Jornal Digital Regional
Nº 396: 28 Jun a 4 Jul 08 (Semanal - Sábados)
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Eis o FILMINHO, a festa do audiovisual
galego e português!

De 22 a 27 de Julho irá acontecer uma das maiores experiências transfronteiriças jamais realizadas entre a Galiza e Portugal: uma festa de convívio entre o audiovisual galego e português. Um evento que é verdadeiramente internacional pois acontece fisicamente entre dois países, e é também uma proposta singular que acolhe as localidades de Vila Nova de Cerveira e Goián (Tominho).

Esta festa do audiovisual galego e português é organizada pela associação cultural Morraceira e conta com a forte colaboração da Câmara Municipal de Cerveira e o Concello de Tominho, entidades que apostarão decididamente por se unirem neste projecto de longo alcance cultural e social.

Assim, em três meses, as terras do Minho serão testemunhas de como se irá erguer uma nova ponte sobre o rio. Desta vez não se usará o betão ou o ferro, e o audiovisual será o meio usada para ligar as duas margens. A imagem em movimento torna-se na melhor ferramenta, pelo seu dinamismo e fácil recepção por parte da juventude, para chegar aos galegos e portugueses, habitantes de distintos países que partilham a mesma cultura.

O FILMINHO tem como objectivo principal promover o conhecimento daquilo que une as gentes separadas pelo Minho. Por isso se recorre ao audiovisual, testemunho sem igual de realidade. A esta necessidade responde a organização, juntamente com a Ponte… Nas Ondas!, do concurso audiovisual "Conta Onde Vives". O FILMINHO têm ainda como objectivo ser o baluarte da defesa do audiovisual português e galego, proporcionando produções invisíveis, com olhar próprio e de carácter "não-reconciliado".

A programação do FILMINHO estrutura-se em duas categorias: "Grande Prémio" e "Cinema Minhoto". À primeira poderão concorrer todo o tipo de produções (em duração e género) da Galiza e Portugal. Por outro lado, o Cinema Minhoto será a secção anfitriã destinada a acolher todos os filmes realizados nas terras do Minho ou que tenham uma clara vocação transfronteiriça.

Para além das projecções, o FILMINHO albergará um curso de verão da Universidade de Santiago de Compostela, dirigido à juventude. Actividades complementares de formação às quais se acrescenta o Fórum de Criadores para fomentar a realização de filmes no Minho.

O FILMINHO quer convidar galegos e portugueses a encontrarem-se na raia este Verão para desfrutarem do seu audiovisual!

Da série de anúncios videográficos produzidos pelo FILMINHO encontram-se já disponíveis os dois primeiros e foi recentemente lançado o último, intitulado O Cabeçudo! Todos eles podem ser vistos no canal do festival no Youtube – http://www.youtube.com/festivalfilminho

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As estreais do Filminho começam de maneira excepcional com Terra do millo, um documentario-etnográfico do actor vasco Patxi Bisquert. De seguida o Filminho apresenta Después del silencio, do tudense Alberto Estévez Piña, um filme polémico em tempos dos primeiros anos da democracia.

Veremos um excerto do documentário minhoto A volta dos nove de Antón Cairo. Assistiremos ao desmoronar das Torres Xemelgas da Man de Cascallos de Carlos Meixide e Tomás Lijó. Festejaremos o apóstolo com o experimental Momento que rompen por dentro (letanías) do poeta de Guitiríz J. A. Cascudo. Seguiremos a figura de John Ballan con Quién robó las peras del cementerio da realizadora de Mos, Lara Bacelo.

Na brisa nocturna ao ar livre assistiremos ao d´O pintor dos ceos, uma espectacular peça de animação onde o seu realizador, o vigueis Jorge Morais, demorou dois anos da sua vida para poder finaliza-la ele "sozinho".

As estreias continuam com a última curta-metragem de Daniel Domínguez chamada Paraíso. Assistiremos a uma não usual transposição literária feita por Ángel Santos d´O cazador sobre um relato de Chejov. O realizador de Goián, Pancho Salmerón, faz um canto melancólico em Saudade 1. A sensibilidade também se espelha no Sulfato, a última produção de Abelardo Rendo.

E, por último, como pratos fortes do "Sábado Radical", o Filminho acolherá a estreia de París #1 de Oliver Laxe e Contrafilmes de Susana Rey, duas das peças mais aguardadas do audiovisual galego.

Mais isto só é as estreias galegas… Vem ao Filminho a descobrir como no último "tramo" do rio Minho se reflectem historias e imagens cheias de identidades e qualidade cinematográfica. Se pensas que o audiovisual galego e português já não te poderiam surpreender… Pois estavas errado!

Xurxo González e André Martins

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
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