Josefina Covinha, presidente da Junta de Freguesia, exigiu ontem (Sexta-feira) à noite na reunião da Assembleia Municipal de Caminha, que procedessem à rectificação da localização das figuras rupestres classificadas (ou em vias de classificação, após publicação em Diário da República) pela Direcção Geral de Cultura do Norte, e que tinham sido anunciadas por Miguel Alves na reunião descentralizada de Vilar de Mouros de 30 de Janeiro, como estando situadas nesta freguesia.
A autarca pediu assim ao Estado que as novas figuras rupestres classificadas - já referenciadas na memória descritiva da folha correspondente a Caminha, da Carta Geologica de Portugal, registe-se - sejam "devolvidas" ao seu território verdadeiro, em Lanhelas.
Aproveitou para recordar "a luta árdua e heróica" travada pelos lanhelenses, Junta de Freguesia e Corema, na defesa daquele que é considerado por muitos arqueólogos como o "maior santuário de arte rupestre do noroeste peninsular", aquando do famigerado traçado do IC1-A/28 que ia pôr em causa esta "concentração" relevante das inscrições rupestres. A construção de um túnel - fruto da luta travada então contra o Governo e Câmara - evitou uma maior destruição deste património, recordou a autarca.
Josefina Covinha referiu que na véspera, tinha recebido uma cópia da Câmara Municipal de Caminha, indicando que esta autarquia já tinha solicitado ao Ministério da Cultura a rectificação das referências a Vilar de Mouros, uma vez que estas gravuras pré-históricas se situam em domínios lanhelenses.