A Câmara de Caminha, de acordo com um diagnóstico social já elaborado, está a preparar um Pano de Desenvolvimento Social (PDS) a submeter à apreciação do Conselho Local de Acção Social que reunirá no próximo mês.
Combater a pobreza e a exclusão social são os propósitos deste projecto, contemplando quatro áreas de actuação: Educação/Formação/Emprego; Equipamentos e Respostas Sociais; Toxicodependência /Alcoolismo e Habitação.
A planificação estratégica local não deixará de ter em conta as "orientações de programas a nível regional e nacional", por forma a "criar sinergias" tendo em vista uma prática "integrada e concertada" da acção social, evitando-se desperdícios de "informações e orientações".
Este PDS surge no seguimento das orientações da Rede Social concelhia, incluindo autarquias, entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, com a finalidade de erradicar ou atenuar a pobreza, através da promoção do desenvolvimento social.
Neste âmbito, a criação de um gabinete de atendimento às vítimas de violência doméstica, tem também como finalidade reintegrá-las socialmente e "melhorar as condições de vida dos grupos abrangidos".
O projecto, denominado "Recomeçar", foi objecto de uma candidatura ao Programa para a Inclusão e Desenvolvimento (PROGRIDE), cujo objectivo se circunscreve ao combate e orientações a dar às "disfunções e destruturações familiares" detectadas no concelho de Caminha, de modo a "melhorar as condições de vida dos grupos abrangidos".
Decorrente do referido Diagnóstico Social, maus-tratos, violência doméstica, alcoolismo e toxicodependência, patologia psiquiátrica, fragilidade económica e desigualdade de oportunidades, estarão na base da maioria das situações.
Durante o corrente ano, o município pensa ter em pleno funcionamento um "plano de intervenção" apoiado numa equipa multi-disciplinar que acompanhará a "criação de projectos de inserção das vítimas na vida activa, o apoio judicial e aconselhamento jurídico, bem como a criação de um espaço de acolhimento e uma equipa de intervenção em crise".
No caso deste projecto vir a ser aprovado pelo Ministério da Segurança Social, terá uma duração de 4 anos, em que a Câmara Municipal será a entidade promotora e o Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora o executor.