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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


AS BONECAS SOL E CÉU

Somos duas bonecas já antigas. Quando viemos para esta casa, a Susana era pequenina e brincávamos muito com ela. Pegava-nos ao colo à vez à vez, adormecia-nos com beijinhos na cara e nós até desconfiámos, muitas vezes, que ela era a nossa mãe a sério. Mas acho que as bonecas não têm pais humanos. Bem, o nosso amigo Pinóquio teve um pai chamado Gepetto mas isso foi noutros tempos e noutra terra. Nós só conhecíamos a avó da Susana que nunca nos falou disso e a Susana também não que era muito pequena. Ela queria era brincar com a gente sem se importar de quem éramos filhas, se éramos desta terra ou não.

Agora já está mais crescida e não tem tempo de brincar às casinhas. Eu e minha irmã não saímos deste cadeirão velhote, não há crianças para nos pegarem ao colo e pronto… nunca saímos daqui. É um bocadinho triste.

Há muitos anos atrás, quando a Susana deixou de brincar connosco, eu tive uma ideia: se eu olhasse para a cabeça da mana e pensasse que o céu tinha feito lá uma caminha azul para vir fazer uma sestinha quando as nuvens estão cinzentas e não o deixam ver a terra? Se eu fizesse muita força com o pensamento, talvez ela ficasse com o cabelo azul não era? E não é que uma manhã aconteceu mesmo? - " Mana, tens os caracóis azuis!!! " Ela não acreditou e eu sem ter um espelho para confirmar, fiquei por mentirosa. Que raiva! - " Mana, acredita que é verdade … Encostou a cabeça ao peito e não disse mais nada.

Tive uma ideia brilhante: vou pensar com muita força que um bocadinho de sol vem poisar na minha cabeça e se ficar com os caracóis amarelos ela vai acreditar em mim. Pensei, pensei cada vez com mais força e de repente, ela grita: " - Mana, o teu cabelo está da cor do sol!!!"- Mas eu não consigo ver… estás a brincar comigo… - Não, mana, é verdade.

- Então acreditas, agora, que os teus caracóis são da cor do céu?

Desde esse dia que eu e ela nos sentimos mais felizes. Não conseguimos que os humanos nos ouçam se não ensinávamos-lhes, que ajudaria muito à felicidade de todos se cada um deles tivesse o sol e o céu na cabeça.

Mas eles não ouvem e terão que aprender sozinhos o segredo.

A nossa vida agora é muito mais feliz porque nem precisamos de sair de casa para termos o céu e o sol a alegrar-nos.

Lembrei-me agora de uma coisa. A Susana e a mãe estavam a conversar na cozinha, tristes, preocupadas porque anda por aí um vírus ( eu não sei o que é mas deve ser mau pela conversa delas ) que obriga as pessoas a ficarem em casa sem poderem ir visitar a família, os amigos para não apanharem esse tal vírus. Eu e a mana que estamos há anos fechadas em casa, sentadas no sofá velho, sabemos bem o que se sofre… Não é brincadeira nenhuma, não.

Uma das amigas da mãe da Susana, em conversa pelo telemóvel lamentava-se porque as netas estavam fechadas em casa, impacientes, julgo eu, e ela não sabia já o que inventar para as animar. Televisão, tablet, actividades escolares, jogos de tabuleiro, nada, nada as deixava com um ar feliz por muito tempo. Coitadas da Maria, da Sofia! E lembrei-me então da tal coisa que talvez as ajudasse um pouco: se nos oferecessem à Sofia e à Maria? Não sabemos se quereriam brincar connosco, mas pelo menos ficavam com um pouco de sol e de céu ao pé delas e nem precisavam de sair de casa, não era?

A minha mana não se importa de ir para casa delas, mas agora temos outro problema. Como é que vamos fazer para pedir à Susana e à mãe que nos tirem daqui? Elas não nos entendem… Ah, só se o Manel que é o menino cá de casa entender a nossa conversa… Ele é um menino muito atento às coisas bonitas da vida e vai- nos ajudar a levar um pouco de sol e de céu àquelas meninas.

Podemos contar sempre com as crianças!

Mesmo nós, as bonecas!

Zita Leal


COMPETÊNCIA E ALTRUISMO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Hoje atrevo-me a escrever como actor de alguns episódios, iguais a tantos outros, vividos por abnegados profissionais, onde o Coronavírus-COVID-19 agitou a nossa vida, Família e Sociedade, num SNS desfalcado, moribundo e "inexperiente" neste tipo de pandemias.

A infecção/doença por COVID-19, desorganizou um mundo inteiro, ameaçando com pobreza, matando inúmeras pessoas, que agora se propunham viver a última fase de uma longa vida de trabalho, junto dos netos e deixando às gerações vindouras, tantos saberes e experiências. Mas partiram ainda muito cedo! Apesar dos idosos serem um grupo de risco, infelizmente esta agressividade do vírus não poupa ninguém nas diferentes faixas etárias.

E nós, Profissionais de Saúde fomos assaltados pela agressividade deste Coronavírus, num SNS na escuridão e desorganização face às limitações existentes e cativações, associadas à incompetência existente que campeia nos decisores políticos sobre o SNS. Passou a ser-nos exigida tanta coisa para dar resposta a inúmeros problemas, casos positivos, confirmados e infectados com o SARS-CoV-2 (COVID-19).

Desde a incompetência política, à falta de material de protecção, à gestão dos números, tudo tem servido para os momentos de promoção política e mediatismo, em que responsáveis da Saúde se desautorizam em directo.

Perante o que temos vivido, é oportuno reflectir:

1- Quem punha em dúvida a utilidade e necessidade de um SNS moderno, bem apetrechado e adequadamente financiado, veio a "Pandemia" para demonstrar esta necessidade;
2- Apesar de desorganizado, falta de material, falta de instalações e instalações degradadas, está a ser este mesmo SNS a dar resposta às inúmeras necessidades e solicitações para tratar/cuidar dos Cidadãos afectados e doentes;
3- Se não houvesse SNS como tudo isto seria?
4- O SARS-CoV-2 (COVID-19) tem servido ao Governo para fazer política e gestão de "agendas", dia-a-dia;
5- A grave situação vivida nos lares e centros de dia, com inúmeras lacunas e falta de profissionais, essencialmente de saúde, veio ao de cima, já tantas vezes alertado pela Ordem dos Enfermeiros;
6- Perante este "deserto" e toda esta realidade, é inequívoca, a demonstração da capacidade, competência, conhecimento, altruísmo e dedicação de todos os Profissionais de Saúde, entre eles, os Enfermeiros;
7- Se não fosse esta entrega, presença e abnegação, em longos horários, sem interrupções, sem ir a casa, deixando os Familiares, deixando os nossos para tratar dos outros, tudo teria sido muito, muito pior. E ainda, o que aí virá!

Aqueles que ao longo destes vários anos agrediram, desqualificaram e limitaram o SNS, são os mesmos que agora se agarram a este mesmo SNS e seus profissionais, para salvarem a face, tentarem de todas as formas dar resposta à "Pandemia", para depois dizerem: "Conseguimos!"Conseguiram? À custa de quem?

Consciente do papel dos Enfermeiros, a OMS neste Dia Mundial da Saúde (7 de Abril) dedicou-o a esta Classe Profissional.

Apesar da dedicação e do altruísmo que sempre caracterizou os Enfermeiros e que mais uma vez o estão a demonstrar, nesta "luta" desigual contra o "Coronavírus", o Ministério da Saúde continua o seu caminho de agressão, indignidade e desvalorização da Classe de Enfermagem, contratando Enfermeiros a 6,45€/hora!

A Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, não trata todos os Profissionais de Saúde da mesma forma e com a mesma isenção e dignidade. Há claramente um tratamento desigual! A uns, emite louvores em Diário da República. Aos outros, em consequência da pressão política e da opinião pública, "manda" o Sr. Secretário de Estado da Saúde ler um agradecimento, em forma de remendo, dirigido aos Enfermeiros. Lembrar que os Enfermeiros merecem a mesma dignidade que outros profissionais e não são classe menor do SNS, para não lhes ser endereçado um público louvor em Diário da República.

Tal como noutros momentos, este, devido à "Pandemia" SARS-CoV-2 (COVID-19), é grave e expõe os Profissionais de Saúde a um risco muito elevado de infecção e doença. Os Enfermeiros, a par de outros profissionais de saúde, têm formado um exército, que lutam ombro a ombro contra a infecção/doença COVID-19. Factos são factos! Assim sendo, tirando a Srª. Ministra da Saúde, quem hoje tem dúvidas em considerar a Enfermagem uma "Profissão de Risco"?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária



Páscoa: Festividade do Júbilo e da Esperança

Cada evento comemorativo, tem sempre uma determinada carga simbólica, e é dedicado a um acontecimento na vida de uma pessoa, de uma família, de uma organização, de um país, ou a nível mundial. Participar em tais eventos é uma atitude que, salvo determinações impositivas, por instituição competente, fica ao critério de cada pessoa, da sua sensibilidade, princípios, valores, sentimentos e das tradições culturais em que está integrada.

Tal como acontece com os denominados dias "Nacionais", ou "Internacionais", ou ainda, "Mundiais", sobre um qualquer facto, ou valor, a exemplo de diversos festejos: Natal, Carnaval, entre outros, também a Páscoa, tem o seu simbolismo, considerando-se a festa da alegria, para os crentes da religião católica, a Ressurreição de Jesus Cristo, em toda a sua glória e esplendor.

Na cultura e tradição portuguesas, a Páscoa ainda é festejada com imensa alegria e imenso respeito e, entre diversos rituais, como a "queima do Judas", a visita pascal às residências dos crentes católicos, tem o seu ponto alto e de profunda confraternização, quando a comitiva pascal saúda os donos da casa, asperge a água benta e dá a beijar a Cruz de Cristo cruxificado, a todos os presentes.

Nas aldeias portuguesas, designadamente no Minho, a tradição do Compasso Pascal vai-se cumprindo, eventualmente, aqui e ali, com menos entusiasmo e alegria, até porque a situação económico-social de milhares de pessoas e de famílias é horrível, na medida em que vivem no limiar da pobreza, com "rendimentos" abaixo do limite mínimo da dignidade humana, e sem que se vislumbre uma oportunidade para melhorarem a sua qualidade de vida, e dos respetivos dependentes.

E se é certo que em determinados setores da vida nacional, as estatísticas alimentam alguma esperança, no sentido da melhoria das condições gerais de vida, como por exemplo: o desemprego, cuja percentagem tem vindo, lentamente, a baixar; por outro lado, também é verdade que milhares de pessoas que, aos quarenta e mais anos de idade, saíram do mercado de trabalho, agora não conseguem entrar, e que destas, dezenas ou centenas de milhares não recebem qualquer apoio oficial.

É claro que, para este leque de centenas de milhares de pessoas, não se poderá dizer que a Páscoa é a festa da alegria, deixando-se, porém, prevalecer a esperança em "melhores dias" para todos, porque neste período que corresponde à Ressurreição de Cristo, tem de haver mais confiança, porque Ele não pode defraudar os seus filhos, obviamente, na perspetiva dos crentes.

O tempo pascal poderá ser utilizado como um período de reflexão profunda, precisamente, entre os dois extremos da existência humana - nascer e morrer - e, neste percurso de vida, analisar: o que foi feito para o bem; o que foi para o mal; o que pode ser melhorado; o que deve ser corrigido e o que tem de se evitar, para se conseguir obter um equilíbrio nas relações interpessoais, envolvendo nestas os princípios, valores, sentimentos e emoções, próprios das pessoas bem-formadas, generosas e civilizadas.

Viver a Páscoa como uma festa meramente consumista, com alguma ou mesmo muita ostentação, do TER, em vez da exigência do SER, enquanto pessoa visceralmente humana, é uma atitude que: não alimenta os comportamentos essenciais da esperança; que ignora a fé em relação a um Cristo protetor e amigo das pessoas. A Páscoa deve ser festejada com muito entusiasmo, também com grande humildade e respeito pelos outros, nossos iguais.

Naturalmente que pelo facto de: existirem milhares de pessoas e famílias, só em Portugal, no limiar da pobreza; centenas de milhares de desempregados, sem auferirem qualquer ajuda oficial para terem uma subsistência, minimamente, condigna; de no curto período de três anos, dezenas de milhares de jovens, altamente qualificados, bem como imensos adultos, terem de emigrar; haver milhares de pessoas "sem-abrigo", a Páscoa não deve deixar de ser celebrada, justamente, sem exibicionismos de quem quer que seja, mas sim com moderação, sem magoar aquelas pessoas que o infortúnio da vida, tanto as tem fragilizado.

Durante o período da Quaresma, que decorre de quarta-feira de cinzas até ao domingo de aleluia, da ressurreição de Cristo, há muito tempo para se refletir sobre o que em Portugal tem estado mal e o que possa merecer uma avaliação positiva. É tempo de recolhimento, de meditação em vários domínios e contextos, desde logo: religioso, político, social, cultural e económico, os quais constituem cinco grandes pilares, entre outros, para se avaliar a qualidade de vida da população e, a partir desta análise, tomarem-se as medidas necessárias para se corrigir o que tem estado errado e melhorar o que de bom possa ter acontecido.

É, justamente, apesar de todas as dificuldades, que nos deveremos mobilizar para, em conjunto com as entidades competentes, resolvermos alguns problemas mais delicados, apoiarmos, inequivocamente, dentro das nossas possibilidades, e capacidades, quem mais precisa, porque a Páscoa também é um tempo de solidariedade, de coesão fraterna e de pensamento em Cristo Ressuscitado, como único Salvador da Humanidade.

Quando vivenciamos a Páscoa, como uma festa da alegria, obviamente que nos colocamos num registo otimista, com pensamentos positivos, determinados a não nos deixarmos abater pelos insucessos, pela escassez de solidariedade, pelas deslealdades, pela doença e pela falta de trabalho, bem pelo contrário, assumindo atitudes de esperança e confiança no futuro, que todos temos de ajudar a construir, independentemente da situação pessoa de cada pessoa.

É nesta perspetiva de confiança, de acreditar que é possível sermos melhores uns para os outros, que a imaginação criativa da pessoa humana, a sua inteligência e a determinação em construir um mundo mais tranquilo, mais solidário e mais fraterno, se consegue sair de muitas "crises" que, atualmente, sufocam muitos países, o povo humilde e trabalhador, que não é responsável por tais situações injustas que outros criaram, devido à ganância, ao desejo incontrolado de Poder e de Ter.

Páscoa enquanto festa para todos, não de pobres nem de ricos, embora estes, materialmente, tenham melhores condições e motivos para "festejar" o evento, com abundância, por vezes, estragando e deitando fora tantos produtos que saciariam a fome, e agasalhariam centenas de milhares de pessoas, só em Portugal.

Hoje, ainda no primeiro quarto do século XXI, mais do que nunca, torna-se extremamente aconselhável passar-se à prática, desde a conceção de medidas favoráveis à erradicação das situações de miséria à consequente aplicação ininterrupta das mesmas: para que todos os dias possa ser Páscoa; para que todos os dias haja solidariedade, amizade, fraternidade; para que todos os dias haja saúde, trabalho, justiça social, paz e felicidade.

Nesta Páscoa de 2020, alguém tem de lançar algumas sementes de esperança, para que: as pessoas e as famílias portuguesas, em particular, e as restantes por esse mundo fora, continuem a acreditar que não estão abandonadas; que existe uma saída; que os jovens têm futuro; os desempregados terão trabalho; os idosos serão respeitados e não voltarão a ser vítimas da espoliação dos seus parcos rendimentos, que lhes são devidos e para os quais contribuíram uma vida inteira de trabalho; e, finalmente, para que quem trabalha, lhe seja pago o justo e devido salário, sem cortes nem impostos brutais.

Vamos acreditar que a Páscoa deste ano será o início de um longo e brilhante futuro, para todas as pessoas, sem exceção, e que, querendo os responsáveis: financeiros, políticos, empresários, religiosos e trabalhadores, não mais haverá fome nem miséria; que os cuidados de saúde cheguem a toda a população; que a educação e formação, ao longo da nossa existência, nos preparará para enfrentar a vida; que a justiça nos protegerá e ajudará a restabelecer a honra, bom nome e dignidade, seja dos inocentes, seja dos arguidos, seja dos condenados.

Comemora-se, uma vez mais, a Ressurreição de Jesus Cristo e, com este acontecimento: devemos acordar para as diversas realidades da vida; para o incentivo a colaborarmos nas tarefas solucionadoras de variadíssimas situações anormais, injustas, irregulares e ilegítimas. Ressuscitemos nós, também, para os grandes princípios, valores, sentimentos e emoções que caracterizam e dignificam a pessoa verdadeiramente humana.

Páscoa com Aleluias, com cantares jubilosos, com esperança no futuro da humanidade, para o Bem, para a Concórdia, para a Liberdade, para a Igualdade, para a Fraternidade e para a Paz. Páscoa de Cristo e em Cristo, Páscoa da Humanidade; Páscoa da Vida Redentora.

Nesta Páscoa, ficam aqui os votos muito sinceros do autor desta reflexão, que apontam no sentido de desculpabilizar todas as pessoas que, por algum meio e processo, o prejudicaram, ofenderam e magoaram, não significando esta atitude: "passar uma esponja"; esquecimento total, mas apenas a vontade de reconciliação, de tentar novos diálogos, novas abordagens, para um melhor e mais leal relacionamento.

Páscoa que se pretende para todas as pessoas, como um dia, pelo menos um dia no ano, de reflexão, de recuperação de valores humanistas universais, um dia para festejar e recomeçar com novas: Precaução, Moderação, Robustez, Justiça, Fé, Confiança, Caridade, Comiseração e Generosidade.

No corrente ano, de 2020, infelizmente, não será possível às famílias portuguesas em particular e a outras congéneres no resto do globo, confraternizar neste dia tão festivo, de convivência, de reencontro, porquanto o Mundo está a ser "atacado" por uma terrível pandemia, que impede as pessoas ausentarem-se para fora dos seus Concelhos de residência, no caso português. Vive-se uma calamidade como já não havia memória, inclusive, entre os mais idosos.

Entretanto, porém, uma nova Esperança Redentora, entre a família, os verdadeiros e incondicionais amigos teremos de alimentar, com todo o fervor e fé. A todas as pessoas: Páscoa Muito Alegre e Feliz.

Diamantino Bártolo


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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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