echevarria
(Poeta)

Dez.
Domingo 14; 12h00
CM - SALA SUGGIA
100 ANOS DO NASCIMENTO DE OLIVIER MESSIAEN
[AO MEIO DIA]
JONATHAN AYERST órgão
Programa:
Olivier Messiaen: L'Ascension

Olivier Messiaen foi nomeado organista na Église de la Trinité, em Paris, em 1930, quando tinha apenas 22 anos de idade, e permaneceu no cargo até à data da sua morte em 1992. As poderosas sonoridades do instrumento que tinha ao seu dispor foram um verdadeiro laboratório experimental para o homem que se tornaria no mais aclamado compositor do seu tempo. O sucesso que alcançou enquanto organista e improvisador, fazia com que a igreja esgotasse frequentemente a sua lotação e as suas actuações eram ovacionadas entusiasticamente. Do vasto repertório que escreveu para o instrumento, marcado pelo forte fervor religioso que caracteriza a sua obra, L'Ascension permanece como uma das peças mais importantes.

Dez.
Domingo 14; 22h00
CM - SALA SUGGIA
[JAZZ]
ANTÓNIO PINHO VARGAS

Solo é o título do novo álbum de António Pinho Vargas, um regresso aos territórios do jazz depois de 12 anos desde o último registo discográfico neste género. O pianista, hoje mais activo como compositor na área da música erudita, foi um dos pioneiros da improvisação e do jazz em português. Temas como "Tom Waits", "Dança dos Pássaros" ou "As Mãos" são parte do imaginário sonoro de uma época, tendo alcançado uma popularidade poucas vezes conseguida pelo jazz nacional. A releitura dos temas é agora ao piano, a solo, um projecto antigo de Pinho Vargas que chega ao palco principal da Casa da Música.

Dez.
Sexta 19; 21h00
CM - SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
Concertos de Natal
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Coro da Academia Musical de Viana do Castelo
Coro Infantil do CPO
Martin André direcção musical
Eduarda Melo soprano
soprano NN
Programa:
I
Antonio Vivaldi: Gloria RV 589
Karin Rehnqvist: nova obra para coro infantil e orquestra
(estreia mundial; encomenda da Casa da Música)
II
Gabriel Fauré: Pavane
Francis Poulenc: Gloria

Algumas das mais célebres páginas escritas para coro e orquestra completam um programa inteiramente preenchido por obras corais. Entre dois expoentes máximos da música sacra, os Gloria de Vivaldi e Poulenc, ficamos com a versão com vozes da belíssima Pavane de Fauré e uma estreia mundial da Compositora em Associação na Casa da Música em 2008.

O Prémio Hugo Aflvén 2007 da Real Academia Sueca de Música foi atribuído a Karin Rehnqvist. Esta distinção foi uma forma de reconhecer o valor da sua obra internacionalmente premiada e de grande impacto social. Experiente directora de coros, Karin Rehnqvist tem um vasto catálogo de obras vocais e para orquestra, muitas das quais têm sido estreadas nos principais centros musicais da Europa e da América do Norte.

Breve introdução ao programa às 20:15 no Cybermusica

Dez.
Sábado 20; 12h00
CM - SALA 2
[AO MEIO DIA]
ARTZEN QUARTET
Prémio Jovens Músicos RDP / Antena 2
Programa:
Felix Mendelssohn: Quatro peças para quarteto de cordas, op.81
Luís Cardoso: nova obra para quarteto de cordas
(estreia mundial; encomenda da Casa da Música)
L. van Beethoven: Quarteto de cordas em Dó menor, op.18 n.º 4

O Quarteto Artzen, vencedor da categoria de música de câmara nível superior do Concurso Jovens Músicos 2007, foi fundado em 2005 por alunos da Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa. Desde então, a formação tem-se apresentado em vários Festivais abordando um vasto repertório e tem actuado na companhia de outros solistas de renome. Naquela que é a sua estreia na Casa da Música, apresentam em estreia mundial uma nova obra de Luís Cardoso, Jovem Compositor em Residência 2008, por entre marcos incontornáveis do repertório Clássico e Romântico.

Dez.
Domingo 21; 18h00
CM - SALA SUGGIA
Concertos de Natal
ORQUESTRA BARROCA CASA DA MÚSICA
Laurence Cummings cravo e direcção musical
Huw Daniel violino
Miguel Jaloto cravo
Programa:
I
Arcangelo Corelli: Concerto de Natal
António Vivaldi: "O Inverno" de As Quatro Estações
Marc-Antoine Charpentier: Noël sour les instruments
II
François Couperin: Allemande para dois cravos
J. S. Bach: Concerto para dois cravos n.º 2 em Dó maior, BWV 1061

O repertório Barroco mostra-nos que o Natal sempre foi uma festividade celebrada ao som da música. E se há imensas canções bem célebres que assinalam a quadra, a música puramente orquestral tem alguns dos seus mais belos momentos dedicados à natividade. Neste concerto que inclui O Inverno de Vivaldi, numa alusão à época do ano em que o Natal acontece, outras obras bem conhecidas do grande público, como o Concerto para a noite de Natal de Corelli, completam um programa bem apelativo.

PUBLICAÇÕES EDITADAS
NO CONCELHO DE CAMINHA



O Estado Novo
e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense

Júlio Baptista

Organização e estudo biográfico do autor
por Paulo Torres Bento

Edição: C@2000

"ROTA DOS LAGARES DE AZEITE
DO RIO ÂNCORA"

Autor: Joaquim Vasconcelos

Edição: C@2000

MEMÓRIAS DA SERRA D'ARGA

Autor: Domingos Cerejeira

Edição: C@2000

(DES)ENCANTOS DE UMA VIDA

Autor: Liliana Silva

Ferreiros e serralheiros
de Vilar de Mouros

Autor: GEPPAV (Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense)

Edição: Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FREGUESIA DE VENADE

Autor: João José Lourenço de Azevedo

Edição: João José Rio Tinto de Azevedo

FLAUSINO TORRES
Documentos e Fragmentos Biográficos de
UM INTELECTUAL ANTIFASCISTA

Autor: Paulo Torres Bento

Edições Afrontamento

MOINHOS DE VENTO
DE CARREÇO

Autor: Joaquim Vasconcelos

Edição: Centro de Estudos Regionais

"ROTA DOS ENGENHOS DE SERRAR
DO RIO ÂNCORA"

Autor: Joaquim Vasconcelos

Edição: Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora

"A vida em verso"

Autor: José Jorge Medeiros da Silva

Edição: José Luis Carvalho e Cami Medeiros

No Limiar da Honra e da Pobreza

Autor: Teodoro Afonso da Fonte

Edição: Ancorensis

Dentada em Orelha de Cão

Autor: Miguel Carvalho

Edição: Campo das Letras

TRÁS-OS-MONTE, TRÁ-LOS CÁ...

Autor: Francisco Gouveia

Edição: Editafma

O PORTINHO D'ÂNCORA
E
SUAS GENTES

Autor: Domingos Vasconcelos

Edição: Nuceartes

José Porto
Desvendando o Arquitecto de Vilar de Mouros

Autor: Paulo Bento

Edição: Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense

Uma Visita ao Concelho de Caminha com o Bilhete Postal Ilustrado

Autor: João Azevedo

Edição: Câmara Municipal de Caminha

Vilar de Mouros
35 anos de festivais

Autor:Fernando Zamith

Edições Afrontamento

A Aldeia dos Animais

Autores e Ilustradores: Gisela Magalhães; Carla Ribeiro; Ivone Santos; Lisete Gonçalves; Pedro Rocha; Rui Dias

Colaboração: Ancorensis Cooperativa de Ensino

Tanto Chocolate Tanto Bolo

Autores e Ilustradores: Adriana Fernandes; Dolores Sousa; Manuel João Borges;Ana Cristina Braga; Carlos Júlio Pedrosa

Colaboração: Ancorensis Cooperativa de Ensino

Mealibra

Revista de Cultura - Semestral

Centro Cultural do Alto Minho

Viagens

Poesia

Francisco Carneiro Fernandes

ANCORENSIS - COOPERATIVA DE ENSINO, C.R.L.
Vila Praia de Âncora
2000

Quem foi José Maria Veríssimo de Morais?

Centro de Estudos Regionais de Viana do Castelo

Pedro Teixeira de Morais
2001

Do Sublime ao Grotesco

PoesiasJoão Manuel Vilas
2000

Casa da Anta
25 Anos ao Serviço do Turismo e da Cultura

Castro Guerreiro 2002

Cancioneiro da Foz do Minho
Antologia

Manuel J. Torres Dantas

CAMINHENSE...Paixão de um Povo
75 ANOS

Textos e Coordenação: Augusto Sá; Branca Pereira; Catarina Dias; João Pinto; Victor Barrocas

Edição: Câmara Municipal de Caminha - Pelouro do Desporto do Sporting Club Caminhense
CAMINHA, ESPÍRITO DO LUGAR
Maria João Avillez; Mário Cesariny; Vasco Graça Moura; Eduardo Paz Barroso
Fotografia: Ines Gonçalves; Manuel Valente Alves CADERNOS DA BIBLIOTECA
Câmara Municipal de Caminha
O MINHO DE RUBEN A.
José Manuel Villas-Boas; João Aurora;
Liberto Cruz; Guilherme d'Oliveira Martins



CADERNOS DA BIBLIOTECA

Câmara Municipal de Caminha
AS LETRAS, A MINHA RESPIRAÇAO
Miguel Veiga



CADERNOS DA BIBLIOTECA

Câmara Municipal de Caminha
Almirante
JORGE RAMOS PEREIRA
Uma vida - um exemplo

Câmara Municipal de Caminha

100 ANOS DE VIDA SOLIDÁRIA
1900 - 2000
Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes - Caminha
TOPONÍMIA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

Domingos Vasconcelos

CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA
DO MONTE CALVÁRIO

Domingos Vasconcelos

REVISTA "CEM IDEIAS"
Revista dos alunos de Filosofia e Psicologia da EB 2,3/S de Caminha
TEXTEMUNHOS
Escola EB 2,3/S de Caminha
AS PESQUEIRAS DO RIO MINHO
Economia, Sociedade e Património

COREMA

ROTEIRO DO VALE DO ÂNCORA

Joaquim Manuel de Paula e Vasconcelos

ESPONTANEIDADES
Colectânea de Poesia

Ancorensis Cooperativa de Ensino, C.R.L.

50 ANOS AO SERVIÇO DA SOLIDARIEDADE
Centro de Bem Estar Social de Seixas
AS AVES DE RAPINA
João Fontes


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JANEIRO 2009
| QUIDNOVI |

O QUE HÁ DE NOVO?

FICÇÃO

Chiquita, de Antonio Orlando Rodríguez. Romance cubano vencedor do Prémio Alfaguara 2008. Sobre este romance, pode ver: http://br.youtube.com/watch?v=8-i1VstMxTQ

O autor é convidado das Correntes d’Escritas, pelo que virá a Portugal em Fevereiro próximo.

NÃO-FICÇÃO

Duas Inglesas em Portugal, de Ann Bridges & Susan Lowndes Relato de uma viagem feita pelo Portugal dos anos 40 pela, na época, embaixatriz inglesa em Portugal, (Ann Bridge), e pela mãe da historiadora Ana Vicente (Susan Lowndes (Marques), este livro nasceu de uma proposta de um editor inglês a Ann Bridge para fazer um guia de Portugal e integra-se na tradição dos livros sobre Portugal visto pelos estrangeiros.

Operação Valquíria, de Jesus Hernández Livro sobre a famosa operação militar que envolveu nomes tão importantes como o de Rommel, A Raposa do Deserto, para assassinar Hitler. Trata o mesmo episódio histórico em que se baseia o filme “Operação Valquíria”, com Tom Cruise, que tem estreia marcada em Portugal para 12 de Fevereiro.

Bolsa: A Chave do Sucesso, Flávio Capuleto

INFANTO-JUVENIL

Bemol e o Mistério Stradivarius, de Antonio Âmago. Bemol, o ratinho melómano volta a meter-se em aventuras e, depois de Um Ratinho ao Piano, apaixona-se agora por um violino muito especial. O livro inclui um CD Rom com jogos, música e informação para os mais jovens.

Ana Maria Pereirinha
Editora-Adjunta
apereirinha@quidnovi.pt


Museu Municipal de Caminha

No horário de Inverno (1 de Setembro a 30 de Junho), está aberto ao público de Terça a Sexta - Feira das 09.30 ás 12.30 e das 14.30 ás 18.30 e aos Sábados e Domingos das 09.30 ás 12.30 e das 15.00 ás 17.00. No que respeita ao horário de Verão (1 de Julho a 31 de Agosto), de Segunda a Sexta - Feira funciona das 09.30 ás 12.30 e das 14.00 ás 18.00 e aos Sábados e Domingos das 10.00 ás 12.00 e das 15.30 ás 18.30.

Biblioteca Municipal de Caminha

No horário de Inverno (1 de Setembro a 30 de Junho), à Segunda - Feira funciona das 9.00 ás 13.00, de Terça a Sexta - Feira das 09.30 ás 12.30 e das 14.30 ás 18.30 e aos Sábados das 09.30 ás 12.30. No horário de Verão (1 de Julho a 31 de Agosto), o período de funcionamento é de Segunda a Sexta - Feira das 09.30 ás 12.30 e das 14.00 ás 18.00.

Biblioteca Municipal de Vila Praia de Âncora

Horário - Segunda a Sexta: 9h30 / 18h00 (contínuo)
Sábado: 10h00/13h00
Encerra ao Sábado de tarde e Domingo
Telefone: 91 22 26 479

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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