Já a reunião da Assembleia de Freguesia (AF) estava a terminar, quando o delegado socialista Hugo Afonso chamou a atenção para a concentração de jovens, à noite, no recinto da Capela da Senhora das Neves, organizando os designados botellons.
Não respeitam a cancela que deveria impedir o acesso ao adro da igreja e realizam ajuntamentos ilegais há já alguns sábados.
A Junta de Freguesia vai estar atenta a esta situação, podendo reforçar a vedação ao local, mas a vigilância deste espaço deverá ser solicitado à força policial a quem compete zelar pelo cumprimento da lei, nomeadamente neste período de pandemia, e quando outros ajuntamentos se multiplicam no concelho de Caminha, como sucede no Parque Municipal de Caminha, no Monte Calvário, em Vila Praia de Âncora e noutras freguesias.
Obras
Esta Assembleia de Freguesia realizada em Dem estreou esta nova e estranha forma presencial de participar nas reuniões destes órgãos autárquicos, com todos os seus membros usando máscaras de protecção, fruto destes tempos inimagináveis há meio ano.
Clemente Pires, presidente da Junta de Freguesia, eleito pelo PSD, prestou algumas informações sobre a actividade do seu Executivo desde a última reunião de Dezembro (recorde-se que as assembleias de Abril foram suspensas devido ao estado de calamidade).
Acompanhados por elementos do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente) da GNR, procederam ao corte de árvores e limpeza de terrenos que poderiam pôr em risco habitações em caso de incêndio florestal.
Sinalizações a cargo da Câmara
O autarca informou os sete delegados e o público presente que técnicos municipais têm procedido à sinalização horizontal e vertical em Dem, de acordo com uma deliberação da Assembleia Municipal que procedeu à legalização desta sinalética. Apenas lamentam que ainda não tenham concretizado a instalação de rails de protecção, tendo pedido, "ao menos", que arranjem os que se encontram deteriorados.
Na rede viária, foram intervencionados o caminho do Candal e a quelha da Labandeira. A Câmara procedeu ao arranjo do muro do acesso ao Largo do Sobreiro (e a AF procedeu a uma rectificação do Orçamento/2020 que permitiu receber 30.000€ da Câmara Municipal para esse efeito), cujo pavimento foi calcetado em cubo. Neste largo, os funcionários camarários procederam à colocação de contentores do lixo e eco-pontos, e está previsto proceder ao arranjo do piso. Um passeio junto à casa do sr. Florentino foi aprovado, e o próprio vai proceder ao seu arranjo.
A Junta necessita de um braço do tractor para proceder às limpezas dos caminhos e arruamentos e encontra-se em negociações com a Câmara Municipal de modo a conseguir que lhes seja concedida essa peça.
Dem insiste na caixa multibanco
O autarca abordou também as diligências realizadas junto da Caixa Agrícola para que volte a ser instalada a caixa multibanco na parede exterior da sede da Junta.
Os responsáveis da instituição bancária pretendem que a GNR se desloque ao local com a finalidade de avaliar os riscos de assaltos e que a autarquia pague uma pequena quantia a partir de um determinado tecto de levantamentos. Tudo isto encontra-se ainda em negociações e os contactos têm-se multiplicado na tentativa de recuperar um serviço útil para a população de várias freguesias serranas.
Outro serviço que a Junta de Freguesia não apreciou que tivesse sido mudado sem os terem ouvido, foi a criação de um posto dos CTT numa unidade de alojamento local que a autarquia diz não ser o local mais prático para a população.
Clemente Pires não consegue demover a administração dos CTT - que lhe pareceu ter ficado satisfeita com a remoção do multibanco - e ainda pediu à autarquia para que sensibilizasse as pessoas na utilização do posto dos Correios!
Construção no rio Loureiro causou receio
Nuno Malheiro chamou a atenção para a construção de uma moradia junto do rio Loureiro, obra que lhe pareceu ser ilegal por ter sido construído um muro e haver muito entulho no local.
Segundo respondeu o presidente da Junta, já tinha contactado com o empreiteiro e o dono da obra, tendo-lhe garantido que o local ficará mais aprazível e que o muro contribuirá para o embelezar.
A limpeza na Rua do Altinho parece ser complicada, segundo se depreendeu das palavras do presidente da Junta em resposta a uma interpelação de João Veiga, embora o Executivo pretenda reforça-la, frisou.
O descuido dos madeireiros com os sobrantes dos cortes de madeira mereceu um reparo de Fábio Afonso, presidente da Assembleia de Freguesia, em referência ao que se passa no lugar da Aldeia. O madeireiro vai "desfazer" os restos florestais que sobejaram do abate das árvores, garantiu Clemente Pires.
Moradores interpelaram Executivo
Dois moradores de Dem usaram também da palavra no final da sessão, pedindo um deles o pagamento das senhas de presença nas últimas eleições, a limpeza nos Altos das Cruzes e solicitou informações sobre a colocação de pedra e alcatrão no acesso à Sª das Neves.
Outra deense protestou perante uma intervenção realizada num local da freguesia e lamentou que o presidente da Junta não atenda o telemóvel quando lhe telefona.
Os pagamentos dos membros das assembleias de voto já se encontravam a pagamento, deu conta Clemente Pires, e quanto à intervenção no Alto das Cruzes já tinham solicitado dois orçamentos. Referiu que o alcatroamento do acesso à Senhora das Neves tinha resultado de uma insistência de um membro do seu Executivo junto da empresa (onde trabalha) que tinha procedido ao alcatroamento da EN 301, cujo miolo retirado tinha sido colocado a disposição da Câmara, e, esta, por sua vez, disponibilizou-o às juntas de freguesia.
Um diálogo entre o presidente da Junta e a moradora que o interpelara sobre uma intervenção na freguesia, bem como a questão das chamadas telefónicas "animaram" um pouco a reunião, tendo esta deense solicitado ainda o despejo dos contentores na Senhora das Neves.
Refira-se também que esta AF autorizou a consulta pública do futuro regulamento do cemitério e aprovou o plano de contingência camarário estabelecido com as freguesias, relacionado com o covid.