TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor
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THE DARK SIDE
Foi concluído o acordo de parceria, com a União Europeia, para combater a crise provocada pela pandemia. Foi anunciado que Portugal vai receber uma "pipa de massa", da qual 15.000.000 (quinze mil milhões), a fundo perdido.
De imediato, os "beneficiários" do costume agitaram-se, num enorme frenesim.
Sem perder tempo, a Corrupção, o Clientelismo, o Desperdício, o Amiguismo e os seus representantes, organizaram uma cimeira, devidamente assessorados pelos facilitadores e spin doctors.
Decidiram promover um think tank (laboratório de ideias), com o objectivo de provocar vários brainstorming (tempestade de ideias).
"Mas que modernices! Para quê complicar o que é fácil e o que sabemos fazer melhor que ninguém: gastar o máximo, no mínimo tempo, em proveito de muito poucos?", resmungou um dos participantes.
"Temos de inovar e dar um ar atractivo e criativo aos planos e programas que darão luz verde à vinda do dinheiro", logo atalhou um spin doctor. E acrescentou, para esclarecer: "um brainstorming é uma actividade desenvolvida para explorar o potencial criativo de um indivíduo ou grupo colocando-a ao serviço de objectivos pré-determinados". "Aqui entre nós, todos sabemos que se trata simplesmente de meter a mão na massa". Sublinhou, para a tranquilidade de todos.
"São palavras malditas o Rigor, a Transparência e o Planeamento", sentenciaram , em uníssono.
"Não podemos repetir os deslizes nos esquemas da formação profissional, financiados pelos milhões do Fundo Social Europeu - FSE".
"Não podemos permitir que alguns beneficiários deslumbrados apareçam com Ferraris novos, ou com os "Jipões", afinal estamos na era dos paraísos fiscais e contas offshore".
"Não nos podemos pôr a jeito e ficar sujeitos às acusações torpes e injustas daquele holandês, de nome impronunciável, que afirmou que os portugueses gastavam o dinheiro europeu em copos e gajas".
"Porque andamos todos ao mesmo e porque a nossa zona de conforto é a penumbra dos bastidores, proponho que as nossas reuniões tenham como música de fundo Money, dos Pink Floyd, do álbum The Dark Side of the Moon." Rematou um dos facilitadores, com ar triunfal.
"Não podemos falhar. Mais uma vez, Portugal depende de nós para conseguir ter uma excelente taxa de execução dos planos", atalharam todos, com elevado sentido patriótico.
Positivismo científico e subjetivismo filosófico
Considerar-se-á, ao longo deste trabalho, uma complementaridade solidária entre Filosofia e Ciência, esta no âmbito das Ciências Sociais e Humanas, com relevância para as Ciências da Educação, com o objetivo de sensibilizar não só entidades e instituições, como também os cidadãos individualmente considerados, para a pertinência e vantagens na apreensão, desenvolvimento e consolidação dos conhecimentos teóricos e práticos que ao longo da vida todos têm que ir adquirindo. ( ). Também o homem tem de proceder à sua própria globalização interna, estruturando-se e adaptando-se aos novos tempos, destes novos século e milénio que, apesar de tudo, se desejam de felicidade.
A indiferença que alguns setores, mais renitentes à mudança, ainda manifestam, deve ser substituída por uma abertura ao mundo global, de forma a facilitar o melhor aproveitamento das sinergias dos tecnocratas positivistas e dos pensadores idealistas.
Positivismo científico e subjetivismo filosófico, não são incompatíveis e, a moderá-los, envolver-se-ão as Ciências Sociais e Humanas na interdisciplinaridade com as Ciências da Educação: umas com mais objetividade e rigor quantitativo; outras com menor objetividade, mas maior rigor qualitativo.
O homem transporta em si três mundos: o material, com todo o peso da natureza; o imaterial com a profundidade dos seus sentimentos, emoções e personalidade própria e o artificial resultante de tudo quanto ele vai construindo. O novo cidadão saberá edificar um mundo artificial, mais verdadeiro e mais justo.
A construção deste novo mundo artificial, em nada prejudica as realidades concretas, visíveis e palpáveis que a todos envolvem e, nem sequer menoriza a Natureza circundante, da qual o próprio homem também é parte integrante.
Este mundo, o artificial, construído com a inteligência e habilidade humanas, permitirá ao cidadão, adaptar a própria Natureza, e muitos dos seus elementos às necessidades humanas, o que implica, por parte da sociedade: uma predisposição para novos princípios e valores; novos rituais, formas de vida e paradigmas, sem que isso interfira numa eventual e hipotética perda de dignidade, bem pelo contrário, quanto mais o homem inovar e produzir, tanto melhor poderão ser a sua qualidade e nível de vida.
Por tudo isto, filósofos e cientistas da educação, estudiosos das coisas imateriais, defendem neste trabalho: a imprescindibilidade do contributo da Ciência; a indispensabilidade da eficácia da técnica e da tecnologia, na formação deste novo cidadão; porque, pese, embora, uma cada vez maior fragmentação da Ciência, na verdade o que acontece é que a sociedade tem de estar preparada para conjugar os conhecimentos em função dos objetivos que pretende atingir, na medida em que: "Construir sociedades abertas à inovação é o caminho certo para responder ao desafio da globalização. A inovação é o facto que permite pôr o conhecimento ao serviço do desenvolvimento, sem a inovação o conhecimento tende para a esterilização. Uma sociedade que não está desperta para a inovação, não só perde o seu capital de saberes e de experiências, como tende a perder os seus recursos humanos mais qualificados." (MARTINS, 2003:14).
Bibliografia
MARTINS, Álvaro, et al. (2003). Estudo sobre o Impacto das Novas Tecnologias da Informação na Criação e supressão de Emprego, Lisboa: Observatório do Emprego e Formação Profissional, /I.E.F.P. - Instituto do Emprego e Formação Profissional.
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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha Crónica Política (1906 - 1913)
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Autor: Paulo Torres Bento
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O Estado Novo
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Organização e estudo biográfico do autor
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