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Âncora

Junta de Freguesia empenhada
na recuperação da ponte Eiffel

O Executivo autárquico de Âncora exorta todos os ancorenses a subscrever uma petição pública dirigida à Assembleia da República, para que a antiga travessia do rio Âncora que ligava as duas margens, da autoria do arquitecto Gustave Eiffel, regresse ao local original ou próximo e se torne "num memorial da nossa história ferroviária e do génio que a criou", justificação dada nesse pedido dirigido ao Parlamento português.

Esta estrutura em ferro foi retirada do local primitiva nos anos 80, após ter sido construída uma nova travessia sobre o rio Âncora, e entregue pela CP à Câmara Municipal de Póvoa de Lanhoso para que a instalasse num rio que atravessa esse concelho.

Contudo, o material que constituía essa ponte nunca viria a ser utlizado na travessia sobre esse rio, tendo o Município optado por uma estrutura em betão, e decidindo colocar as peças em ferro da velha ponte Eiffel sobre o rio Âncora numa indústria metalúrgica dessa localidade.

Assim, a Junta de Freguesia de Âncora tem diligenciado junto da Estruturas de Portugal para que seja possível reavê-la e recolocá-la, conforme informou António Brás na última reunião da Assembleia de Freguesia (AF), em que insistiu na importância da adesão a esta petição on-line que ainda decorre.

Loteamentos e açudes

O autarca ancorense também deu conta aos delegados que tinha reunido com o vereador Guilherme Lagido a fim de resolver algumas situações resultantes de loteamentos, bem como discutiu a inspecção dos açudes, e aproveitou esta sessão para dar conta aos eleitos de Âncora de que um ancorense ("o senhor Quintas") tinha procedido à limpeza de um terreno público com uma área considerável, facto que elogiou.

Obra da Rua do Calçadão concluída

A empreitada de remodelação da Rua do Calçadão e artérias adjacentes - como é o caso da travessa com o mesmo nome - encontram-se concluídas, disse António Brás em resposta a uma interpelação da delegada social-democrata Idalina Fernandes, estando apenas pendente parte da Rua do Pavilhão.

Livro de reclamações em causa

A Junta de Freguesia possui um formulário desde 2010 que "não é taxado", sublinhou, no qual os fregueses podem transcrever as suas queixas e reclamações, facto que não sucedia no passado, recordou, porque "nós não temos nada a esconder", garantiu.

Contudo, a partir de agora, já existe um livro de reclamações formal, garantiu (e foi exibido), em resposta a um pedido de esclarecimento da mesma delegada, que relatou um episódio verificado com uma pessoa que exigiu esse livro, e como não lho foi exibido, chamou a GNR.

Estas explicações não foram suficientes para a delegada da oposição, acusando a Junta de "se esconder por detrás dos formulários", considerando o livro de reclamações "um instrumento válido" e insistindo que "reclamar é ajudar a melhorar".

Esta polémica levou o presidente da Junta socialista a recordar que quando a autarquia era dominada pelo PSD nem existia uma coisa nem outra.

E, quando abordou a situação positiva das contas 70.000€ da sua autarquia, António Brás referiu que esse valor só tinha sido possível, porque tinham recebido parte (20.000€) da dívida total de 120.000€ de uma penhora executada aos bens do anterior presidente da autarquia, resultado de processos judiciais de mandatos em que o PSD era maioria.

Delegada do PSD quer tranches a horas

A Junta de Freguesia voltou a ver aprovada em AF um contrato inter-administrativo a celebrar com a Câmara Municipal relativo aos transportes escolares, uma vez que esta autarquia, a exemplo das demais, procede às deslocações dos alunos para os estabelecimentos de ensino e regresso a casa.

O facto de as transferências camarárias relativas à primeira tranche só acontecerem em Novembro, motivou um protesto da delegada Idalina Fernandes, por entender que deveria ser paga logo em Setembro, aquando do início do ano escolar, não encontrando razão para que o Município retenha as verbas.

Este facto, levou-a a protestar pela compra de um pacote de chamadas no valor de 10.000€ sem cabimentação, destinados a que os trabalhadores camarários votassem num concurso, sem que tal decisão tivesse sido desmentida, acrescentou.

Embora concordando com a ideia de que os pagamentos deveriam ser actualizados, António Brás desafiou a delegada a candidatar-se à Câmara Municipal, e no caso de vencer, que reivindique esses pagamentos.

António Brás recordou ainda que o Orçamento para 2020 foi aprovado em 2019 e que a pandemia atrasou tudo, a par de acreditar que deverá ser "reconsiderado" este plano com 181 dias de aulas previstas.


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