Como é habitual, todos os turistas e forasteiros que quiserem visitar esta hospitaleira Vila, deverão saborear o celebrado Cabrito à Moda de Sanfins e a já famosa Sopa Seca, nos 23 Restaurantes do Concelho, que aderiram ao evento. O cabrito rei das grandes festas, criado nas serranias da Furna, nas puras pastagens de carqueja, do rosmaninho e do tojo bravo que conferem ao cabrito Valenciano sabores inigualáveis. Em Dia de Cabrito havia, também, Sopa Seca. São estas duas receitas, que trazemos ao conhecimento dos nossos comensais.
Matava-se o cabrito na véspera. Depois de limpo fica pendurado e dá-se-lhe dois banhos. Um logo que é morto, o outro mais tarde. O primeiro é mais forte, sobretudo na quantidade de vinagre e é com os seguintes ingredientes: vinagre, sal graúdo e alho esmagado. Esfrega-se muito bem o cabrito. O segundo banho é com os mesmos ingredientes mas, com menos quantidade de vinagre e acrescenta-se, ainda, um pouco de pimenta e vinho e, será também menos forte no sal. Continua pendurado para secar. No dia seguinte aquece-se o forno e faz-se um refogado com uma boa colher de banha, cebola, alho, salsa e deixa-se alourar a cebola. Deita-se "dois papéis de açafrão" e a água necessária para fazer o arroz, tendo em conta o líquido que o animal dá. Deixa-se ferver e deita-se o arroz, este deve ficar cozido e solto. Entretanto, mexe-se o cabrito com a carne gorda. Depois é colocado por cima do arroz. Vai duas horas ao forno de lenha. Ao tirar o arroz para fora, o cabrito entra novamente para o forno a fim de tostar a parte que ficou do lado do arroz. Neste momento, esfrega-se esta outra parte do cabrito com um pouco de carne de porco que dá muito bom gosto. Tira-se do forno à hora de ir para a mesa. Quando mato o cabrito costumo fazer a "sopa seca" para sobremesa, diz-nos D. Saudade Pedra.

E aí vai outra receita: Sopa Seca - Põe-se numa panela água a ferver e deita-se dentro um pedaço de carne gorda de porco e, mais ou menos, metade da cabeça do cabrito. Deixa-se ferver bem. Partem-se dois petins em fatias como para as rabanadas. Num alguidar ou assadeira de barro coloca-se o pão, sendo, camada de pão, camada de açúcar. Coa-se a água que deve estar a ferver, para uma cafeteira e adoça-se, adiciona-se à água dois "papéis de açafrão" e molha-se o pão até que fique bem molhado. Vai ao forno de lenha até alourar. Bom proveito. Que lhes preste, são os votos do Juiz da Confraria do Gastrónomos do Minho.
Animação: Exposição "Os Sabores de Valença" na Delegação de Turismo de Valença
Entrada gratuita nos Museus: Museu do Bombeiro (Largo 7 de Julho) /Museu Ferroviário (Estação dos Caminhos de Ferro) e Museu Rural de Taião (Tião).