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Seixas

Lar de S. Bento reduz número de infectados

Manuel Vilares, presidente do Centro Bem Estar Social de Seixas (vulgo, Casa de S. Bento) referiu-nos que a situação do Lar "está bastante melhor", no que ao surto de Covírus se refere, existindo agora apenas oito casos de utentes positivos e sete funcionários que se encontram de quarentena em casa, sendo que quatro já poderão regressar ao trabalho, de acordo com uma nova normativa da DGSaúde.

Contudo, a situação dos trabalhadores infectados foi alterada relativamente à prática que vinha sendo seguida até agora.

Dantes, os funcionários infectados permaneciam 14 dias confinados em casa, controlados pela GNR e sujeitos a multas, e deveriam fazer novo teste antes da terem alta.

De acordo com nova normativa saída a 14 de Outubro, e que tem suscitado controvérsia, uma pessoa infectada deverá ficar em quarentena 10 dias, sem controle das autoridades policiais, e se nos últimos três dias não tiverem sintomas, poderão ter alta sem a realização de qualquer teste.

Contudo, no Lar de Seixas, os testes são repetidos aos 10 dias, podendo ficar mais 10 dias de baixa, mesmo que tivessem passado os 20 dias sem sintomas.

"Aplicação complexa"

Manuel Vilares considera de difícil aplicabilidade a nova normativa, relativamente à qual teme haver risco de se mandar trabalhar quem esteja assintomático e poder infectar os que se relacionarem com eles.

Apontou o caso de uma funcionária a quem foi dada alta aos 10 dias, sem a realização de testes, mas que não se sente bem porque se apercebe da repulsa das pessoas na rua, e ela própria teme pela saúde das próprias colegas de trabalho.

Por outro lado, de acordo com as normativas, só é possível admitir um utente novo no Lar, se tiver um teste negativo, mesmo que se encontre encamado "e que, portanto, não infecta ninguém", mas um profissional já pode ir trabalhar ao fim de 10 dias se não tiver sintomas, sem necessidade de realizar teste, o que considera incongruente.

No caso actual, dos sete funcionários que permaneceram confinados nos seus domicílios, quatro já podem ter alta ao fim de 20 dias, sem necessidade de testes.

Manuel Vilares referiu ainda que recusaram uma brigada de apoio (dois auxiliares e dois enfermeiros) enviada pela Segurança Social, por não possuírem formação e não terem realizado testes. Presentemente, o Lar não admite mais utentes, apesar de terem falecido três, por uma questão de gestão, face às baixas de funcionários.

O Lar de S. Bento possui presentemente 52 utentes, embora tenha capacidade para 58, apoiados por 27 funcionários a lidar diariamente com os internados, de entre os 47 trabalhadores existentes no seu quadro.



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