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DIA DA OUTORGA DO FORAL
Na véspera do 24 de Julho, a Câmara de Caminha voltou a realizar uma cerimónia de homenagem a individualidades e colectividades que se distinguiram pelo seu desempenho e dedicação no campo das artes e desporto. AMIR PELOS SEUS 75 ANOS
A Associação Moledense de Instrução e Recreio, pelos seus 75 anos, a Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense que celebrou 80 anos e o Orfeão de Vila Praia de Âncora pelos 50 anos, foram as associações agraciadas com medalhas e diplomas, e no que respeita a pessoas individuais, coube aos poetas Jorge Medeiros e José Gavinho Pinto, ao remador Henrique Baixinho e ao palhaço Kikas (Eurico Dias) receberem a distinção do município. Júlia Paula, presidente da Câmara de Caminha, após historiar brevemente a importância das atribuições dos forais às vilas e cidades, referiu "ter todo o sentido escolher esta data para distinguir o mérito dos homenageados", como forma de ser prestado "tributo" aos que de uma forma ou outra contribuíram para o prestígio do concelho de Caminha. "AO AMIGO MUITO QUERIDO KIKAS"
A autarca destacou a medalha de mérito atribuída à AMIR (a SIRA e o Orfeão já tinham recebido no passado esse galardão, pelo que apenas tiveram direito a diploma e placa comemorativa); elogiou o "amigo muito querido Kikas" e os 4.000 adereços de palhaços que possui no seu museu particular em Moledo; considerou Henrique Baixinho "um dos maiores valores do nosso desporto" e teve palavras de apreço para com os dois poetas "auto-didactas" José Gavinho Pinto e Jorge Medeiros.
Em relação às colectividades aniversariantes, Júlia Paula definiu-as como "pilares da nossa cultura". OBRAS PROMETIDAS
Cada homenageado teve direito à leitura de uma breve resenha da sua actividade e após a entrega das distinções, cada um comentou o acto de que fora alvo. Foi o caso de Manuel Amial, presidente do Orfeão, entronizando "este recebimento a todos os orfeonistas" como uma forma de encarar "com confiança o desafio do futuro", aproveitando para lembrar as prometidas obras na sede da colectividade. Aludiu ainda ao "reconhecimento a todos os orfeonistas, maestros, directores e membros dos corpos sociais que com o seu labor, esforço e dedicação têm vindo ao longo destes 50 anos de vida do Orfeão a SERVIR DE FORMA GENEROSA A SUA COMUNIDADE, DIGNIFICANDO A NOSSA CULTURA E REPRESENTANDO COM GARBO E COM ENTUSIASMO A NOSSA TERRA". "O ZÉ DE CAMINHA"
Visivelmente emocionado e obrigado e interromper a sua intervenção por diversas vezes, Gavinho Pinto (medalha de mérito cultural dourada) recordou a sua infância quando "aprendi a nadar no rio Minho agarrado ao rabo das vacas". Após destacar os "dois amores da minha vida: o rosto de minha mãe e a vila de Caminha", disse pretender compartilhar a medalha "com todos os Zés de Caminha que partiram para nunca mais voltar".
No final, e após evocar a sua passagem por África -"chamavam-me o Zé de Caminha e tinha muito orgulho nisso", assinalou- pediu à presidente da Câmara que "lute com todas as forças para que jamais os filhos de Caminha tenham de abandonar a sua terra em busca de subsistência". "AOS AMIGOS"
Eurico Dias (medalha de mérito cultural dourada), por sua parte, evocou a vida de 60 anos de palhaço e actor e as suas passagens pelo Orfeão de Vila Praia de Âncora e pelos grupos folclóricos concelhios em que foi apresentador, agradecendo "a todos os amigos que me são queridos". POEMA
Jorge Medeiros (medalha de mérito cultural dourada) optou por ler um poema feito para o acto de homenagem, enquanto que o campeão Henrique Baixinho -mais dado a coisas práticas do que a discursos- após receber a medalha de mérito e valor desportivo, ocupou o seu lugar na fila dos distinguidos, cabendo a Carlos Lima, presidente da AMIR, agradecer a distinção (medalha de mérito cultural e recreativa dourada) dedicada a todos os sócios da colectividade moledense.
No final, o Orfeão de Vila Praia de Âncora interpretou quatro peças do seu repertório, antes de ser servido um verde de honra.
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