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PASSEIOS PEDESTRES EM PONTE DA BARCA E CAMINHA O trilho do Germil, em Ponte da Barca, e o trilho por entre o mar e a montanha, em Caminha, vão ser percorridos no próximo fim-de-semana, respectivamente nos dias 28 e 29 de Junho, no âmbito da iniciativa "Passeios na Valimar", organizada pela Arealima - Agência Regional de Energia e Ambiente do Vale do Lima, em parceria com a Comunidade Urbana Valimar (Valimar ComUrb). Inseridas no projecto Valimar Natura, apoiado pela Medida 1.4 - Valorização e Promoção Regional e Local do Programa Operacional da Região do Norte, estas duas propostas de passeios são as últimas de um conjunto de visitas guiadas que a Arealima promoveu durante o mês de Junho pelo património natural do território da Valimar. A partir de agora, os pedestrianistas poderão fazer estes percursos livremente, encontrando-se os mesmos sinalizados. Os passeios terão o acompanhamento de um técnico qualificado, que guiará os participantes na descoberta e interpretação do território, sob variadas vertentes, designadamente paisagística, ecológica, histórica e cultural, privilegiando, sempre, o contacto com a natureza. O trilho do Germil tem início às 09h30, junto à capela da aldeia de Germil, nas faldas da Serra Amarela, no concelho de Ponte da Barca. Com uma extensão de 6 km e uma duração de 3 horas, este percurso de âmbito paisagístico, ecológico e cultural desenrola-se por entre as majestosas paisagens das serras da Peneda, Amarela e Gerês, campos usados para cultivo, cursos de água e vegetação, constituindo um passeio de uma beleza única. Os participantes terão ainda a oportunidade de visitar o aglomerado rural de Germil de Baixo, a ermida e os espigueiros comunitários, de elevado valor cultural e arquitectónico. O trilho por entre o mar e a montanha percorre o litoral do concelho de Caminha, destacando-se pela sua grande diversidade paisagística, com a montanha, os rios Minho, Coura e Âncora e a costa atlântica na linha da paisagem. Com passagem por diversos miradouros, onde é possível desfrutar de uma belíssima paisagem minhota, este trilho atravessa um parque eólico até alcançar o Alto da Espiga, a 410 metros acima do nível das águas do mar. Durante este itinerário pode ainda observar-se a ermida românica de S. Pedro de Varais, o marco geodésico de Cobertinho e o penedo do Sino dos Mouros. Este percurso passa ainda pela afamada praia de Moledo e pelo denso pinhal da Mata Nacional do Camarido, cujo objectivo era travar o avanço das areias. O ponto de encontro é às 09h30, junto ao Parque de Campismo A participação em qualquer um dos passeios é gratuita, podendo as inscrições ser feitas enviando a ficha de inscrição, devidamente preenchida, para o fax n.º 258 909349, para o e-mail: arealima@valimar.org.pt ou para a seguinte morada: AREALIMA - Agência Regional de Energia e Ambiente do Vale do Lima, Villa Moraes, Rua João Rodrigues de Morais, 4990-121 Ponte de Lima. Para mais informações e inscrições consulte o site da Valimar: www.valimar.org.pt. VALIMAR PRETENDE ALARGAMENTO DO PARQUE NATURAL DO LITORAL NORTE
A Comunidade Urbana Valimar (Valimar ComUrb), na qualidade de entidade promotora do projecto Valimar Natura, co-financiado pela Medida 1.4 - Valorização e Promoção Regional e Local, do Eixo Prioritário 1, do Programa ON, realizou hoje, na Villa Moraes, em Ponte de Lima, o seminário "Valimar Natura", com o objectivo de divulgar as acções desenvolvidas no âmbito deste projecto, que implicou um investimento de cerca de 250 mil euros. Iniciado a 1 de Maio de 2006 e com data de encerramento a 30 de Junho de 2008, este projecto foi desenvolvido em parceria com a Arealima - Agência Regional de Energia e Ambiente, os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, visando maximizar sinergias e potenciar parcerias entre as diversas entidades de forma a combinar, de forma sustentável, a protecção dos Sítios Natura 2000 do território da Valimar, com a promoção de actividades relacionadas com o ecoturismo e o turismo de natureza. Este projecto englobou a realização de dois estudos, um tendo como âmbito geográfico de análise o Sítio Litoral Norte e o outro o Sítio Serra d'Arga, com o intuito de aferir a viabilidade de alargar o Parque Natural do Litoral Norte (PNLN) a todo o Sítio Litoral Norte e de classificar a serra d'Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional. Relativamente ao primeiro estudo, Pedro Gomes, da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, responsável pela elaboração dos dois estudos, referiu que "o cenário que justificaria melhor o alargamento do PNLT implica a redefinição dos limites do Sítio Litoral Norte", ou seja, a inclusão dos terrenos envolventes, actualmente em REN (Reserva Ecológica Nacional) e RAN (Reserva Agrícola Nacional), a exclusão de espaços entretanto urbanizados e a integração de uma área oceânica e do estuário do rio Lima.
O Sítio Litoral Norte abrange a faixa costeira incluída nos concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Esposende, com uma extensão de 45 quilómetros e uma superfície aproximada de 2.540 ha, sendo que no concelho de Esposende está incluída no Parque Natural do Litoral Norte. De acordo com Pedro Gomes, durante este estudo o Sítio Litoral Norte foi dividido em dois sectores: o sector norte, compreendido entre a foz do rio Minho e a foz do rio Lima, e o sector sul, entre a margem sul do rio Lima (Cabedelo) e o limite sul do concelho de Esposende. Os dois sectores, segundo Pedro Gomes, apresentam pontos fortes e fracos, destacando-se no sector norte, como ponto forte, entre outros, a existência de um espaço na Veiga da Areosa (charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix), adjacente aos limites do Sítio Natura 2000), muito importante para a fauna local, constituindo um local de alimentação e refúgio de animais ligados a espaços húmidos, como a garça-real, o búteo, o peneireiro-de-dorso-malhado e o falcão peregrino. O sector sul apresenta como ponto forte a presença de sistemas dunares extensos, sendo o do Rodanho/Amorosa o mais extenso e mais bem conservado do Norte de Portugal. Como pontos fracos apontou, de uma forma geral, o avanço do mar em determinados locais, o mau estado de conservação de alguns sistemas dunares e a sua invasão por espécies exóticas (chorão e mimosas), e a taxa de ocupação dos terrenos interiores muito elevada. Quanto ao estudo sobre a possibilidade de classificação da serra d'Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional, Pedro Gomes referiu que este estudo incidiu sobre duas zonas: o vale fluvial do rio Âncora e o maciço da serra d'Arga. Segundo aquele responsável, "a constituição da Área de Paisagem Protegida só faz sentido para o maciço da Serra d'Arga", pois a zona do vale fluvial do rio Âncora além de ser muito estreita, tem uma exploração agro-pecuária intensiva, uma densidade humana elevada, florestas autóctones praticamente inexistentes e uma vegetação ribeirinha espontânea sem expressão. Pedro Gomes salientou que a Rede Natura 2000 e os PDM's são suficientes para garantir a preservação do vale fluvial do rio Âncora. Pelo contrário, o maciço da serra d'Arga tem, no seu entender, "potencial para se elevar a um patamar superior àquele que se encontra neste momento". O Sítio da Serra d'Arga distribui-se pelos concelhos de Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo e inclui o maciço oriental da serra d'Arga e o vale fluvial do rio Âncora, com uma superfície de 4.493 ha. No âmbito do Valimar Natura, foi ainda elaborado um Plano de Acção para o Ecoturismo, mais concretamente para o conjunto das áreas protegidas e dos sítios da Rede Natura 2000 inseridos no território da Valimar, com a definição da estratégia de gestão/intervenção, aliando as vertentes ambiental, turística, económica, social e cultural e um conjunto de directrizes, normas e prioridades de acção. De acordo com António Sá, da AJS&A - Consultores em Planeamento, Marketing e Turismo, Lda., empresa responsável pela elaboração do plano de acção, este plano foi elaborado numa perspectiva de interligar os valores do turismo de natureza/ecoturismo com os do turismo cultural, sendo este um cruzamento que pode originar o slogan "Natureza com Cultura". Para António Sá, o desenvolvimento deste conceito transforma o ecoturismo da Valimar num produto principal e estruturante dentro das potencialidades turísticas que o território possui, proporcionando, simultaneamente, satisfação ao turista e benefícios para a comunidade local. Como acções e projectos específicos complementares dos produtos já existentes para qualificarem a oferta do ecoturismo da Valimar, este plano aponta, entre outros, a criação de produtos âncora, a criação de condições para o touring, o desenvolvimento de alojamento turístico (por exemplo, em casas florestais), a criação da rede de "Aldeias do Futuro" e a realização de eventos internacionais. Numa alusão aos recursos naturais do território da Valimar, onde a qualidade e a conservação ambiental marcam a diferença, António Sá revelou que o Parque Nacional da Peneda-Gerês recebeu recentemente uma distinção internacional, designadamente a integração na rede da fundação "PAN Parks", onde apenas constam os melhores parques da Europa. O Valimar Natura contemplou ainda o desenvolvimento de actividades de animação e educação ambiental, em colaboração com as câmaras municipais, e a realização de um conjunto de visitas guiadas pelo património natural do território da Valimar - os "Passeios na Valimar", fruto da intervenção em seis percursos pedestres de pequena rota (66,4 quilómetros), são eles: o Trilho do Penedo Grande (Arcos de Valdevez), o Trilho por Entre o Mar e a Montanha (Caminha), o Trilho do Castro de S. Lourenço (Esposende), o Trilho de Germil (Ponte da Barca), o Trilho do Lobo Atlântico (Ponte de Lima) e o Trilho da Montaria (Viana do Castelo). Valimar |
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