No âmbito da empreitada de construção da Escola Preparatória e Secundária de Caminha, foi concertado entre a Câmara de Caminha e a Autoridade para as Condições de Trabalho um plano de remoção de placas de fibrocimento do designado Pavilhão N (Novo, por ter sido construído em 1989, oito anos após este estabelecimento de ensino ter sido erguido), para o próximo dia 27, "cujos elementos removidos serão imediatamente envolvidos em material isolante e levados para aterro autorizado a receber resíduos deste tipo", segundo assegura o Município.
Depois de terem sido retiradas as coberturas das salas de aula, igualmente em fibrocimento, que estão a ser alvo de intervenção total, faltava eliminar este material à base de amianto ainda existente no tecto deste pavilhão destinado ao ensino secundário, edifício que se manterá na sua estrutura actual.
Atendendo a que a escola se encontra paralisada, tal como os demais estabelecimentos escolares do país, este foi um momento oportuno para proceder a esta operação que será acompanhada de perto por técnicos "certificados", em sintonia com um laboratório igualmente reconhecido, que procederá à "medição da qualidade do ar, antes, durante e depois da remoção, e inclusivamente dos próprios trabalhos que estarão a ser executados", explica a dona da obra.
"Riscos são mínimos ou praticamente inexistentes"
Embora as aulas estejam suspensas, a secretaria e a cantina ainda funcionam, com realce para este último serviço que vem confeccionando refeições para alunos e famílias carenciados e para os Bombeiros de Vila Praia de Âncora e Caminha que se encontram em serviço permanente. Por tal motivo, no dia 27, as refeições serão asseguradas pela cantina da Escola Preparatória e Secundária do Vale do Âncora, atendendo a que a escola de Caminha se manterá encerrada nessa data, apesar de a Câmara assegurar que se trata de "um trabalho completamente escrutinado e supervisionado" e que apenas "uma exposição prolongada poderá acarretar algum tipo de risco para as pessoas, o que efectivamente não é o caso, nem pela quantidade nem pelo período de intervenção", acrescenta o Município.
Esta acção de eliminação do amianto esteve agendada para a próxima Segunda-feira (dia 20), mas devido à previsão de mau tempo, foi decidido adiá-la uma semana.
O Município aproveitou esta informação para recordar que o investimento do Estado e autarquia nesta obra é de 3,5 milhões de euros, a qual deverá ficar concluída em Maio do próximo ano, caso as condições climatéricas o permitam. Em qualquer caso, no início do ano lectivo 2020/21 a escola estará pronta para acolher os seus cerca de 600 alunos.