Há descontentamento junto dos comércios situados na foz do rio Minho, pela forma como se vêm desenvolvendo as obras no troço final da estrada de acesso à praia, em plena época balnear, e com muitas toneladas de granito na antiga "bolacha".
Segundo nos revelaram os donos dos bares, todo aquele granito contrastante com a natureza envolvente, servirá para o estacionamento de quatro viaturas para deficientes e duas ambulâncias, sendo que ainda estão a colocar guias laterais na estrada, o que dificultará mais o estacionamento de outras viaturas ao longo do ano.
Mário Molinos, deputado municipal pela CDU, na reunião de Junho deste órgão autárquico, considerou um "exagero toda aquela riqueza de granito", bem como a lentidão das obras quando a época balnear já se iniciara, pedindo ainda informações sobre a ausência da Bandeira Azul nesta praia, depois deste galardão lhe ter sido atribuído, bem como a Moledo.
Júlia Paula, presidente do Executivo, respondeu-lhe então que não pretendia discutir a qualidade do projecto -"nem os materiais", assinalou- que inclui uma passadeira em madeira para peões desde a entrada da estrada até à foz.
Acrescentou que se tratava de um projecto que nascera em 2001, dentro de uma candidatura de requalificação do Camarido, Mata da Gelfa e a ponte sobre o rio Âncora
Concluída a intervenção na ponte da foz do rio Âncora, voltaram a apresentar uma nova candidatura para os outros dois locais e que veio a ser deferida agora pelo Ministério do Ambiente - a quem atribuem a responsabilidade dos respectivos projectos.
A Câmara suportará em mais de 25% os seus custos e disse haver prazos a cumprir.
Estas obras poderão ter implicado o adiamento da colocação da Bandeira Azul (será hasteada na próxima terça-feira), mas futuramente, permitirão que ela venha a ser concedida igualmente à praia de Âncora, assegurou.