Foi entregue na Câmara de Caminha um abaixo-assinado subscrito por ancorenses, como forma de protesto pela forma como foi "desenvolvido sem possibilidade de conhecer e discutir de forma clara" o projecto do arranjo urbanístico da Praça da República, em Vila Praia de Âncora, presentemente em curso.
Alegam ser uma obra de "elevados custos" (mais de 500 mil euros) que irá perdurar por largos anos e marcará o centro da vila de forma indelével, lamentando que não tivesse sido apresentada uma maquete que "pudesse dar uma ideia clara do que irá ser a futura praça", permitindo ainda "contributos" dos munícipes para melhorar o projecto.
Criticam também a colocação de mobiliário "sem qualquer relacionamento histórico com o passado da praça" e a inexistência de alternativa ao trânsito a nascente, ao mesmo tempo que reivindicam a eliminação de veículos "neste espaço nobre".
Pedem ainda o "regresso do antigo fontanário" devidamente enquadrado com a sua envolvência.
A falta de informação e o não cumprimento de uma moção aprovada pela assembleia de freguesia local, recomendando uma calendarização do processo, a sua discussão pública e prioridade à abertura do nó de Erva Verde, foram igualmente salientadas na última reunião deste órgão autárquico.
No entanto, Manuel Marques, presidente da Junta, referiu que as recomendações do abaixo-assinado tinham chegado "um pouco tarde", levando a que o delegado Domingos Vasconcelos retorquisse que se isso sucedeu, foi porque "não nos deram elementos com antecedência".
Entretanto, a obra a concluir até final de Junho, contempla o alargamento da R. do Sol Posto (já executado) -incluindo a demolição um imóvel adquirido pela câmara- e dos passeios nas ruas 5 de Outubro e 31 de Janeiro, a reunificação da praça através da supressão do tráfico no seu eixo transversal e uma nova configuração do largo fronteiro à Capela da Sª da Bonança.