O Dia 9 de Novembro, Dia da Comunidade Seixense, não terá comemoração especial este ano, devido à pandemia, acordaram os eleitos locais reunidos no passado dia 24 de Setembro.
É mais uma vítima da anormalidade que o concelho de Caminha vive, obrigando ao cancelamento de inúmeros eventos e festas, como assinalou Rui Ramalhosa, presidente da Junta de Freguesia, quando os delegados foram chamados a pronunciarem-se sobre o que fazer este ano.
O autarca socialista foi de opinião de que não se deveria fazer nada de especial nessa data, atendendo às circunstâncias excepcionais actuais, apontando apenas a celebração de uma missa.
O PSD na oposição, concordou com o cancelamento de iniciativas que congreguem alguma gente, mas "não devemos esquecer o dia", vincou António Rodrigues, sugerindo a realização de algo através das redes sociais.
Cuidados para que possamos continuar a trabalhar
Esta situação que Seixas, o concelho de Caminha, o país e todo o mundo enfrentam, obriga a que os responsáveis políticos a todos os níveis debatam a melhor forma de proteger as comunidades.
Os presidentes da Junta de Seixas e da Câmara Municipal reuniram-se recentemente e debateram a melhor forma de encarar este surto pandémico, que, previsivelmente, poderá entrar pelo novo ano, forçando à continuação de proibições e realização de actos com público reduzido, devendo haver "cuidado com as festas e ajuntamentos para que "não nos estraguem as vidas", alertou Rui Ramalhosa, e seja permitido que "continuemos a trabalhar".
Uma seixense no Governo
A nomeação da seixense Marina Sola Gonçalves para o cargo de secretária de Estado da Habitação "é uma honra para Seixas", sublinhou nesta reunião João Gonçalves, presidente da Assembleia de Freguesia, em que o facto não poderia ficar esquecido, no que foi corroborado pelos demais autarcas.
Freguesia tem de beneficiar dos fundos comunitários
Perante a existência de fundos comunitários para diversas áreas e planos de desenvolvimento previstos para Portugal a fim de fazer frente à crise económica, o delegado social-democrata Nuno Cardal interpelou a Junta de Freguesia sobre a forma como poderia Seixas beneficiar deles, instando o Executivo local "a fazer o seu trabalho" nesse sentido.
Em resposta, Rui Ramalhosa deu conta de que tem insistido junto do presidente da Câmara para "finalizar a rede de esgotos" e prolongar a ecovia desde o cais de S. Bento até Pedras Ruivas.
O arranjo dos caminhos da Costa e da Rocha estão dependentes de orçamentos, anunciou o presidente da Junta, a fim de avançar com as obras no próximo ano, contando para o efeito com a colaboração de um morador.
Gás natural chegará de Vila Nova de Cerveira
A chegada do gás natural a Seixas é outro desiderato dos seus habitantes, o que motivou o mesmo delegado do PSD a solicitar informações sobre este processo, obtendo como resposta que a tubagem virá do norte, desde Vila Nova de Cerveira, cabendo ao Município de Caminha informar sobre a forma como tudo decorrerá e quais as artérias que terão cesso a esta rede mais rapidamente.
As lombas do descontentamento
Se na Gaiosa e na Rua de Stº António os seixenses exigem que sejam retiradas as lombas do pavimento provocadas pelas raízes das árvores que existiam junto à estrada, árvores estas, entretanto já cortadas, na Av. das Faias os moradores vêm reivindicando a colocação de lombas a fim de diminuir a velocidade dos veículos circulantes, bem como o arranjo dos passeios e encaminhamento de águas.
António Rodrigues voltou a insistir nestes assuntos e o seu colega Nuno Cardal chamou a atenção para as filas de carros criadas aos fins-de-semana de verão devido aos semáforos, "chegando as bichas até Caminha".
Estes temas recorrentes mereceram novamente explicações do presidente da Junta, começando por recordar que as vias são da responsabilidade da Câmara Municipal, mas, apesar disso, já tem falado com o presidente do executivo sobre estas situações, nomeadamente as raízes que são um perigo, devendo haver uma intervenção, opinou.
Semáforos continuam a complicar
Relativamente aos semáforos, admitiu que eles existem para servir o lugar de Coura e que este Verão não houve tantas complicações como em épocas anteriores, devido a ter diminuído o trânsito. Alertou que se fossem colocados os sinais intermitentes a funcionar, os condutores provenientes deste lugar teriam dificuldades em aceder à N13.
Referiu ainda que há um funcionário da empresa que "vive lá" e é quem manda pôr os semáforos a funcionar.
Sem pretender "fazer crítica destrutiva" e assegurando que "estamos, aqui para colaborar", asseverou António Rodrigues logo a abrir a série de interpelações ao Executivo local, avançou com mais pedidos de esclarecimento sobre diversas situações, como os problemas com a limpeza de ruas, verificando-se a existência daquilo que classificou de "palha seca" devido à utilização de pesticidas, sugerindo meios mecânicos para cortar as ervas.
A oposição chamou ainda a atenção para a falta de higiene nos contentores e para o lixo acumulado junto destes recipientes, como denunciou Nuno Cardal.
"Já vi contentores na Deveza lavados e todos sujos no dia seguinte
As férias a que os funcionários da Junta têm direito (e só possuem dois para esse fim), obstam a que nem tudo corra como ao desejado no período de verão, defendeu-se Rui Ramalhosa, embora apenas uma pequena parte de freguesia é que não se encontra limpa, contrapôs. Manifestou ainda incapacidade para recrutar funcionários na freguesia para executar esse serviço.
Revelou que os contentores são lavados duas vezes por semana e considerou "uma falta de civismo" que as pessoas continuem a despejar monstros junto deles, ao invés de telefonarem para a empresa a fim de combinar a sua recolha.
Marina vai sendo aterrada
A marina da marginal vem sendo aterrada com entulho proveniente do desaterro realizado no antigo campo de futebol, explicou o autarca, que evidenciou ainda necessidade de recolher a lenha existente no monte que têm cortado. O abandono de um carro (ou parte dele) no monte, foi também objecto de reparo da oposição.
Embora seja tema repetitivo, as deficiências na luz pública mantêm-se como uma constante, dando como exemplo Nuno Cardal a situação nas Pedras Ruivas, problema que todas as juntas se veem incapazes de solucionar a seu contento e dos seus fregueses, referiu o presidente da Junta.
Cruzeiro derrubado já foi substituído
O cruzeiro derrubado junto à N13 foi substituído e o PSD quis saber o que foi feito aos destroços do primitivo, respondendo o Executivo que as pedras não foram utilizadas porque não tinham qualquer valor histórico.
A oposição elencou ainda uma série de pormenores, como um muro existente no Castanhal, situação já denunciada à Câmara, explicou a Junta, ou um problema na Rua da Presa, bem como a situação do Bar do Rio, respondendo o presidente da Junta que lhe tinham dito que iria encerrar definitivamente.