A VERDADEIRA TRAGÉDIA DE PEDRO E INÊS | JANGADA TEATRO | ESTREIA NACIONAL - 13 DE NOVEMBRO - 20h00
ALMA | A TURMA - 20 DE NOVEMBRO - 20h00
NED KELLY | teatromosca - 27 DE NOVEMBRO - 20h00
SINAIS DE PAUSA | COMPANHIA PAULO RIBEIRO - 4 DE DEZEMBRO - 20h00
AMADO MONSTRO, COM MARCANTONIO DEL CARLO E JOÃO DIDELET | 5 DE DEZEMBRO - 20h00
Independentemente de todas as adaptações a que está obrigado, no cumprimento da legislação em vigor para a prevenção da Covid-19, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, o equipamento de referência no Alto Minho para as áreas do Teatro e da Dança, continua a apresentar todos os espetáculos que estão previstos na respetiva programação, com toda a segurança e certo que a solidariedade do público para com o sector da Cultura, mais do que nunca, é e continuará a ser uma garantia.
A 13 de Novembro, às 20h00, em Estreia Nacional, A Verdadeira Tragédia de Pedro e Inês, pela Jangada Teatro, com dramaturgia de criação colectiva e encenação de John Mowat.
A peça começa com o nascimento do Infante Dom Pedro, filho do Rei Dom Afonso IV e da Rainha Dona Beatriz. Quando Pedro era ainda um menino já tinha o seu casamento arranjado com Dona Branca. Falhado o arranjo político, o Rei Dom Afonso encontra nova mulher para o seu filho e, desta vez, a eleita foi Dona Constança Manuel. Junto com Dona Constança veio também a sua fiel dama de companhia, Inês de Castro. Quando o Infante Dom Pedro viu esta última, estava iniciado o mote para a mais bela e trágica história de amor de Portugal.
Alma, pela A Turma, sobe à cena no dia 20 de Novembro, também às 20h00, com texto e encenação de Tiago Correia.
Alma é uma peça sobre a juventude, a solidão e a possibilidade de confiança na amizade e no amor. A importância de que se revestem os laços familiares e a transmissão de valores entre gerações são alguns dos temas abordados.
É retratado um episódio de viragem na vida conturbada de um adolescente. Impossibilitado de se mover após um acidente, um rapaz passa os dias no sótão da casa dos avós, a olhar pela janela. As visitas do amigo, da namorada e de uma desconhecida vão precipitar a revelação do que verdadeiramente aconteceu.
Foi distinguida com o Grande Prémio de Teatro Português SPA 2018. O júri realçou a qualidade da obra: as personagens apresentam-se com uma autenticidade surpreendente, num texto que dirige um olhar lúcido e questionador sobre a futilidade do mundo contemporâneo.
No dia 27 de Novembro, igualmente às 20h00, uma co-produção internacional para apresentar Ned Kelly, pelo teatromosca, uma criação de Pedro Alves, Paulo Castro e Paulo Furtado/The Legendary Tigerman, numa coprodução do teatromosca com a companhia australiana Stone/Castro e São Luiz Teatro Municipal, com estreia marcada para 17 de Novembro, no AMAS - Auditório Municipal António Silva.
Edward "Ned" Kelly foi um dos mais famosos fora-da-lei australianos e a sua vida inspirou aquela que é reconhecida como a primeira longa-metragem ficcional da História do Cinema, de que hoje só resta uma cópia restaurada de 17 minutos. Já muito se escreveu sobre Ned e o seu gangue, ora retratado como o mais influente ícone cultural australiano, capaz de inspirar inúmeros trabalhos artísticos, ora como um assassino desmerecedor do estatuto de herói. O espetáculo que o teatromosca apresenta baseia-se tanto na história de Ned Kelly como nas histórias produzidas a partir da lenda que rodeia ainda a sua vida, assente num dispositivo vídeo-cenográfico que privilegia a simultaneidade da captação e transmissão de imagens em cena, realizadas e editadas em direto, complexificando a textura espac?o-temporal do evento teatral.
Muito provavelmente, em 1854, terá nascido Edward "Ned" Kelly, um dos mais reconhecidos "fora-da-lei" australianos, que ganhou um certo estatuto lendário por ter desafiado as autoridades coloniais. Em junho de 1880, entrincheirado num hotel, Ned e o seu gangue improvisaram armaduras de ferro que lhes cobriam o peito e a cabeça e enfrentaram a polícia num tiroteio que durou 12 horas e só acabou com a morte de todos os outros membros do grupo de marginais, exceto Ned Kelly, que foi preso depois de ter sido atingido com 28 tiros nas pernas e de ter enfrentado sozinho cerca de 50 agentes. Em 1906, foi realizada aquela que é reconhecida como a primeira longa-metragem ficcional da História do Cinema, "The Story of the Ned Kelly Gang", inspirada na vida desta mítica personagem.
A Dança Contemporânea será apresentada a 4 de Dezembro, às 20h00, pela Companhia Paulo Ribeiro, com o espetáculo Sinais de Pausa, com conceito, coreografia e interpretação de São Castro e António M Cabrita, numa coprodução Teatro Viriato, Viseu; Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; Casa da Criatividade/Câmara Municipal de São João da Madeira, que estreará esta sexta-feira, 13 de Novembro, no Teatro Viriato, em Viseu.
Sinais de Pausa marca o regresso dos coreógrafos/bailarinos São Castro e António M Cabrita à interpretação. Um dueto, coreografado pelos próprios, que procura questionar como o corpo reage ao tempo e como a memória física de que somos feitos se torna matéria visível em palco.
Para esta criação, os coreógrafos deixam-se inspirar pelo universo da escrita de José Saramago. As fragilidades e contradições do ser humano, a invocação do passado com um olhar no presente, o diálogo que é presença constante no interior da instância narrativa, o tempo comparado a um harmónio, a desordem revolucionária do uso da pontuação - ponto final e vírgula - como o próprio gosta de chamar: sinais de pausa.
O corpo em ação, veículo de escrita coreográfica traduzida em movimento atlético e perspicaz, poético e de gesto simples. O corpo como o mundo. Como Saramago o vê: "O mundo tem muito mais para me dizer do que aquilo que sou capaz de entender. Daí que me tenha de abrir a um entendimento sem baías, de forma a que tudo caiba nele".
Ponto final.
Voltando ao teatro, no dia seguinte, 5 de Dezembro, de novo às 20h00,João Didelet e Marcantonio Del Carlo, responsáveis pela tradução, adaptação, encenação e interpretação, trazem-nos Amado Monstro, de Javier Tomeo.
Esta peça é a adaptação da obra com o mesmo nome, do reconhecido romancista espanhol Javier Tomeo.
Retrata a vivência de um homem que, subjugado pela mãe, só aos quarenta e sete anos se candidata ao seu primeiro emprego, guarda noturno da garagem de um banco. Durante a entrevista, liderada pelo diretor de recursos humanos, os dois homens descobrem que ambas as mães são possessivas, criando uma empatia pouco esperada neste tipo de situações. Porém, ambos têm algo a esconder, seja no seu passado, seja no presente.
Contudo, a programação do Teatro Diogo Bernardes não se fica por aqui e trará espetáculos de teatro infantil e juvenil e de música, de que daremos informação detalhada oportunamente, mas que aproveitamos para divulgar.
O teatro para a infância e a juventude contará com o espetáculo para bebés Branco - Teatro para Bebés e Não Só, pela Estação das Letras, a 1 de Dezembro; Flautista de Hamelin - O Musical, pelo Teatro Bocage, a 12 de Dezembro; e Pinóquio, pela Jangada Teatro, a 19 de Dezembro.
Na música, serão muitos os concertos: André Henriques, dos Linda Martini, apresenta Cajarana, a 16 de Novembro; Afonso Cabral, dos You Can't Win, Charlie Brown, traz-nos Morada, a 23 de Novembro; Cati Freitas, na voz e piano, a 28 de Novembro; Rui David, com Contraluz, a 30 de Novembro; e Tiago Bettencourt, a 11 de Dezembro, todos às 20h00.
O Há… Jazz no TDB - Teatro Diogo Bernardes, em parceria com a Escola de Jazz do Porto, tem espetáculos marcados a 25 de Novembro, 9 e 23 de Dezembro, às 20h00 e o Concerto de Natal, na Igreja Matriz de Ponte de Lima, a 18 de Dezembro, em horário a anunciar, na sequência da residência artística anual Encontro de Música Medieval de Ponte de Lima | Caminho Português de Santiago, na quarta edição, apresentará Judicii signum | Profecias, canções e danças do Natal medieval, a cargo do Ensemble na Rota do Peregrino.
Conforme as alterações que vierem a ser impostas pelas autoridades governamentais e sanitárias, as datas e horários referidos poderão sofrer as necessárias adaptações.
Depois de anunciar que todos os espetáculos noturnos a realizar até ao final do ano serão às 20h00, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, no cumprimento do decretado relativamente ao recolher obrigatório nos próximos fins-de-semana, irá apresentar os espetáculos agendados para os sábados nas segundas feiras imediatamente seguintes.
Assim, os concertos de André Henriques, dos Linda Martini e de Afonso Cabral, vocalista dos You Can't Win, Charlie Brown, em que os dois músicos irão apresentar os seus trabalhos em nome próprio, Cajarana e Morada, terão lugar, respetivamente, nos dias 16 e 23 de Novembro, ambos às 20h00.
O Teatro Diogo Bernardes prossegue, desta forma, o seu trabalho de Serviço Público de Cultura, adaptando-se à realidade dos tempos, com toda a segurança e condições necessárias para receber os espectadores, esperando dos mesmos a solidariedade para com o sector cultural, que tanto está a necessitar do ânimo e apoio dos consumidores e apreciadores de espetáculos e outros ventos culturais.
Deixamos, por isso, o desafio para os próximo concertos, não esquecendo os espetáculos de teatro que serão apresentados nas próximas sextas-feiras, de igual modo, às 20h00: a Estreia Nacional de A Verdadeira Tragédia de Pedro e Inês, pela Jangada Teatro, com encenação de John Mowat, a 13 de Novembro e Alma, pela A Turma, com texto e encenação de Tiago Correia, a 20 de Novembro.
André Henriques | Cajarana | 16 de Novembro | 20h00 | 6,00€
André Henriques é absolutamente um nome imperdível no panorama da música portuguesa da atualidade. Com uma carreira consistente com a sua banda Linda Martini, André Henriques tem-se destacado pelo cuidado na escrita de canções, pela forma como subverte os alicerces da música pop, o seu constante namoro com o fado e a canção portuguesa e pelas suas letras emotivas e contundentes que encontraram eco numa geração que se apaixonou novamente pela música portuguesa. Para além da sua banda de sempre, o autor tem-se dedicado nos últimos anos à escrita de canções para outros intérpretes, como Cristina Branco, e pelas prolíferas colaborações com Rui Carvalho (Filho da Mãe). O fado já o puxou para a escrita, através de Cristina Branco, por exemplo. O ano de 2020 apresenta o disco de estreia a solo. O álbum conta com produção de Ricardo Dias Gomes, músico brasileiro que tem colaborado com Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto ou Jesse Harris. Neste primeiro disco a solo André estende a sua identidade, partindo sempre do texto para criar um universo musical muito próprio recheado de histórias que nos prendem até à última sílaba.
Fafe, Vila Real, Gafanha da Nazaré, Ponte de Lima, Alcains e Lisboa são os locais que recebem "Cajarana", o álbum de estreia de André Henriques. O concerto arrancaram em Outubro e estendem-se até Dezembro, e pelo meio o músico está em residência artística, em mais uma surpresa a partir do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima - Minho In, conforme já foi divulgado, entre 7 e 13 de Dezembro.
"Cajarana" (Sony Musico Portugal) subiu pela primeira vez a palco em Julho de 2020 no Theatro Circo (Braga). Agora é a vez de André Henriques apresentar as suas canções um pouco por todo o país, culminando com o concerto no Capitólio (Lisboa), no dia 10 de Dezembro, previamente agendado para Abril.
"E de Repente", "Casa na Praia" e "As Melhores Canções de Amor" foram as três primeiras canções de avanço de um disco que foi editado em Março de 2020 e que arrancou os mais variados elogios da imprensa nacional, como o exemplo de Gonçalo Frota (Público): "Cajarana é mais um gesto de liberdade e de arrumação do passado. De alguém que podendo esconder-se, desta vez decidiu (e bem) mostrar-se."
Nas palavras do autor:
"É um exercício de humildade, fazer canções simples sem cair na tentação de as limar e as reescrever vezes sem conta. É um disco de impulso que quer expôr a fragilidade das canções. Como se elas exigissem o cuidado de quem escuta para não se partirem antes de chegar ao fim."
Sobre o 1º single:
"E de repente" é a primeira canção do álbum a solo de André Henriques. Chega-nos sem aviso, porque foi também de repente que lhe apeteceu fazer um disco e de repente o compôs e gravou. É um filme sem refrão, uma canção sem trailer, uma história de amor improvável.
Afonso Cabral | Morada | 23 de Novembro | 20h00 | 5,00€
Mais conhecido pelo seu trabalho enquanto vocalista dos You Can't Win, Charlie Brown, Afonso Cabral revelou em 2019 o seu primeiro disco em nome próprio e em português. Elemento habitual da banda que acompanha Bruno Pernadas em palco, estreou-se na escrita de canções a solo com o tema "Perto", interpretado por Cristina Branco. Escreveu com Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout) a canção "Anda Estragar-me Os Planos" para o Festival da Canção - tema que foi alvo de uma nova versão por Salvador Sobral e, mais tarde, Tim Bernardes. A primeira apresentação ao vivo do álbum aconteceu no Bons Sons e num formato intimista que convidou a escutar com maior atenção a voz e as palavras de Afonso Cabral. No final do ano passado, o músico levou ao palco do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a formação de 14 elementos que gravou "Morada". A convite da Antena 1, revisitou o tema "Ai Mouraria" no disco de homenagem a Amália Rodrigues, "Com Que Voz".
"'Morada' é um disco de belíssimas canções que não têm medo de crescer, criando um curioso mundo quase paradoxal de canções íntimas e solitárias pejadas de ideias e de gente"
Gonçalo Frota - ÍPSILON (Público)
No Teatro Diogo Bernardes irá apresenta a estreia ao vivo do formato septeto:
Afonso Cabral - voz e guitarra
António Vasconcelos Dias - teclados
David Santos - baixo
Inês Sousa - voz
João Correia - bateria
Margarida Campelo - voz
Pedro Branco - guitarra eléctrica
Bilhetes à venda no Teatro Diogo Bernardes e em teatrodiogobernardes.bol.pt