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CTT VOLTAM À CARGA
Os CTT poderão alegar a diminuição de receitas na estação de correios, após encurtarem o período de funcionamento, como forma de forçarem o encerramento definitivo desse posto, depois de já terem colocado alguns dos seus produtos à venda num comércio contíguo.
Perante esta situação de que Manuel Gordão, presidente da Junta, foi informado, voltou à carga junto dos delegados da Assembleia de Freguesia, pedindo-lhes que reconsiderem e autorizem o executivo local a negociar com essa empresa a mudança do posto dos correios para a sede da autarquia. Conforme a Junta já tinha tentado há cerca de um ano, os Correios acabaram por não passar a sua sede, devido à oposição da Assembleia de Freguesia e da população que chegou a manifestar-se junto do edifício, exigindo a sua manutenção. Manuel Gordão voltou agora a chamar a atenção para a necessidade de rever a decisão, voltando a alegar que a Junta receberia contrapartidas financeiras (450€/mês) e o tempo de abertura aos utentes seria alargado. Contudo, a Assembleia não deu um passo nesse sentido, antes preferindo manter a sua posição inicial. NINGUÉM DISSE QUE IA FECHAR
Joaquim Guardão, presidente da Assembleia, perguntou ao presidente da Junta se existia algum documento escrito remetido pelos CTT, informando do encerramento da estação, obtendo uma resposta negativa. Dessa forma, rejeitou especulações, contrariando ainda Manuel Gordão, quando este insistiu que tinha informações indiciando o fecho desses serviços públicos, ao responder-lhe que "eu tenho informações contrárias ao encerramento".
Esta polémica que voltou a agitar a assembleia, foi ainda aguçada quando o social-democrata Hilário Peres acusou a Junta de contribuir para a diminuição da procura dos serviços prestados pela estação dos correios (apenas durante a parte de tarde, mantendo-se em funcionamento pleno apenas em Agosto), ao levar a sua correspondência para a estação de Caminha. Esta acusação foi rejeitada por Manuel Gordão, afirmando que a sua autarquia utiliza habitualmente o posto de Moledo.
O assunto foi também abordado por Nazaré Afonso, eleita pela CDU, acusando o Estado de criar condições para o encerramento deste e outros serviços públicos, como sucedeu com a estação da CP. CÂMARA ATRASA-SE NAS AUTORIZAÇÕES Uma situação que está a preocupar a Junta de Moledo, é o atraso nas autorizações a conceder pela câmara para que as obras protocoladas entre si avancem. "Só faltam cinco meses para acabar o mandato e, desta forma, vai ser difícil acabá-las!", lamentou-se o autarca, dando como exemplo a pavimentação e alargamento para seis metros da Estrada do Real, até Vila Praia de Âncora, cuja adjudicação no valor de 50000€ ainda não se encontra concretizada. POSTO DE TURISMO PODERÁ SER ALUGADO Manuel Gordão vai contactar o presidente da Região de Turismo do Alto Minho, no sentido de obter autorização para alugar o espaço onde funciona no Verão o posto de turismo, uma diligência difícil do ponto de vista legal, admite o autarca, mas essencial, devido a que "funciona mal" e ter aparecido um particular interessado nesse espaço. RUA DO PRADO SEM SANEAMENTO
A existência de esgotos clandestinos na R. do Prado foi admitida por Manuel Gordão, presidente da Junta, além de haver pessoas que desentopem as suas fossas e despejam os dejectos em leiras, tendo aproveitado para criticar quem assim procede e a própria Câmara que não autoriza a circulação das cisternas na via pública, nem o transporte para a ETAR. O autarca socialista considerou "competir ao município resolver o problema", até porque o Rego das Preces já está afectado, chamando ainda a atenção da presidente da câmara para tal facto, "de três em três meses", recebendo como resposta que "vai fazer". Este caso levou o único residente presente na reunião, Guerra da Silva, a questionar a Junta sobre a competência da limpeza dos regos e linhas de água. Esse morador descreveu as diligências efectuadas por ele próprio junto de diversos departamentos estatais, no intuito de chegar a uma conclusão sobre as competências reais da sua limpeza, mas tal como se depreendeu da discussão gerada na reunião, todos chutam a bola de uns para os outros e nada se faz. Manuel Gordão referiu, a propósito, que os confinantes das margens das linhas de água têm a obrigação de proceder à sua conservação, mas como não existe fiscalização, nada funciona, além de tecer críticas às transgressões que vão para tribunal e "caem num poço sem fundo". No final, são as autarquias que limpam as linhas de água, dando como exemplo o rego da Joaninha. Como último recurso, lembrou as Brigadas de Protecção do Ambiente da GNR, que poderão intervir quando chamadas. Algumas deficiências denunciadas por Hilário Peres nas ruas das Andoreiras (pedras na via pública), Couto dos Santos (buraco no passeio) e João Silva (pedra na via pública), receberam as explicações pertinentes do chefe do executivo da coligação PS/CDU.
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