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Vilar de Mouros

Recuperação da Casa Paroquial gera polémica

Conselho Económico demite-se

Obra iniciada sem autorização do Bispo

Festa do Hallowen é "anti-cristã"

O Bispo de Viana do Castelo "não recomenda" a execução do projecto de reabilitação da Casa Paroquial solicitado pelo anterior pároco Ricardo Esteves em Novembro de 2017 e reprovou a proposta em Fevereiro de 2018, dando acolhimento às "recomendações" do Departamento do Património Imóvel, Artístico e Documental (DPIAD) do Instituto Católico de Viana do Castelo.

Embora classifique de "louvável" a proposta de recuperação do antigo edifício, o Bispo da Diocese não vê necessário que haja uma casa paroquial em Vilar de Mouros despois de se ter degradado ao longo dos anos (já não é habitada desde 1975), quando existe uma residência paroquial renovada em Lanhelas, residência do anterior e do actual pároco desta paróquia, o qual acumula funções em Vilar de Mouros e Seixas.

Segundo nos recordou Manuel Pinto, pároco destas três paróquias desde Dezembro de 2019, a obra já tinha sido iniciada quando tomou posse das três paróquias, no tempo do seu predecessor, apesar de ter recebido um parecer negativo do Bispo.

Segundo refere D. Anacleto, Bispo da Diocese, ao dar parecer favorável ao parecer do (DPIAD) do Instituto Católico de Viana do Castelo, "o restauro de uma antiga residência paroquial deve corresponder a dois objectivos: residência do pároco ou serviço pastoral", o que não se configura necessário no primeiro caso, visto que o pároco "já tem residência ao seu serviço" em Lanhelas.

Perante esta situação a Diocese aponta para o serviço pastoral dirigido à "necessidade real da comunidade", criando-se um espaço para "servir a catequese, eventuais reuniões de movimentos ou grupos e preparação da liturgia" neste edifício situado perto do cemitério paroquial de Vilar de Mouros.

Acresce que o projecto existente contemplava a construção de mais um bloco, o que se afigura desnecessário atendendo, argumenta a Diocese, a que "as dimensões actuais do edifício são suficientes", além de "não ter sido aferido previamente o valor histórico do edifício, secundarizando-se os seus aspectos construtivos e arquitectónicos característicos".

A Dicocese entende ainda que o Arcipreste de Caminha deveria ter sido auscultado previamente no que se refere à reabilitação da residência paroquial de Santa Eulália de Vilar de Mouros, "adaptando-a às novas realidades" e adoptando "soluções com o mínimo de intrusão". Precisa ainda que a eventual construção de mais um edifício anexo, além de desnecessário, é "injustificável", porque obrigaria a despesas extra de manutenção para a paróquia.

Insiste o Dispo da Diocese de Viana do Castelo que se a Casa Paroquial pode ter sido "um capricho paroquial", existe, contudo, um "património de valor histórico no contexto da comunidade local" que deve cumprir essa função, cuja "reabilitação deve seguir "as boas práticas específicas para edifícios antigos e de idêntica tipologia".

O novo pároco, Manuel Pinto, actualmente a tirar um doutoramento em Direito Canónico, confrontado com a obra já iniciada e entretanto suspensa, após assumir funções, reuniu com o Conselho Económico (meramente consultivo) da paróquia, a fim de analisar a situação, porque dos 180.000€ inicialmente previstos, com as alterações introduzidas ao projecto, o preço disparou para os 226.000€, e havia contas para pagar.

A Fábrica da igreja dispôs de 82.000€, foram conseguidos mais 77.000€ de donativos e ainda existem cerca de 50.000€ numa conta bancária. A Diocese não concorda com a despesa que terá de ser assumida e não investirá dinheiro.

Perante esta situação, a Fábrica da Igreja (Conselho Económico) pediu a demissão, deixando a decisão do futuro da antiga "Casa do Padre" para a Diocese.

Contactamos membros desta Fabriqueira demissionária, mas sem resultado porque não quiseram prestar declarações.

Segundo nos revelou o padre Manuel Pinto, aguarda que seja produzido um novo relatório da DPIAD a fim de definir a finalidade do imóvel, mas a crise da pandemia atrasou a sua elaboração.

Entretanto, vai nomear um novo Conselho Económico, optando por aguardar mais algum tempo, atendendo a que pretende conhecer melhor os paroquianos de Vilar de Mouros, uma vez que se encontra aqui há pouco tempo. Vincou, contudo, que as opções nas paróquias correspondem aos párocos, sendo responsáveis por todos os actos e decisões, incluindo as despesas que possam ser contraídas, incluindo as respeitantes a obras, o que o leva a ponderar tudo devidamente, de acordo com as orientações da Diocese.

Halloween com os dias contados

Vinha sendo prática nos últimos anos, celebrar-se a Festa do Halloween na que foi Casa Paroquial de Seixas.

O assunto foi controverso no seio da comunidade católica caminhense.

O padre Manuel Pinto não comunga da ideia de "celebrar o Halloween" uma "festa anti-cristã", refere, em que se celebra o demónio, a antítese do cristianismo, recorda.



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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Autor: Paulo Torres Bento
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