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"Dá Nova Vida à tua t-shirt": desafio online até 20 de junho
Com o slogan "Reutilizar com criatividade! Reduzir o consumo de plásticos!", o projeto Onda Verde no Vale do Minho incentiva todos os alunos do 6º ano de escolaridade dos concelhos do Vale do Minho a participar no desafio "Dá Nova Vida à tua t-shirt". Propostas devem ser enviadas por email até 20 de junho, havendo prémios individuais para os três melhores trabalhos e um especial para a melhor apresentação coletiva.
Esta ação tem como objetivo aumentar a consciencialização para a problemática do consumo excessivo de plásticos, explorar com criatividade as alternativas sustentáveis, promover a reutilização e separação de materiais e passar a mensagem à nossa comunidade. O desafio pretende transformar t-shirts que já não tenham uso, em sacos ecológicos, originais e úteis que podem ser utilizados na praia, nos passeios das férias, nas compras, no regresso à escola …
Assim, com a ajuda dos professores ou em ambiente familiar, os alunos participantes devem criar um saco personalizado a partir de uma t-shirt usada, escrevendo uma mensagem em torno dos 5R´s: repensar, reduzir, reutilizar, recuperar, reciclar. Concluído o trabalho, é só tirar uma fotografia e enviar até 20 de junho, com nome, turma e escola, para o correio eletrónico ondaverdevaleminho@gmail.com
Os prémios são atribuídos aos alunos que completem com sucesso este desafio, sendo que o 1º prémio corresponde a um Programa Multiatividades em Família (Arvorismo + Rapel + Escalada + Slide - Montes de Laboreiro); o 2º prémio garante uns auscultadores sem fios; e o 3º prémio, um vale para material escolar. O prémio especial de turma mais ecológica é uma atividade de barco no rio Minho, com o Aquamuseu do rio Minho.
Quem aceita este desafio? Cada um de nós tem um papel muito importante na transmissão de uma mensagem positiva! Todas as instruções e modelos de cortes estão disponíveis no site (http://www.ondaverdevaledominho.pt/pages/708)
De sublinhar que é o Município de Vila Nova de Cerveira, através do Aquamuseu do rio Minho, que está a liderar o projeto 'Onda Verde no Vale do Minho', no âmbito dos resíduos sólidos urbanos, com financiamento do POSEUR, envolvendo as comunidades, especialmente escolares, de Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.
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O Robalo - Exposição bimestral online
Ainda a viver o período de pandemia Covid-19, e mantendo-se de portas fechadas, o Aquamuseu do rio Minho reinventa-se e não deixa os seus utilizadores sem conhecimento. Neste sentido, aquela que seria a próxima exposição bimestral - junho e julho - dedicada ao Robalo (Dicentrarchus labrax) é disponibilizada online, através da página no facebook.
" Sabia que:
" O robalo é um peixe de água salgada que pode aparecer nos estuários em pequenos cardumes, principalmente na época de verão. De corpo alongado, o seu dorso apresenta uma cor acinzentada com reflexos esverdeados e um ventre esbranquiçado. Este peixe tem duas barbatanas dorsais, sendo que a primeira delas é formada por raios espinhosos. O seu opérculo é caracterizado pela presença de uma mancha escura e dois espinhos. Pode atingir os 80 cm de comprimento e viver até 30 anos.
" Na sua fase juvenil vivem em cardumes de maneira a se protegerem melhor dos predadores. Na sua fase adulta costumam ser animais solitários ainda que por vezes formam cardumes para atacar outros peixes.
" O seu período de reprodução varia entre dezembro e fim de março, variando um pouco em função da temperatura da água. A sua alimentação baseia-se principalmente em pequenos peixes e crustáceos, especialmente camarões e caranguejos.
" É comum encontrar juvenis desta espécie na zona do estuário do rio Minho, inclusive nos canais do sapal. Também, e devido à sua capacidade de suportar salinidades muito baixas, na época do verão, é comum chegarem a Vila Nova de Cerveira exemplares de dimensões consideráveis.
" O robalo tem um alto valor comercial e é muito apreciado pelos pescadores, sendo que os exemplares maiores podem chegar a atingir um valor considerável. Apesar de ser um peixe capaz de viver em águas salobras ou mesmo água doce é muito sensível à poluição.
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Reação do Presidente da CM de Vila Nova de Cerveira à não abordagem em Conselho de Ministros, da temática das fronteiras:
"Estamos completamente desiludidos.
Lamentamos a descoordenação dentro do Governo e entre Governos, mas lamentamos ainda mais a desvalorização que fazem da situação concreta da região de fronteira do rio Minho, sistematicamente prejudicada por políticas centralistas dos sucessivos Governos que não atendem às justas reivindicações das populações de fronteira, ignorando ou desconhecendo a realidade local.
Esperamos que ainda possa haver uma minimização desta injustiça.
Vamos continuar a luta, porque é justa".
Município de Vila Nova de Cerveira
Provedoras Transfronteiriças Cerveira-Tomiño recolhem 250 relatos pessoais de prejuízos causados pelo fecho de fronteiras
A alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços, ao nível de distância, tempo e custos, representa 45% dos 250 testemunhos na primeira pessoa, recolhidos em apenas quatro dias através de um questionário publicado no facebook da Eurocidade Cerveira-Tomiño. Trata-se de mais uma ação encetada pelas provedoras transfronteiriças da Eurocidade Cerveira-Tomiño, com o intuito de avaliar e compilar o impacto casuístico de mais de dois meses do fecho de fronteiras, provocado pela crise sanitária da COVID-19.
Em mais de 30 anos, nunca a vida quotidiana dos habitantes do território transfronteiriço galego-português foi tão prejudicada como nestes últimos meses, com uma redução para metade de toda a sua dinâmica económico-social. Esta realidade é corroborada com a partilha de mais de duas centenas de histórias/experiências vividas por cidadãos de ambas as margens do rio Minho, em resposta a um desafio lançado pela Provedoria da Eurocidade Cerveira-Tomiño, entre 28 e 31 de maio.
Entre os principais prejuízos referidos destaca-se a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços desta raia minhota que, devido à limitação a um único ponto de passagem na fronteira de Valença e Tui, vêem-se obrigados a fazer centenas de quilómetros diariamente, mais horas na estrada e aumento de custos para proceder às deslocações necessárias para chegar ao posto de trabalho. Há ainda a referência para o facto de não perceberem porque é que a Ponte Internacional da Amizade Cerveira-Tomiño não poderá constituir-se como mais um ponto de passagem, agilizando toda pressão gerada.
De seguida, há várias histórias partilhadas (25%) que evocam a impossibilidade de utilização de serviços de caráter essencial, nomeadamente de cariz educativo (escolas) ou de saúde pública (consultas médicas e veterinárias), e a indisponibilidade de usufruição de serviços ou equipamentos de âmbito desportivo, comercial ou cultural acessíveis do outro lado do rio Minho.
Ainda, 17% dos relatos abordam os efeitos económicos negativos, quer pela limitação das relações laborais e comerciais, com uma redução até 70% de clientes, perda de empregos ou dificuldade de fornecimento de materiais para determinados negócios, como pelos custos extraordinários derivados do distanciamento até ao único ponto aberto ou pela necessidade de alugar residências provisionais. Não obstante, também há cidadãos transfronteiriços com graves dificuldades para manter relações e cuidados familiares (famílias separadas, idosos sem a retaguarda familiar, entre outras).
O objetivo é que os resultados destes inquéritos, aliados a outros documentos de análise como o Estudo do Impacto Socioeconómico da Pandemia da COVID-19 no Território do Rio Minho Transfronteiriço, realizado pola Universidade de Vigo para o AECT Rio Minho e a Deputación de Pontevedra, possam ser considerados pelas autoridades locais, regionais, estatais e europeias para diminuir com caráter imediato estes prejuízos, promover medidas de apoio e recuperação específicas para o território, e adotar mecanismos de funcionamento singular para as Eurocidades que evitem no futuro situações prejudiciais como as vividas nesta crise.
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Autarcas lançam pedido de "SOS" aos Governos de Portugal e Espanha para flexibilizar passagem de trabalhadores transfronteiriços
Os presidentes de 12 municípios portugueses e galegos banhados pelo rio Minho reivindicaram, esta manhã, a reabertura de mais pontos de passagem entre Portugal e Espanha nesta orla ribeirinha para colmatar as inúmeras dificuldades vividas por milhares de trabalhadores transfronteiriços, assim como pedem uma abertura gradual das fronteiras para salvar uma economia transfronteiriça "que está a morrer". Numa ação concertada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT Rio Minho), os autarcas representantes de cerca de 150 mil habitantes exibiram a palavra "SOS" em plena Ponte Internacional da Amizade (Cerveira-Tomiño), transmitindo a ambos os governos uma mensagem de asfixia económico-social.
O diretor do AECT Rio Minho, Úxio Benitez, sublinhou a "enorme injustiça" sentida por estas populações, colocando "a fronteira mais dinâmica de toda a Europa" dependente de "um funil" em Valença-Tui, referindo-se ao único ponto de passagem autorizado pelos governos. "Estamos a assistir a graves prejuízos financeiros e de desgaste emocional entre os trabalhadores transfronteiriços, que são obrigados a fazer centenas de quilómetros diários a mais, com custos acrescidos", adiantando que "é necessário olhar com a devida atenção para a singularidade deste território transfronteiriço".
O vice-presidente do agrupamento territorial e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira reiterou que, de entre as 64 fronteiras existentes entre Portugal e Espanha, das cinco mais movimentadas, três estão nesta região (Valença-Tui, Monção-Salvaterra e Cerveira-Tomiño) "por onde passam metade, ou mais, da circulação rodoviária entre os dois países". "Não estamos a querer facilitar em termos de saúde pública e de segurança, mas é possível a abertura de mais pontos de passagem mediante um reforço da vigilância e controle policial e das condições sanitárias, tal como se faz entre Valença-Tui. Se tivermos mais pontos, há a garantia de maior segurança pois evitam-se filas intermináveis e grandes concentrações num único ponto".
Fernando Nogueira deu o exemplo concreto da Zona Industrial de Vila Nova de Cerveira, "com 4.000 trabalhadores, dos quais 20% são oriundos da Galiza e que estão a ser alvo de impactos catastróficos no seu dia a dia", além de uma economia que", de um modo generalizado está a morrer. Quanto mais se prorroga esta situação mais difícil será a sua retoma normal". "Nunca, nem nos tempos de ditadura, como Portugal e Espanha viveram há uns anos, se 'construiu' este Muro de Berlim. Os portugueses não vivem sem os galegos, e vice-versa, pois esta é uma verdade milenar", assegurou.
Questionados sobre a situação epidemiológica como motivo para os governos centrais de Portugal e Espanha manterem as fronteiras fechadas, ambos os representantes foram unânimes na resposta, classificando-a de "falso argumento". Úxio Benitez assegura que a situação sanitária da Galiza "não é, nem nunca foi da mesma dimensão do que em Madrid" e que, neste momento, é muito semelhante, "com uma evolução muito favorável, com a existência de poucos novos casos quer no Alto Minho quer na Galiza", corroborou Fernando Nogueira.
A mensagem SOS exibida em letras grandes procurou chamar a atenção dos governos de Portugal e Espanha, solicitando "no mínimo, uma resposta plausível", pois os autarcas transfronteiriços consideram que, até ao momento, "ambos os governos não têm ajudado a superar esta crise nas fronteiras".
Na sequência desta ação simbólica de protesto, e se não houver resposta por parte dos governos, o AECT Rio Minho admite continuar com iniciativas semelhantes noutras fronteiras do rio Minho, assim como os autarcas ponderam não assinar o Auto de Reconhecimento de Fronteiras, um ato simbólico no qual os dois lados se juntam anualmente, e há mais de um século, para formalizar a assinatura de um documento.
Constituído em fevereiro de 2018 e com sede em Valença, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a CIM do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra. Nesta ação de protesto estiveram presentes 12 autarcas representantes dos municípios mais ribeirinhos e mais afetados por este fecho de fronteiras terrestres, em vigor desde as 23h00 do dia 16 de março, devido à pandemia de Covid-19.
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Dia Mundial da Criança assinalado com surpresas pelo ar e por terra
Os tempos de pandemia Covid-19 obrigam a ter criatividade, por isso, este ano, a comemoração do Dia Mundial da Criança em Vila Nova de Cerveira foi diferente e especial. Com a grande maioria das 500 crianças do pré-escolar e ensino básico em casa, a Câmara Municipal preparou, em parceria com as associações de pais do concelho, a colaboração dos Bombeiros Voluntários e do Aeroclube de Cerval, um programa recheado de surpresas, porta a porta e nas alturas!
Sabemos que o mundo de uma criança é do tamanho dos seus sonhos e fantasias, e a autarquia não quis defraudar as expetativas. Numa verdadeira missão de distribuir sorrisos às crianças, o executivo municipal iniciou este Dia Mundial da Criança com a entrega de kits com 'miminhos' pelos três centros escolares - Cerveira, Campos e Covas.
Para aquelas crianças que se encontravam em casa, uma comitiva composta por técnicos da autarquia e membros das associações de pais percorreram as 11 freguesias do território municipal, em viaturas da corporação de bombeiros, com música ambiente que anunciava esta chegada de prendinhas porta a porta (t-shirt 'Vamos Ficar Todos Bem', boné, máscaras, balões, gomas, um jogo do galo e um dominó).
Durante o período da tarde, e para complementar esta comemoração, 16 aeronaves ultraleves partiram do Aeródromo de Cerval para sobrevoar vários pontos do concelho, procurando espalhar um pouco de magia pelos ceús.
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