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Pandemónio na Empresa de Águas do Alto Minho

A contestação sobe de tom ao funcionamento da Associação de Águas do Alto Minho (AdAM) à medida que as facturas da água surgem nas caixas de correio dos consumidores do Alto Minho, quer evidenciando valores a cobrar que os utentes consideram exagerados ou apresentando números irrisórios, apesar de terem sido fornecidas as respectivas leituras.

Ainda hoje mesmo tentámos ouvir os responsáveis pelo Conselho de Administração da empresa, mas apenas um atendedor automático nos respondeu que isso só seria possível nos dias úteis, o que não seria o caso a um sábado.

Em Vila Nova de Cerveira, o repúdio pelo modo como a empresa está a funcionar levou a que chegasse a ser pensado realizar um desfile automóvel de protesto no dia 25 de Abril, suspenso após ter sido criado um gabinete de atendimento aos utentes na Câmara Municipal a fim de apresentarem as suas reclamações, uma vez que a Loja de Atendimento da AdAM se encontra encerrada.

Algumas estruturas concelhias do Partido Socialista vêm manifestando a sua preocupação pela situação gerada com a criação desta empresa de águas com maioria de capital do Estado.

Em Caminha, assistiu-se a um acto de represália a coberto da noite de hoje, tendo sido totalmente pintados os vidros da Loja de Atendimento no Largo Bento Coelho, com insultos gratuitos e palavras de repúdio pela forma como este processo de transferência de competências dos serviços municipais de água de sete municípios do Alto Minho para a AdAM está a desenvolver-se.

"Inclassificável"

Miguel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Caminha, vila onde estes actos ocorreram, embora admitindo que as pessoas têm o direito a apresentar as suas reclamações e exigir ser atendidas, considerou, contudo, ser "inclassificável" tais atitudes "grosseiras" e de falta de respeito, numa sociedade que se pretende civilizada.

"Vandalismo é crime"

Ouvido Miguel Alves, presidente do Município Caminhense, sobre o sucedido na loja de atendimento e com o problema das facturas, começou por nos dizer em primeiro lugar que "vandalismo é crime, não é nem tem justificação. Deve ser condenado e repudiado e já fui informado pela ADAM de que será apresentada queixa-crime junto das autoridades".

O autarca fez questão de assinalar contudo que "outra coisa é o descontentamento dos cidadãos dos sete Municípios do Alto Minho que são parte desta parceria com o Estado. E aqui temos que dar razão às pessoas em algumas matérias.

Apesar de ser compreensível que nos primeiros meses de funcionamento haja problemas - são sete sistemas diferentes num só - não se percebe como existem tantos erros na faturação, tanto problema com as referências de pagamento, tanto descuido numa situação que merecia a maior atenção. Não é bom que a empresa não consiga corresponder às expetativas das pessoas e a situação não nos deixa satisfeitos como clientes e acionistas".

Miguel Alves insistiu que "a ADAM tem que apresentar soluções concretas e urgentes para superar os problemas, tem que trabalhar mais e melhor e tem que ouvir as pessoas e as suas reclamações, superando este período de restrições por causa da pandemia".

Prometeu, no entanto "ajudar a ADAM e os seus funcionários, que vieram de todas as Câmaras Municipais e já provaram que são excelentes profissionais, a dar a volta à situação. Importante é que as próximas faturas venham sem erros, que as lojas sejam reabertas, que o serviço de piquete seja eficaz e que os investimentos que esta parceria permite possam ir para o terreno", disse-nos, esperançado.

A concluir, frisou que "uma coisa tem que ser clara: se as faturas da ADAM são de montantes muito superiores às faturas da Câmara Municipal, ou há um erro ou há uma fuga de água que tem que ser resolvida. O problema não é da tarifa que é muito semelhante à que existia: uma família que consuma 5m3 por mês com a ADAM paga mais 0,45 cêntimos; uma família que consuma 10m3 com a ADAM paga mais 0,69 cêntimos; uma família que consuma 15 m3 com a ADAM paga mais 0,97 cêntimos".



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