O "urban sketcher" Eduardo Salavisa, que "desenhou a Caminha autêntica", como destacou o presidente da Câmara Municipal de Caminha Miguel Alves, aquando da apresentação do "Caderno de Caminha" em Maio de 2018, na Biblioteca Municipal, faleceu em Lisboa no passado dia 7, devido a doença cancerosa.
Este pequeno caderno com 70 desenhos editado pela Câmara de Caminha, "representa Caminha neste início do século XXI, admiravelmente descoberta por Eduardo Salavisa", escreveu o historiador Paulo Torres Bento no seu prefácio.
O C@2000 esteve presente no lançamento deste conjunto de desenhos (ao contrário de outros órgãos de referência) que disponibilizaram "um mapa único" da vila, destacou Miguel Alves no prefácio do pequeno caderno, em que "Caminha mostrou-se vaidosa para um novo namorado, agora dança orgulhosa nas mãos de quem a ama", acentuou o autarca.
As 70 anos, desapareceu um percursor do movimento "urban sketchers" em Portugal e fundador da associação com o mesmo nome, um artista da arte na rua que nos deixou estes "registos" recolhidos em Caminha e que por cá conviveu com muitas pessoas (algumas delas retratadas neste caderninho) e partilhou a sua experiência com alunos e professores da Escola Secundária de Caminha, como o próprio acertadamente a apelidou.