Das seis entidades bancárias convidadas pela Câmara Municipal de Caminha a apresentar propostas para a contracção de dois empréstimos de médio e longo prazo no montante de 6,6 milhões de euros, de acordo com a deliberação camarária de 5 de Agosto, apenas a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo propôs as suas condições, que foram aprovadas pela maioria socialista na reunião camarária de 2 de Setembro, com os votos contrários dos três vereadores do PSD.
O PSD, pela voz de Paulo Pereira, desmentiu Miguel Alves, quando este dissera na sessão de Agosto que existia um processo relativo ao pedido de empréstimo para aquisição das piscinas.
O eleito pelo PSD referiu que se tinham dirigido aos serviços camarários a fim de consultarem o processo, constatando a inexistência do mesmo, tendo-lhes sido entregue apenas um documento redigido na hora pelo Gabinete de Planeamento e Gestão (GPG), com valores desiguais.
Liliana Silva, vereadora social-democrata, disse não entender a informação prestada, nem como era possível avançar para um processo de contracção de empréstimo sem haver valores reais, porque os que lhes tinham sido apresentados "não batem certo".
Por tal motivo, não se admirava que os bancos se tivessem recusado a apresentar propostas, à excepção de um, vincou.
O PSD insistiu nas contradições do documento, que indicava que o accionista privado com 49% do capital da Caminhaequi (gestora das piscinas em parceria com a Câmara, esta detentora de 51% do capital) incluía no capital social as rendas em atraso por parte da Câmara, no valor de 1 milhão e 316 mil euros. Por seu lado, na contabilidade camarária, o valor em dívida no final de Julho registava 1,3 milhões de euros e apontando ainda para um adiantamento de 153.750€ concretizado no início do contrato.
Esse documento indica que o limite máximo deste empréstimo correspondia aos números referidos pelo próprio accionista privado, quando pediu crédito à banca (CGD) no valor de 3 milhões e 665 mil euros para executar a obra. Mais esclarece esse documento que o valor que vier a ser definido no final, será determinado pelo encontro de contas que apurará o montante verdadeiramente em dívida.
A questão do reembolso do IVA foi igualmente objecto de outra apreciação por parte de Paulo Pereira, concluindo ser "estranho" este processo de avaliação do empréstimo, porque, no seu entender, "os valores não são reais".
Liliana Silva opinou que as propostas de contracção dos empréstimos deveriam ser separadas, além de não concordarem com o processo da compra das piscinas por parte da Camara, assinalando ainda que havia fornecedores à espera que lhes pagassem as suas facturas há mais de dois anos.
Miguel Alves acredita no estabelecimento de um acordo com o sócio da Caminhequi, após ter existido um incumprimento do contrato durante seis anos, período em que a Câmara não pagou as rendas anuais no valor de 800.000/900.000€.